revista bula
POR EM 23/08/2012 ÀS 09:37 PM

Einstein: Uma Biografia

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Aquela seria a mais importante autópsia de toda a vida do jovem patologista americano Thomas Harvey. Ele estava absolutamente consciente disso. Valia a pena correr o risco de cometer um grave deslize ético em nome dos possíveis segredos que talvez explicassem a genialidade daquele cérebro. Não teve dúvidas ao contrariar, parcialmente, o desejo do morto, que em vida expressou o destino que deveria ser dado ao cor­po: a cremação. As cinzas deveriam ser espalhadas num lugar deserto.

O desejo do falecido era mais que justificável, pois estava ciente da sua marcante passagem pelo mundo. Não queria ser alvo do que perfeitamente poderia vir a ocorrer no futuro: o culto de sua sepultura como objeto sagrado, ponto de convergência de eternas peregrinações. Teria seu desejo integralmente respeitado, não fosse o deslize ético do patologista que, na autópsia, cortou-lhe o cérebro em duzentos fragmentos e os distribuiu em dois recipientes.

Descoberta a conduta, o patologista foi demitido, mas nada se descobriu a respeito daquele cérebro. Em vida, realizou coisas fantásticas, mas em interação com muitos outros cérebros. Fora do mundo em que ele viveu, não sobrava nada. Em vida, as façanhas desenvolvidas por esse personagem revolucionaram não só os 200 anos que alicerçavam os princípios da física de Isaac Newton, mas também várias descobertas que impulsionaram significativamente o desenvolvimento da humanidade.


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POR EM 11/07/2012 ÀS 12:32 PM

O profeta da inovação

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O ritual, toda semana, se repetia: um professor bem-humorado, em trajes elegantes, retirava suas luvas, colocava-as sobre a mesa e começava a falar, magnetizando todos que se punham atentamente a escutar aquele expositor de extraordinária didática.

O respeito dos alunos, a generosidade no trato com os seus discípulos, aproveitando sempre o que de melhor havia neles, enfim, o fervilhar de ideias enchia aquele ambiente repleto de gente brilhante.

À medida que as ideias iam surgindo, ele, no intuíto de registrar o calor das discussões, fazia algo incomum: rasgava pedaços de papel, anotava o que tinha de anotar e colocava os papeis no bolso. Fazia isso repetidas vezes. A cena, toda semana, se repetia: a entrada no recinto, a tirada das luvas, o encher dos bolsos de papeis repletos de informações.

A plateia que tudo testemunhava e de tudo participava, elevando o nível das discussões, não poderia ser de melhor qualidade. Dela faziam parte, por exemplo, alguns que seriam, mais tarde, laureados com o Prêmio Nobel de Economia. Paul Samuelson era um deles, James Tobin era outro, e a universidade não poderia ser outra: Harvard, a melhor do planeta.

O personagem de quem vos falo é o único economista que rivaliza com outro gigante, o inglês John Maynard Keynes, no patamar de maior economista do século vinte: Joseph Alois Schumpeter. É dele que falaremos a seguir.


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