revista bula
POR EM 27/02/2010 ÀS 03:29 PM

Preciosa

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Na era Barack Obama, o primeiro filme dirigido por um negro entra na categoria principal do Oscar: “Preciosa”. Além de Melhor Filme, o longa-metragem concorre nas categorias melhor diretor (Lee Daniels), melhor atriz (Gabourey Sidibe) e melhor atriz coadjuvante (Mo’Nique). “Preciosa” narra uma história que envolve discriminação racial, violência doméstica, abuso sexual, gravidez na adolescência. A protagonista é uma garota de 16 anos que vive apenas de sonhos.

Vivendo, ou melhor, sobrevivendo no Harlem, bairro predominantemente habitado por negros de Nova York, Claireece Precious Jones é uma garota obesa, semi-analfabeta, mãe adolescente, que sofre constantes agressões da mãe e é abusada sexualmente pelo pai. Vivem do Seguro Social. Apesar da dura realidade, ou por conta dela, Preciosa sonha com um namorado branco “de cabelo liso” e bonito, e em ser uma super pop-star.

Sua mãe, interpretada pela comediante Mo’Nique, odeia a filha. Em sua cabeça ela roubou o “seu homem”. Quando a ação do filme começa a adolescente está grávida pela segunda vez. Sua primeira filha é portadora de Síndrome de Down e é chamada carinhosamente de Mongo. Mora com a avó. Sua mãe tira proveito recebendo dinheiro de uma pensão da assistência social que na verdade serviria de auxílio para os cuidados das crianças. Ela também é obrigada a fazer todo tipo de serviço em casa. Desde trabalhos domésticos até os mais “íntimos”. É isso mesmo, a mãe também abusava da garota.


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