revista bula
POR EM 15/12/2011 ÀS 07:56 PM

Meus encontros com Kafka

publicado em
O ensaísta, crítico literário e jornalista Otto Maria Carpeaux relata seu encontro com Franz Kafka, em 1921, na cidade de Berlim
 

“Kauka.”
“Como é o nome?”
“KAUKA!”
“Muito prazer.”

Esse diálogo, que certamente não é dos mais espirituosos, foi meu primeiro encontro com Franz Kafka. Ao ser apresentado a ele, não entendi o nome. Entendi Kauka em vez de Kafka. Foi um equívoco.

Hoje, o “Kauka” daquele distante ano de 1921 é um dos escritores mais lidos, mais estudados e – infelizmente – mais imitados do mundo. Mas só Deus sabe quantos são os equívocos que formam essa glória. O romancista de “O Processo” é, para alguns, o satírico que zombou da burocracia austríaca; e para outros o profeta das contradições e do fim apocalíptico da sociedade burguesa; e para mais outros o porta-voz da angústia religiosa desta época; e para mais outros o inapelável juiz da fraqueza moral do gênero humano e do nosso tempo; e para mais outros um exemplo interessante do Complexo de Édipo, etc., etc., etc. Tudo, em torno de Kafka, é equívoco. Equívoco também foi aquele meu primeiro encontro com “Kauka”.

Foi em 1921, em Berlim. Embora só contando os anos do século, eu já tinha passado por duras experiências de guerra e revolução. Estudante universitário, agora, que sonhava com uma carreira literária. Berlim, naqueles anos do primeiro pós-guerra, foi um centro de vanguardas: expressionismo, dadaísmo, os primeiros pintores abstracionistas, simpatizantes do comunismo e fundadores de seitas religiosas e vegetarianas, uma boêmia na qual os jovens austríacos desempenhavam papel grande e barulhento – e alguns grandes escritores de verdade: Döblin, Arnold Zweig, Werfel. No Café Românico, centro da boêmia, esses homens feitos ocupavam mesas especiais, de que ninguém ousava aproximar-se sem ser especialmente convidado; o que não aconteceu nunca. Olhávamos para lá com inveja, escutando para apanhar, talvez, um pedaço de conversa. Rara foi a oportunidade de um convite para as tardes de domingo, no apartamento de um ou outro daqueles escritores, no bairro boêmio, mas elegante, do Bayrischer Platz, hoje um montão de ruínas. E numa dessas tardes cheguei a conhecer pessoalmente Franz Kafka. 


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POR EM 05/10/2011 ÀS 02:28 PM

Dica da Rosana Hermann

publicado em

Publicado originalmente no Querido Leitor (portal R7). Obrigado Rosana Hermann (@rosana).


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POR EM 30/09/2011 ÀS 03:23 PM

100 livros clássicos para download

publicado em

Uma compilação com 100 obras, entre autores brasileiros e estrangeiros, escolhidas entre os 10 mil títulos disponíveis no portal Domínio Público. A lista, traz desde livros seminais, formadores da cultural ocidental, como “Arte Poética”, de Aristóteles, até o célebre “Ulisses”, de James Joyce, considerado um dos livros mais influentes do século 20, além de clássicos brasileiros e portugueses. Todo o acervo do portal DP é composto por obras em domínio público ou que tiveram seus direitos de divulgação cedidos pelos detentores legais. No Brasil, os direitos autorais duram setenta anos contados de 1° de janeiro do ano subsequente à morte do autor.


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POR EM 17/06/2011 ÀS 09:19 AM

Os 100 maiores livros de não-ficção

publicado em

A lista saiu no “The Guardian”, um dos principais jornais diários da Inglaterra. Como qualquer outra, a lista a seguir é idiossincrática, o que não é o mesmo que desqualificada. Pelo contrário, trata-se um levantamento criterioso e respeitável. As obras são sérias. É possível discordar de algumas escolhas, mas, no geral, não há o que discutir. A “Arte Moderna”, de Giulio Carlo Argan, merece ser citado entre os bons livros da área. Foi esquecido. Mas a “História da Arte”, de E. H. Gombrich, permanece como um livro de referência equilibrado. “Stálin — A Corte do Czar Vermelho”, do historiador inglês Simon Sebag Montefiore, merece figurar em qualquer lista decente sobre história ou biografia. Assim como “Mao — A História Desconhecida”, de Jung Chang e Jon Holliday. É um dos mais documentos sobre o genocida Mao Tsé-tung. O leitor brasileiro vai dizer: “Como é possível excluir ‘Os Sertões’, de Euclides da Cunha, e ‘Casa Grande & Senzala’, de Gilberto Freyre? Há outras omissões, o que é normal em qualquer lista. Listas mais excluem do que incluem. Se não fosse assim, não seria lista (um recorte). O Jornal Opção e a Revista Bula comentam os livros — também de modo idiossincrático.


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POR EM 08/03/2011 ÀS 11:57 AM

A mulher que quero

publicado em

Pio Vargas


Eu quero uma mulher de aço
que seja leve como a pena,
cujo sorriso seja um laço
a me prender como um poema.

Eu quero uma mulher madura
a me guiar durante o dia,
quando for noite ser vadia
a me domar sem armadura
e a me tomar como num sonho,
uma mulher que seja a lua
dentro do sol em que me ponho.


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POR EM 18/12/2010 ÀS 01:34 PM

Os melhores do Twitter em 2010

publicado em

Pedimos a 200 assinantes do feed da Revista Bula, usuários do Twitter, que indicassem seus perfis preferidos no Brasil em 2010. Cada convidado poderia indicar entre 1 e 5 perfis, excetuando o perfil da @revistabula. Como critério para a escolha deveria prevalecer o conteúdo e a interatividade, embora soubéssemos que como em qualquer lista a escolha seria subjetiva. Afinal, não se trata de uma eleição. Mas sim, de uma indicação que envolve critérios como o gosto pessoal. A partir da indicação dos convidados foi elaborada uma lista sintetizando a opinião dos participantes. Inicialmente seriam 50 nomes, mas como houve um empate a lista ficou com 53. Ei-la em ordem alfabética.


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POR EM 14/12/2010 ÀS 11:11 AM

Marco Antonini: o show do ano que não aconteceu

publicado em

Já faz algum tempo que recebo e-mails afirmando que o "cantor" Marco Antonini copiava críticas e elogios feitos para outros cantores, como se tivessem sido feitos para ele. Resolvi checar. Quando acessei o endereço marcoantonini.blogspot.com, agora deletado, havia um texto publicado com o título “Marco Antonini: o demolidor de almas, show do ano”. Numa rápida pesquisa no Google, constatei que o texto era uma cópia idêntica, com trechos acrescidos, de uma crítica sobre o cantor  londrino Seal, publicada no blog “Uma Pitada a Mais” (http://tiny.cc/dqz0l)  em fevereiro de 2010, com o título  “Seal, o demolidor”. A cópia publicada pelo semi-desconhecido Marco Antonini em seu blog teria sido assinada pelo crítico de música e jornalista Tom Leão, já este bastante conhecido no meio. Quando constatei que o texto era uma cópia, entrei em contato com Tom Leão, o jornalista negou a autoria do texto e disse não conhecer Marco Antonini. Postei a história no Twitter, mas fiz um print screen antes, pois já supunha que quando fosse revelado a farsa Marco Antonini deletaria o blog. Dito e feito. Algumas horas depois Antonini apagou o blog. 

Compare a crítica original (http://tiny.cc/dqz0l) e o print que fiz do blog deletado ontem (http://bit.ly/fqkmcP). As conclusões ficam por sua conta, caro leitor.


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POR EM 27/06/2009 ÀS 09:05 AM

As 100 personagens mais populares do cinema

publicado em

 

 Pôster de Clube da Luta
 


No final de 2008, a revista
Empire elegeu as 100 personagens mais populares do cinema. O critério de escolha foi uma votação com os leitores. Estranhamente a lista contempla mais blockbusters do que clássicos. Seis meses depois de ter sido publicada — a lista — continua rendendo muita polêmica nos fóruns de discussão da revista. Veja o ranking completo, do último para o primeiro lugar. A compilação foi feita pelo crítico de cinema Herondes Cezar e publicada originalmente em seu blog: Era uma vez no cinema. 


100 — Martin Riggs
Intérprete: Mel Gibson
Filme: Máquina Mortífera
1 a 4 (Lethal Weapon 1-4, EUA, 1987, 1989, 1992, 1998)


99 — HAL- 9000
Intérprete (voz): Douglas Rain
Filme: 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey, Reino Unido/EUA, 1968)


98 — Charles Foster Kane
Intérprete: Orson Welles
Filme: Cidadão Kane (Citizen Kane, EUA, 1941)


97 — Clarice Starling
Intérprete: Jodie Foster
Filme: O Silêncio dos Inocentes (The Silence of the Lambs, EUA, 1991)


96 — Ethan Edwards
Intérprete: John Wayne
Filme: Rastros de Ódio (The Searchers, EUA, 1956)


95 — Freddy Krueger
Intérprete: Robert Englund
Filmes: A Hora do Pesadelo
1 a 6 (A Nightmare on Elm Street 1-6, EUA, 1984, 1985, 1987, 1988, 1989, 1991)


94 — Buzz Lightyear
Intérprete (voz): Tim Allen
Filmes: Toy Story 1 e 2 (Idem, EUA, 1995, 1999)


93 — Martin Q. Blank
Intérprete: John Cusack
Filme: Matador em Conflito (Grosse Pointe Blank, EUA, 1997)


92 — Randal Graves
Intérprete: Jeff Anderson
Filme: O Balconista (Clerks., EUA, 1994)


91 — Scarlett O'Hara
Intérprete: Vivien Leigh
Filme: E o Vento Levou (Gone with the Wind, EUA, 1939)


90 — The Wicked Witch of the
West
Intérprete
: Margaret Hamilton
Filme: O Mágico de Oz (The Wizard of Oz, EUA, 1939)


89 — Precesa Leia Organa
Intérprete: Carrie Fisher
Filmes: Guerra nas Estrelas—Episódios IV a VI (Star Wars 4-6, EUA, 1977, 1980, 1983)


88 — Jessica Rabbit
Intérprete (voz): Kathleen Turner
Filme: Uma Cilada para Roger Rabbit (Who Framed Roger Rabbit, EUA, 1988)


87 — Drácula
Intérprete: Christopher Lee
Filme: O Vampiro da Noite (Dracula, Reino Unido, 1958)


86 —
Roy Batty
Intérprete: Rutger Hauer
Filme: Blade Runner (Idem, EUA/Hong Kong, 1982)


85 — Vincenzo Coccotti
Intérprete: Christopher Walken
Filme: Amor à Queima-Roupa (True Romance, EUA, 1993)


84 — Agente Smith
Intérprete: Hugo Weaving
Filmes: Trilogia Matrix (The Matrix 1-3, EUA, 1999, 2003, 2003)


83 — Mr. Blonde
Intérprete: Michael Madsen
Filme: Cães de Aluguel (Reservoir Dogs, EUA, 1992)


82 — Marv
Intérprete: Mickey Rourke
Filme:
Sin City—A Cidade do Pecado (SinCity, EUA, 2005)


81 — Wolverine
Intérprete: Hugh Jackman
Filmes: X-Men
1 a 3 (X-Men, EUA, 2000 / X2, EUA, 2003 / X-Men: The Last Stand, EUA/Reino Unido, 2006)


80 — Norman Bates
Intérprete: Anthony Perkins
Filme: Psicose (Psycho, EUA, 1960)


79 — Boba Fett
Intérprete: Jeremy Bulloch
Filmes: Guerra nas Estelas—Episódios V e VI (Star Wars 5-6, EUA, 1980, 1983)


78 — Axel Foley
Intérprete: Eddie Murphy
Filme: Um Tira da Pesada (Beverly Hills Cop, EUA, 1984)


77 — Ed
Intérprete: Nick Frost
Filme: Todo Mundo Quase Morto (Shaun of the Dead, Reino Unido/França, 2004)


76 — Dr. Emmett Brown
Intérprete: Christopher Lloyd
Filmes: Trilogia De Volta para o Futuro (Back to the Future 1-3, EUA, 1985, 1989, 1990)


75 — Marge Gunderson
Intérprete: Frances McDormand
Filme: Fargo (Idem, EUA, 1996)


74 — E. T.
Intérprete (voz): Debra Winger
Filme: E. T.—O Extraterrestre (E.T.: The Extra-Terrestrial, EUA, 1982)


73 — Jack Torrance
Intérprete: Jack Nicholson
Filme: O Iluminado (The Shining, Reino Unido/EUA, 1980)


72 — V
Intérprete: Hugo Weaving
Filme: V de Vingança (V for Vendetta, EUA/Reino Unido/Alemanha, 2005)


71 — Snake Plissken
Intérprete: Kurt Russell
Filmes: Fuga de Nova York e (Escape from New York, Reino Unido/EUA, 1981) / Fuga de Los Angeles (Escape from L.A., EUA, 1996)


70 — Atticus Finch
Intérprete: Gregory Peck
Filme: O Sol É para Todos (To Kill a Mockingbird, EUA, 1962)


69 — Keyser Soze
Intérprete: Kevin Spacey
Filme: Os Suspeitos (The Usual Suspects, EUA/Alemanha, 1995)


68 — Napoleon Dynamite
Intérprete: Jon Heder
Filme: Napoleon Dynamite (Idem, EUA, 2004)


67 — Frank Booth
Intérprete: Dennis Hopper
Filme: Veludo Azul (Blue Velvet, EUA, 1986)


66 — The Bride
Intérprete: Uma Thurman
Filmes: Kill Bill Volumes I e II (Kill Bill: Vol. 1 & 2, EUA, 2003, 2004)


65 — White Goodman
Intérprete: Ben Stiller
Filme: Com a Bola Toda (Dodgeball: A True Underdog Story, EUA/Alemanha, 2004)


64 — Withnail
Intérprete: Richard E. Grant
Filme: Os Desajustados (Withnail & I, Reino Unido, 1987)


63 — Wall-E
Intérprete (voz): Ben Burtt
Filme: Wall-E (Idem, EUA, 2008)


62 — Mathilda
Intérprete: Natalie Portman
Filme: O Profissional (Léon, França, 1994)


61 — R. P. McMurphy
Intérprete: Jack Nicholson
Filme: Um Estranho no Ninho (One Flew Over the Cockoo's Nest, EUA, 1975)


60 — Ace Ventura
Intérprete: Jim Carrey
Filmes: Ace Ventura—Um Detetive Diferente (Ace Ventura: Pet Detective, EUA, 1994) / Ace Ventura 2—Um Maluco na África (Ace Ventura: When Nature Calls, EUA, 1995)


59 — Tommy DeVito
Intérprete: Joe Pesci
Filme: Os Bons Companheiros (Goodfellas, EUA, 1990)


58 — Rick Blane
Intérprete: Humphrey Bogart
Filme: Casablanca (Idem, EUA, 1942)


57 — Brick Tamland
Intérprete: Steve Carell
Filme: O Âncora—A Lenda de Ron Burgundy (Anchorman: The Legend of Ron Burgundy, EUA, 2004)


56 — Juno MacGuff
Intérprete: Ellen Page
Filme: Juno (Juno, EUA/Canadá, 2007)


55 — Tenente Frank Drebin
Intérprete: Leslie Nielsen
Filme: Corra que a Polícia Vem Aí!
(The Naked Gun: From the Files of Police Squad!, EUA, 1988)


54 — Luke Skywalker
Intérprete: Mark Hamill
Filmes: Guerra nas Estrelas—Episódios IV a VI (Star Wars 4-6, EUA, 1977, 1980, 1983)


53 — Luke
Intérprete: Paul Newman
Filme: Rebeldia Indomável (Cool Hand Luke, EUA, 1967)


52 — George Bailey
Intérprete: James Stewart
Filme: A Felicidade Não Se Compra (It's a Wonderful Life, EUA, 1946)


51 — Mal Reynolds
Intérprete: Nathan Fillion
Filme: Serenity—A Luta pelo Amanhã (Serenity, EUA, 2005)


50 — Quint
Intérprete: Robert Shaw
Filme: Tubarão (Jaws, EUA, 1975)


49 — Walter Sobchak
Intérprete: John Goodman
Filme: O Grande Lebowski (The Big Lebowski, EUA/Reino Unido, 1998)


48 — Tony Stark
Intérprete: Robert Downey Jr.
Filme: Homem de Ferro (The Iron Man, EUA, 2008)


47 — Blade
Intérprete: Wesley Snipes
Filme: Blade—O Caçador de Vampiros (Blade, EUA, 1998)


46 — Anton Chigurh
Intérprete: Javier Bardem
Filme: Onde os Fracos Não Têm Vez (No Country for Old Men, EUA, 2007)


45 — Amélie Poulain
Intérprete: Audrey Tautou
Filme: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Le fabuleux destin d'Amélie Poulain, França/Alemanha, 2001)


44 — Peter Venkman
Intérprete: Bill Murray
Filme: Os Caça-Fantasmas (Ghost Busters, EUA, 1984)


43 — The Man With No Name
Intérprete: Clint Eastwood
Filme: Três Homens em Conflito (Il buono, il brutto, il cattivo, Itália/Espanha/Alemanha Ocidental, 1966)


42 — Alex Delarge
Intérprete: Malcolm McDowell
Filme: Laranja Mecânica (A Clockwork Orange, Reino Unido/EUA, 1971)


41 — Mary Poppins
Intérprete: Julie Andrews
Filme: Mary Poppins (Idem, EUA, 1964)


40 — Patrick Bateman
Intérprete: Christian Bale
Filme: Psicopata Americano (American Psycho, EUA/Canadá, 2000)


39 — Marty McFly
Intérprete: Michael J. Fox
Filmes: Trilogia De Volta para o Futuro (Back to the Future 1-3, EUA, 1985, 1989, 1990)


38 — Donnie Darko
Intérprete: Jake Gyllenhaal
Filme: Donnie Darko (Idem, EUA, 2001)


37 — Edward Scissorhands
Intérprete: Johnny Depp
Filme: Edward Mãos de Tesoura (Edward Scissorhands, EUA, 1990)


36 — Harry Potter
Intérprete: Daniel Radcliffe
Filmes: Harry Potter e a Pedra Filosofal (Harry Potter and the Sorcerer's Stone, Reino Unido, 2001) / Harry Potter e a Câmara Secreta (Harry Potter and the Chamber of Secrets, Reino Unido/EUA/Alemanha, 2002) / Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (Harry Potter and the Prisioner of Azkaban, Reino Unido/EUA, 2004) / Harry Potter e o Cálice de Fogo (Harry Potter and the Goblet of Fire, Reino Unido/EUA, 2005) / Harry Potter e a Ordem da Fênix (Harry Potter and the Order of the Phoenix, Reino Unido/EUA, 2007)


35 — Maximus Decimus Meridius
Intérprete: Russell Crowe
Filme: Gladiador (Gladiator, Reino Unido/EUA, 2000)


34 — Rocky Balboa
Intérprete: Sylvester Stallone
Filmes: Rocky
1 a 6 (Rocky 1-6, EUA, 1976, 1979, 1982, 1985, 1990, 2006)


33 — Tequila
Intérprete: Chow Yun-Fat
Filme: Hard Boiled (Lat sau san taam, Hong Kong, 1992)


32 — Jason Bourne
Intérprete: Matt Damon
Filmes: A Identidade Bourne (The Bourne Identity, EUA/Alemanha/República Tcheca, 2002) / A Supremacia Bourne (The Borne Supremacy, EUA/Alemanha, 2004) / O Ultimato Bourne (The Bourne Ultimatum, EUA/Alemanha, 2007)


31 — Aragorn
Intérprete: Viggo Mortensen
Filmes: O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (The Lord of the Rings: The Fellowdship of the Ring, Nova Zelândia/EUA, 2001) / O Senhor dos Anéis: As Duas Torres (The Lord of the Rings: The Two Towers, EUA/Nova Zelândia/Alemanha, 2002) O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei (The Lord of the Rings: The Return of the King, EUA/Nova/Zelândia/Alemanha, 2003)


30 — Jigsaw
Intérprete: Tobin Bell
Filmes: Jogos Mortais (Saw, EUA/Austrália, 2004) / Jogos Mortais 2 (Saw II, EUA, 2005) / Jogos Mortais 3 (Saw III, 2006) / Jogos Mortais 4 (Saw IV, EUA, 2007) / Jogos Mortais V (Saw V, EUA, 2008)


29 — Daniel Plainview
Intérprete: Daniel Day-Lewis
Filme: Sangue Negro (There Will Be Blood, EUA, 2007)


28 — Gandalf
Intérprete: Ian McKellen
Filmes: Trilogia O Senhor dos Anéis (The Lord of the Rings trilogy, 2001 / 2003)


27 — Tony Montana
Intérprete: Al Pacino
Filme: Scarface (Idem, EUA, 1983)


26 — Ron Burgundy
Intérprete: Will Farrell
Filme: O Âncora: A Lenda de Ron Burgundy (Anchorman: The Legend of Ron Burgundy, EUA, 2004)


25 — Yoda
Intérprete: Frank Oz
Filmes: Guerra nas Estrelas—Episódios V e VI (Star Wars 5-6, EUA, 1980, 1983)


24 — Ash
Intérprete: Bruce Campbell
Filmes: A Morte do Demônio (The Evil Dead, EUA, 1981) / Uma Noite Alucinante (Evil Dead II, EUA, 1987) / Uma Noite Alucinante 3 (Army of Darkness, EUA, 1992)


23 — Harry Callahan
Intérprete: Clint Eastwood
Filmes: Perseguidor Implacável (Dirty Harry, EUA, 1971)


22 — Ellis 'Red'
Redding
Intérprete: Morgan Freeman
Filme: Um Sonho de Liberdade (The Shawshank Redemption, EUA, 1994)


21 — Michael Corleone
Intérprete: Al Pacino
Filmes: O Poderoso Chefão II (The Godfather—Part II, EUA, 1974)


20 — Forrest Gump
Inérprete: Tom Hanks
Filme: Forrest Gump—O Contador de Histórias (Forrest Gump, EUA, 1994)


19 — Jules Winnfield
Intérprete: Samuel L. Jackson
Filme: Pulp Fiction—Tempo de Violência (Pulp Fiction, EUA, 1994)


18 — Travis Bickle
Intérprete: Robert De Niro
Filme: Taxi Driver—Motorista de Táxi (Taxi Driver, EUA, 1976)


17 — Hans Gruber
Intérprete: Alan Rickman
Filme: Duro de Matar (Die Hard, EUA, 1988)


16 — Neo
Intérprete: Keanu Reeves
Filme: Matrix (The Matrix, EUA, 1999)


15 — Ferris Bueller
Intérprete: Mathew Broderick
Filme: Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller's Day Off, EUA, 1986)


14 — The Terminator
Intérprete: Arnold Schwarzenegger
Filme: O Exterminador do Futuro (The Terminator, Reino Unido/EUA, 1984)


13 — Gollum
Intérprete: Andy Serkis
Filmes: Trilogia O Senhor dos Anéis (The Lord of the Rings trilogy, 2001 / 2003)


12 — John McClane
Intérprete: Bruce Willis
Filmes: Duro de Matar (Die Hard, EUA, 1988) / Duro de Matar 2 (Die Hard II, EUA, 1990) / Duro de Matar—A Vingança (Die Hard: With a Vengeance, EUA, 1995) / Duro de Matar 4.0 (Live Free or Die Hard, EUA/Reino Unido, 2007)


11 — James Bond
Intérprete: Sean Connery
Filme: 007 Contra Goldfinger (Goldfinger, Reino Unido, 1964)


10 — Vito Corleone
Intérprete: Marlon Brando
Filme: O Poderosdo Chefão (The Godfather, EUA, 1972)


9 — Ellen Ripley
Intérprete: Sigourney Weaver
Filmes: Alien, o 8º Passageiro (Alien, Reino Unido/EUA, 1979) / Aliens—O Resgate (Aliens, EUA/Reino Unido, 1986) / Alien 3 (Idem, EUA, 1992) / Alien—A Ressurreição (Alien: Ressurrection, EUA, 1997)


8 — Capitão Jack Sparrow
Intérprete: Johnny Depp
Filmes: Piratas do Caribe
1 a 3 (Pirates of the Caribbean 1-3, EUA, 2003, 2006, 2007)


7 — The Dude
Intérprete: Jeff Bridges
Filme: O Grande Lebowski (The Big Lebowski, EUA/Reino Unido, 1998)


6 — Indiana Jones
Intérprete: Harrison Ford
Filmes: Os Caçadores da Arca Perdida (Raiders of the Lost Ark, EUA, 1981) / Indiana Jones e o Templo da Perdição (Indiana Jones and the Temple of Doom, EUA, 1984) / Indiana Jones e a Última Cruzada (Indiana Jones and the Last Crusade, EUA, 1989)


5 — Dr. Hannibal Lecter
Intérprete: Anthony Hopkins
Filmes: O Silêncio dos Inocentes (The Silence of the Lambs, EUA, 1991) / Hannibal (Idem, Reino Unido/EUA, 2001) / Dragão Vermelho (Red Dragon, EUA/Alemanha, 2002)


4 — Han Solo
Intérprete: Harrison Ford
Filmes: Guerra nas Estrelas—Episódios IV a VI (Star Wars 4-6, EUA, 1977, 1980, 1983)


3 — The Joker
Intérprete: Heath Ledger
Filme: Batman—O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, EUA, 2008)


2 — Darth Vader:
Intérpretes (voz): David Prowse / James Earl Jones
Filmes: Guerra nas Estrelas—Episódios IV a VI e III (Star Wars 4-6, 3—1977, 1980, 1983, 2005)


1 — Tyler Durden
Intérprete: Brad Pitt
Filme: Clube da Luta (Fight Club, EUA/Alemanha, 1999). 

 


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POR EM 12/06/2009 ÀS 01:02 PM

Críticos discutem o o novo livro de Peter Gay

publicado em

Antonio Gonçalves Filho, Teixeira Coelho e Francisco Alembert, em textos publicados no jornal “O Estado de S. Paulo”, discutem o recente livro de Peter Gay, “Modernismo”

Peter Gay 

O modernismo segundo Peter Gay

Autor reacende debate ao defender em seu novo livro que o 'fascínio da heresia', e não a ideologia, uniu os modernistas

Antonio Gonçalves Filho
Texto  publicado originalmente no jornal O Estado de S. Paulo.

O historiador judeu de origem alemã Peter Gay, hoje com 86 anos, tinha pouco mais de 10 quando escapou da Alemanha de Hitler, em 1933. Estabelecido nos Estados Unidos, dedicou sua vida a pesquisar a história que deixou para trás, produzindo estudos e biografias de personagens da cultura europeia, dos quais os mais célebres são um ensaio sobre o panorama artístico na República de Weimar e uma biografia de Freud. No entanto, seu mais recente livro, “Modernismo” (Companhia das Letras, tradução de Denise Bottman, 578 págs., R$ 64) dividiu os críticos, como atestam os textos do crítico e curador Teixeira Coelho e do historiador Francisco Alembert.

Acusado de eurocentrismo — por ter eleito apenas artistas, escritores, dramaturgos e músicos modernistas europeus, omitindo americanos e latinos — Gay defendeu-se antecipadamente das críticas que viria a receber escrevendo, no prefácio, que seu livro não é um estudo sobre o nascimento, crescimento e declínio do modernismo. Esta seria, segundo o historiador, tarefa impensável para um único volume —  daí a ausência de grandes romancistas como Faulkner e Saul Bellow ou pintores como Willem De Kooning e Francis Bacon.

Numa história geral, teria de acomodar todo mundo. Em sua história particular, ele buscou apenas os traços comuns aos modernistas, dissociando-se da ideologia de seus contemplados, sejam eles o Nobel de Literatura Knut Hamsun, simpatizante do fascismo, ou o dramaturgo antifeminista August Strindberg, passando pelo ultracatólico poeta T.S. Eliot e outros pilares do modernismo associados a regimes totalitários (o futurista Marinetti, por exemplo). Gay defende que o liberalismo é o princípio fundamental do modernismo e faz de sua lista uma declaração de princípios, provando que a modernidade não é a pátria da democracia. Ao contrário. É o paraíso de autocratas como Picasso, bancados pelos burgueses sobre os quais destilou seu ódio.

Embora diga que não se arriscou a oferecer uma leitura psicanalítica do modernismo, o historiador, ao falar de Kafka, vai além de Freud e transfere para a arena da psicanálise a discussão sobre a obra do escritor. Seu diagnóstico: o autor de “A Metamorfose” era um edipiano desajustado, vítima do desamparo moderno provocado pela tirania do pai - celestial ou biológico. O fato de Kafka ser judeu e de tantos outros criadores judeus terem influenciado o modernismo poderia, então, conduzir a outras interpretações igualmente polêmicas? Gay é mais cauteloso nesse terreno minado, lembrando que não existe tal coisa chamada de "gosto judeu". Judeus ricos compravam tanto os acadêmicos dos salões como Picassos e resistiram às inovações de Schoenberg quase tanto como evitavam a revolucionária arquitetura da Bauhaus.

A rebelião modernista, ainda segundo Gay, tampouco foi esquerdista, embora tenha sido uma resposta ao mundo burguês. Regimes totalitários, defende, foram sempre hostis ao modernismo, do nazista - e a exposição “Arte Degenerada”, de 1937, é prova incontestável - ao comunista. Com relação ao último, ele dá um jeito de contornar o incontornável, omitindo o nome do dramaturgo alemão Bertolt Brecht. Gay discorda do crítico, também marxista, Georg Lukács, que decretou 1848 o ano da morte da ideologia burguesa. Lukács disse que a burguesia francesa não mais desempenharia um papel na progressista peça da modernidade. Gay diz o contrário: a primeira qualidade dos modernos é o que chama de "fascínio pela heresia". Artistas de origem burguesa provocam outros burgueses escandalizáveis e são por eles financiados. Não haveria, segundo ele, uma única ideologia política capaz de bancar ou explicar o modernismo.

Seja como for, Gay admite o ano da publicação do “Manifesto Comunista” — 1848 —  como um marco, escalando o poeta francês Charles Baudelaire como o primeiro herói do modernismo. Alvo preferencial do ódio burguês, Baudelaire foi o herético encarregado de provocar a sociedade francesa, ao desprezar a poesia tradicional e expor suas taras sexuais em poemas profanos. O "subproduto degenerado" do modernismo, no entanto, teve ancestrais ilustres - o protomodernista Diderot, cita Gay, descartando a localização histórica do modernismo, que, segundo o mesmo, não acabou. Para provocar, ele diz que não sabe o que é pós-modernismo e conclui o livro chamando de "moderno" o "herético" arquiteto Frank Gehry. O que Bilbao pode fazer pelo modernismo? Nem Gay sabe. Diz que é historiador, não profeta —  mas não hesita em culpar Duchamp por ter destruído a ideia de modernismo, ao afirmar que tudo pode ser arte, sonho que a arte pop, segundo ele, converteu em realidade.

Para Gay, o declínio do modernismo começou quando o público aceitou a provocação dos artistas pop —  Warhol, em particular, por ter eleito tantos ícones do consumo como arte. Até então, a arte exigia uma sensibilidade mais "educada" (ou elitista), argumenta. Após Andy Warhol, vale tudo.


Entre erros, equívocos e omissões

Definição empregada na obra esbarra na fragilidade de teses que a justificam


Teixeira Coelho
Texto  publicado originalmente no jornal O Estado de S. Paulo.

Certos livros levam o leitor a fazer uma pergunta cruel: por que foram escritos? Este é um deles. A pergunta nem sempre tem a resposta óbvia que parece sugerir; neste caso, tem.

Peter Gay nasceu em Berlim em 1923, numa família judaica; em 1939 saiu da Alemanha, e chegou aos EUA em 1941, onde mudou seu sobrenome Frohlich para o equivalente inglês "gay", alegre. Historiador das ideias, recebeu prêmios e reconhecimento intelectual em 1968 com um livro sobre a cultura de Weimar. Com o tempo, passou a interessar-se por Freud e a psicanálise, praticando o que alguns chamam de psicohistória. Seu nome não convoca opiniões unânimes nos EUA, onde é visto como quem quer se apresentar como "dono de Freud" além de autor de quase um livro por ano sobre temas tão distintos como o socialismo democrático, Voltaire, Freud, o ódio, Mozart e Schnitzler. Essa não unanimidade pode ter seu lado positivo. Mas, muitos acadêmicos americanos, defensores de um conhecimento na vertical, apontam em vários de seus livros uma quantidade anormal de ideias rasas e feitas.

É um pouco o que acontece neste caso. Dando como período de vida para o Modernismo o arco que vai de 1840 a 1960, Peter Gay discorre, em quase 600 páginas, sobre a vida moderna, os artistas de vanguarda, a poesia e a prosa, a música e a dança, arquitetura e design, teatro e cinema, os bárbaros e os excêntricos e Frank Gehry. É muita coisa para 600 páginas e grande demais o risco de deixar insatisfeitos a todos e cada um. Ele estava consciente do risco e mesmo assim o assumiu.

Peter Gay não aceita que existam distintos modernismos. Prefere dizer que o Modernismo é um só e que corresponde a uma "única época histórica", aquela da consolidação da cultura ocidental. E busca explicá-lo por meio de duas outras teses: o fascínio pela heresia, que leva ao confronto com as sensibilidades convencionais (o velho épater le bourgeois); e o princípio do "exame cerrado de si mesmo", ou questiona-te a ti mesmo (mais do que o conhece-te a ti mesmo) ou, ainda, como difundido por Anthony Giddens (que ele não cita), a reflexividade — que deu, exatamente, a modernidade reflexiva. Ao final do livro, numa nota de rodapé em que procura refutar a T.J.Clark, aparece sua quarta tese, implícita desde o começo: o modernismo não acabou.

Essas quatro teses, variadamente combinadas, devem poder explicar tudo que aconteceu no período: um poema de Rimbaud, uma composição de Satie, uma peça de Beckett, um quadro ("qualquer quadro", ele diz) de Picasso e Freud "com sua barba bem aparada".

Das quatro, a mais débil é a primeira. Velha, simplista e exagerada demais (os artistas podem exagerar uma ideia, dizia Gide; os historiadores das ideias deveriam contê-las). Dizer que os artistas e intelectuais do período eram contra o burguês e procuravam chocá-lo como modo de afirmar-se cultural e socialmente ("o fascínio da heresia") é dizer uma verdade surrada que não dá conta da realidade. E que por vezes é meia verdade, dadas as boas relações mercantis (pelo menos, monetárias) entre artistas e intelectuais (como o próprio Freud) e sua clientela de fornidas carteiras que sempre se abriram com abundância ao toque correto do contestador de vanguarda. Os artistas e intelectuais modernos foram em sua maioria, isso sim, contra a modernidade e quase tudo que ela continha e representava: as velhas ideias, o capitalismo, a arte anterior, a política, a organização social, o bom-mocismo, o materialismo, a própria vida urbana (do flâneur, das passagens e galerias de Paris) que no entanto ao mesmo tempo tanta fascinação sobre eles exerceu. Foram contra tudo, não só contra o burguês. A questão é, apenas, saber quem foi o que e quando, quem foi contra quem ou o que, quando. O surrealismo foi contra o capitalismo mas depois uma parte dele virou contra o comunismo. Baudelaire foi contra o burguês mas depois foi a favor do modo de vida burguês. Colocar tudo no mesmo saco - e no caso de Gay é tudo mesmo —  é um problema. Para fazer-lhe justiça, ao longo do livro ele faz correções a essa máxima sem no entanto reconhecer explicitamente que os modernos foram contra a modernidade, a não ser talvez numa breve passagem à página 384. Admite de modo expresso, apenas, o que é um pouco diferente, que algum modernos foram contra os modernos, como T.S.Eliot. Mas por que não adotar desde o início uma outra perspectiva e falar exatamente do que ele nega: dos modernismos, que são vários e nunca um só, formando não bem uma época mas um conjunto de épocas paralelas que dificilmente se comunicaram? Talvez porque, adepto do Iluminismo, Gay pense sempre por totalidades totalizantes. Ele diz que reconhece a diversidade na unidade - mas reafirma a unidade sobre a diversidade, quando deveria ser o contrário.

Ao lado disso, as impropriedades se acumulam. Dizer que Robbe-Grillet é um moderno é estranho e impróprio. Estranho porque páginas antes Gay afirma que o romance moderno se tornou o romance da consciência, como manifestação do principio da reflexividade. Impróprio porque, se há alguma coisa que Robbe-Grillet não faz é exame de consciência, psicologismo, psicanálise... O nouveau roman era exatamente contra isso, como ficou claro (ou obscuro?) em “Ano Passado em Marienbad”, de Resnais, com roteiro de Robbe-Grillet. E Beckett não cabe na mesma gaveta de Proust. E não se pode mencionar em meia linha a Godard e Truffaut e não explicar se são modernos ou...pós-modernos, expressão que aparece talvez uma única vez no livro.

Os motivos de insatisfação crescem: da América Latina, menciona García Márquez, que não é nem a ponta do iceberg, e nada diz de Borges ou Cortázar. Brasília, Niemeyer e Lúcio Costa não existem. Talvez porque ache que a America Latina nunca foi moderna. É uma tese. Talvez porque a América Latina, como classificava Samuel Huntington, não faça parte do ocidente —  e Gay é um historiador da cultura ocidental... Esse tipo de omissão e ignorância cansa. Não por nacionalismo: só porque Borges foi muito maior que Márquez e inúmeros outros americanos e europeus que ele cita.

Em suma, a tese da heresia é cobertor curto, a tese da reflexividade ele não sabe o que é (ou então nunca leu de fato Robbe-Grillet) e a ideia de que o modernismo continua é uma furada. O fecho do livro é sintomático. Ali ele fala de Frank Gehry e do Guggenheim-Bilbao. E tudo que encontra para dizer do arquiteto é que é anticonvencional e expressionista, muito pouco para quem é, abertamente, um dos grandes pós-modernos.

E volta a pergunta: para que este livro, espécie de “Reader's Digest” do modernismo? Nem para quem se inicia, nem para quem é iniciado. Acima de tudo, não para o leitor do século 21. Sempre se tira alguma coisa de um livro mas, desse, pouco. Livros devem ser como no jogo do bridge: se quem propõe um jogo não o faz, perde. Há ausências estridentes (o jazz), erros (quem mostra bichos em banho de formol não é um grupo de artistas, mas um só, Damien Hirst) e demasiada generalização. Pessoalmente, mesmo sem concordar sempre com ele, prefiro Hobsbawn: mais sintético e inspirado.


Sem medo, análise assume revisão subjetiva

Grande mérito do trabalho é ser símbolo da coerência intelectual do pesquisador, espécie de síntese de toda a sua produção

Francisco Alembert
Texto  publicado originalmente no jornal O Estado de S. Paulo.


Não é difícil elogiar o novo livro de Peter Gay. É mais fácil atacá-lo. O projeto de resumir e caracterizar o "modernismo" é simultaneamente ocioso (para muitos pós-modernos), frágil (para os megaespecialistas) e comercial (para os apressados).

O maior mérito do livro é não temer nada disso, além de valer também como uma síntese da obra do autor da conhecidíssima biografia de Freud, um dos mais importantes historiadores da cultura contemporânea. Isto porque boa parte das teses deste livro se relacionam com outras obras, como “Guerras do Prazer”, último trabalho de sua pesquisa publicada em cinco volumes —  “A Experiência Burguesa: da Rainha Vitória a Freud”. Lá, como aqui, parte-se da ideia de que a burguesia vitoriana teria aberto o caminho para as experiências da vanguarda modernista, formada sobretudo por burgueses em crise com sua própria classe e, por isso mesmo, marcada por uma certa "burguesofobia". Assim, "modernismo" é um processo de autoquestionamento e crise contra a cultura estabelecida, em busca da renovação de si.

O ponto de vista é radicalmente subjetivista, rousseauniano e freudiano (ele é tão freudiano que chega a afirmar que Marinetti e Breton foram "os Freud de seus clãs"): o "fascínio da heresia" é resultado de "um exame cuidadoso de si mesmo". Gay compartilha essa visão otimista e positiva da subjetividade livre e contraditória do modernismo com boa parte da vertente crítica norte-americana (como, por exemplo, o historiador marxista Marshall Berman).

Por isso ele privilegia o expressionismo (assunto de outro livro clássico seu, sobre a cultura de Weimar) e seu subjetivismo radical ao racionalismo utópico da abstração construtiva —  e por isso também ele verá na arquitetura de Frank Gehry uma espécie de renascimento do expressionismo fantasista.

O impulso subjetivo, iconoclasta e autoexpressivo dos modernistas tem razão histórica: ele começa com o horror, o ódio de "família" (pois o modernismo aqui é tratado como uma família conflituosa) de Baudelaire e Flaubert à classe média (assunto também explorado no livro “O Século de Schnitzler”) e termina com a pop art e sua irônica e já bem posta apologia à cultura de massas. O obra é uma cartografia, um mapa, do surto herético-cultural, e de suas contradições, nos últimos 150 anos.

Isso é discutível? Não há dúvida (aliás, o que neste campo não é?). Mas essa visão permite a Gay ver coisas que geralmente são omitidas pelas leituras formalistas ou historicistas. Por exemplo, o papel desempenhado por investidores e galeristas na formação do cânone moderno (e, posteriormente, em sua desmontagem) e na recriação do sistema capitalista de arte depois da revolução modernista.

"É muito mais fácil exemplificar do que definir o modernismo." Esta é a primeira frase do estudo e é exemplar de seus impasses. Primeiro, por ser honesta. Segundo, por definir o livro-compêndio: ele exemplifica e, via Freud, tenta caracterizar o modernismo como um impulso (ou uma pulsão) da (anti)cultura, que forma um "estilo" (assunto este que o historiador explorou em um livro mais teórico, “O Estilo na História”). Pelo esquema de Gay, o pós-modernismo não é um conceito sério. Para ele, Damien Hirst ou Frank Gehry são modernistas (o que é muito questionável).

Esse "estilo" configura a pulsão da revolta. Por isso, ele pode resumir com precisão que "o modernismo foi uma dupla libertação psicológica, para os produtores e também para os consumidores da alta cultura". "Deu aos artistas a liberdade de levar a sério suas fantasias de insubordinação, de encarar com indiferença os cânones que por tantos séculos haviam ditado os temas e as técnicas, de decidir se era o caso de modificar —  ou, mais radicalmente, de derrubar —  os critérios vigentes, e que seriam eles a empreender a revolução."

Estou de acordo (a não ser pela ideia de libertar os "consumidores da alta cultura", pois me parece que a força do modernismo foi justamente acabar com a ideia da "alta cultura" em favor da cultura da revolução). Embora destaque bastante a importância de Marx para o "clima modernista", ele acha que seu favorecimento maior veio de Nietzsche. Creio que isto acontece porque para nosso historiador o modernismo é uma criação da "classe média esclarecida".

Peter Gay é eurocêntrico. Não tem a menor ideia da importância do modernismo na periferia. Isso só lhe aparece no final, quando irá tratar, com fascínio, da obra de Gabriel García Márquez e seu "realismo original": um Kafka na periferia do capitalismo (uma definição que Gay rejeitaria). Mas esse difícil reconhecimento do modernismo periférico é um "defeito" da maioria dos pensadores do centro da "civilização ocidental", o que aliás apenas demonstra o quanto a derrota do cosmopolitismo modernista é grave. Na também monumental obra “Art Since 1900”, os únicos artistas brasileiros citados são Hélio Oiticica e Lygia Clark, que aparecem apenas na sessão "arte não ocidental". Pelo menos o modernismo, mesmo que tardio, ensinou a Peter Gay que os latino-americanos são parte do mundo que a modernidade criou. 


Antonio Gonçalves Filho é jornalista, repórter do "Estadão".
Teixeira Coelho é professor da Escola de Comunicação e Artes da USP.

Francisco Alambert é professor de História Social da Arte e História Contemporânea da USP.

 


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POR EM 12/06/2009 ÀS 01:02 PM

As 100 melhores falas do cinema

publicado em

Em 2007 a revista norte-americana Premiere publicou uma lista com as 100 falas de filmes mais populares da história do cinema. Republicamos a lista na ordem decrescente, de 100ª à 1ª, com uma tradução aproximada, já que o contexto em que são ditas determina em muito o seu significado, sobretudo para as que têm duplo sentido. A tradução foi feita pelo crítico de cinema Herondes Cezar e publicada originalmente em seu blog: Era uma vez no cinema.


100 —"I see dead people."
Tradução: Eu vejo gente morta.
Filme: O sexto sentido (The Sixth Sense, 1999)
Quem diz: Cole Sear (Harley Joel Osment).


99 — "I'd hate to take a bite outta you. You're a cookie full of arsenic."
Tradução: Odiaria dar uma mordida em você. Você é um biscoito cheio de veneno.
Filme: A embriaguês do sucesso (Sweet Smell of Success, 1957)
Quem diz: J. J. Hunsecker (Burt Lancaster).


98 —  Waitress: "You want me to hold the chicken, huh?"
Robert Dupea: "I want you to hold it between your knees."
Tradução:
Garçonete: Você quer que eu tire o frango [do sanduíche], hum?
Robert Dupea (Jack Nicholson): Eu quero que você o segure entre os joelhos.
Filme: Cada um vive como quer (Five Easy Pieces, 1970)
Obs.: Atentar para o trocadilho do original.


97 —  "You're tearing me apart!"
Tradução: Vocês estão liquidando comigo!
Filme: Juventude transviada (Rebel Without a Cause, 1955)
Quem diz: Jim Stark (James Dean).


96  —  "Yippee-ki-yay, mother fucker."
Tradução: Yippee-ki-yay, filho da mãe.
Filme: Duro de matar (Die Hard, 1988)
Quem diz: John McClane (Bruce Willis), imitando a "linguagem" dos caubóis.


95 —  "I'll be back."
Tradução: Eu volto.
Filme: O exterminador do futuro (The Terminator, 1984)
Quem diz: The Terminator (Arnold Schwarzenegger).


94 —  "Life is a banquet, and most poor suckers are starving to death."
Tradução: A vida é um banquete, e a maioria dos lastimáveis otários está morrendo de fome.
Filme: A mulher do século (Auntie Mame, 1958)
Quem diz: Mame Dennis (Rosalind Russell).


93 —  "Precious."
Tradução: Precioso.
Filme: O senhor dos anéis: As duas torres (The Lord of the Rings: The Two Towers, 2002)
Quem diz: Gollum (Andy Serkis).


92 —  "You can't handle the truth!"
Tradução: Você não suportaria a verdade!
Filme: Questão de honra (A Few Good Men, 1992)
Quem diz: Coronel Nathan R. Jessep (Jack Nicholson).


91 —  "I am big. It's the pictures that got small."
Tadução: Eu sou grande. Os filmes é que ficaram pequenos.
Filme: Crepúsculo dos deuses (Sunset Boulevard, 1950)
Quem diz: Norma Desmond (Gloria Swanson).


90 —  "Old age... It's the only disease, Mr. Thompson, that you don't look forward to being cured of."
Tradução: Velhice... É a única doença, Sr. Thompson, da qual não se espera ser curado.
Filme: Cidadão Kane (Citizen Kane, 1941)
Quem diz: Bernstein (Everett Sloane).


89 —  "No wire hangers!"
Tradução: Cabides de arame, não!
Filme: Mamãezinha querida (Mommie Dearest, 1981)
Quem diz: Joan Crawford (Faye Dunaway).


88 —  "We find the defendants incredibly guilty."
Tradução: Consideramos os réus incrivelmente culpados.
Filme: Primavera para Hitler (The Producers, 1968)
Quem diz: O primeiro jurado (Bill Macy).


87 —  "How am I funny?"
Tradução: Sou engraçado como?
Filme: Os bons companheiros (Goodfellas, 1990)
Quem diz: Tommy DeVito (Joe Pesci).


86 — "Can I borrow your underpants for ten minutes?"
Tradução: Você me empresta sua calcinha por dez minutos?
Filme: Gatinhas e gatões (Sixteen candles, 1984)
Quem diz: Ted, o Grego (Anthony Michael Hall).


85 — "It was beauty killed the beast."
Tradução: Foi a bela que matou a fera.
Filme: King Kong (Idem, 1933)
Quem diz: Carl Denham (Robert Armstrong).


84 —  "Of all the gin joints in all the towns in all the world, she walks into mine."
Tradução: De todos os botecos, de todas as cidades, no mundo todo, ela entra logo no meu.
Filme: Casablanca (Idem, 1942)
Quem diz: Rick Blaine (Humphrey Bogart).


83 —  "I'm not bad. I'm just drawn that way."
Tradução: Não sou malvada. Fui desenhada assim [com este corpo provocante].
Filme: Uma cilada para Roger Rabbit (Who Framed Roger Rabbit, 1988)
Quem diz: Jessica Rabbit (voz de Kathleen Turner).


82 —  "Dave, my mind is going. I can feel it."
Tradução: Dave, minha consciência se esvai. Estou sentindo.
Filme: 2001: Uma odisséia no espaço (2001: A Space Odyssey, 1968)
Quem diz: Computador Hal (voz de Douglas Rain).


81 —  "You know what they call a Quarter Pounder with cheese in Paris? (...) They call it a Royale with cheese."
Tradução: Sabe como chamam um Quarteirão com queijo em Paris? (...) Chamam de Royale com queijo.
Filme: Pulp Fiction — Tempo de violência (Pulp Fiction, 1994)
Quem diz: Vincent Vega (John Travolta).


80 —  "Show me the money."
Tradução: Mostra o dinheiro.
Filme: Jerry Maguire — A grande virada (Jerry Maguire, 1996)
Quem diz: Rod Tidwell (Cuba Gooding Jr.).


79 —  "I'm as mad as hell, and I'm not going to take this anymore!"
Tradução: Estou furioso, e não vou agüentar isto aqui mais!
Filme: Rede de intrigas (Network, 1976)
Quem diz: Howard Beale (Peter Finch).


78 —  "Don't knock masturbation. It's sex with someone I love."
Tradução: Não zombe de masturbação. É sexo com alguém que eu amo.
Filme: Noivo neurótico, noiva nervosa (Annie Hall, 1977)
Quem diz: Alvy Singer (Woody Allen).


77 —  "You know how to whistle, don't you, Steve? You just put your lips together and blow."
Tradução: Você sabe assoviar, não sabe, Steve? É só unir os lábios e soprar.
Filme: Uma aventura na Martinica (To Have and Have Not, 1944)
Quem diz: Marie Browning (Lauren Bacall).


76 —  "They call me Mister Tibbs!"
Tradução: Chamam-me Senhor Tibbs!
Filme: No calor da noite (In the Heat of the Night, 1967)
Quem diz: Detetive Virgil Tibbs (Sidney Poitier).


75 —  "As God is my witness, I'll never be hungry again!"
Tradução: Com Deus por testemunha, eu nunca mais passarei fome!
Filme: E o vento levou (Gone with the Wind, 1939)
Quem diz: Scarlett O'Hara (Viven Leigh).


74 — "Don't you fucking look at me!"
Tradução: Não olhe pra mim, porra!
Filme: Veludo azul (Blue Velvet, 1986)
Quem diz: Frank Booth (Dennis Hopper).


73 — "I gave her my heart, and she gave me a pen."
Tradução: Eu lhe dei meu coração, e ela me deu uma caneta.
Filme: Digam o que disserem (Say Anything, 1989)
Quem diz: Lloyd Dobler (John Cusack).


72 —  "If they move, kill 'em!"
Tradução: Se eles se mexerem, mate-os!
Filme: Meu ódio será sua herança (The Wild Bunch, 1969)
Quem diz: Pike Bishop (William Holden).


71— "Forget it, Jake. It's Chinatown."
Tradução: Esqueça, Jake. É Chinatown.
Filme: Chinatown (Idem, 1974)
Quem diz: Lawrence Walsh (Joe Mantell).


70 —  "Greed... is good."
Tradução: Ganância... é bom.
Filme: Wall Street — Poder e cobiça (Wall Street, 1987)
Quem diz: Gordon Gekko (Michael Douglas).


69 —  "Come back, Shane!"
Tradução: Volta, Shane!
Filme: Os brutos também amam (Shane, 1953)
Quem diz: Joey Starrett (Brandon De Wilde).


68 —  "Dogs and cats living together! Mass hysteria!"
Tradução: Cães e gatos vivendo juntos! Histeria em grande escala!
Filme: Os caça-fantasmas (Ghost Busters, 1984)
Quem diz: Dr. Peter Venkman (Bill Murray).


67 —  "Go, get the butter."
Tradução: Vá pegar a manteiga.
Filme: Último tango em Paris (Ultimo tango a Parigi, 1972)
Quem diz: Paul (Marlon Brando).


66 —  "The horror... The horror..."
Tradução: Que horror... Que horror...
Filme: Apocalipse (Apocalypse Now, 1979)
Quem diz: Coronel Kurtz (Marlon Brando).


65 —  "Louis, I think this is the beginning of a beautiful friendship."
Tradução: Louis, acho que este é o começo de uma bela amizade.
Filme: Casablanca (Idem, 1942)
Quem diz: Rick Blaine (Humphrey Bogart).


64 —  "I am Spartacus."
Tradução: Eu sou Spartacus.
Filme: Spartacus (Idem, 1960)
Quem diz: Antoninus (Tony Curtis) e outros escravos rebelados.


63 — "We belong dead."
Tradução: Nós pertencemos aos mortos.
Filme: A noiva de Frankenstein (Bride of Frankenstein, 1935)
Quem diz: O Monstro (Boris Karloff).


62 —  "Toto, I have a feeling we're not in Kansas anymore."
Tradução: Totó, tenho o pressentimento de que não estamos mais no Kansas.
Filme: O mágico de Oz (The Wizard of Oz, 1939)
Quem diz: Dorothy Gale (Judy Garland).


61 —  "I was better man with you as a woman than I ever was with a woman as a man. Know what I mean?"
Tradução: Fui melhor homem com você como mulher do que jamais fui com qualquer mulher como homem. Entende o que eu quero dizer?
Filme: Tootsie (Idem, 1982)
Quem diz: Michael Dorsey (Dustin Hoffman).


60 —  "Licorice, mmmm. If there's anything I'm a sucker for, it's licorice."
Tradução: Bala de alcaçuz, ummm. Se tem uma coisa que eu gosto de chupar, é bala de alcaçuz.
Filme: A costela de Adão (Adam's Rib, 1949)
Quem diz: Adam Bonner (Spencer Tracy), após cortar com os dentes o cano do revólver de confeito que apontara para a própria boca, sugerindo que fosse arma de verdade.


59 —  "Gentlemen, you can't fight here! This is the war room!"
Tradução: Cavalheiros, não podem brigar aqui! Esta é a sala da guerra!
Filme: Dr. Fantástico (Dr. Strangelove, 1964)
Quem diz: Presidente Merkin Muffley (Peter Sellers).


58 — Reporter: "Are you a mod or a rocker?"
Ringo Starr: "I'm a mocker."
Tradução:
Repórter: Você é modelo ou roqueiro?
Ringo Starr: Sou um gozador.
Filme: Os reis do iê-iê-iê (A Hard Day's Night, 1964)
Obs.: Atentar para o tracadilho intraduzível de Ringo.


57 —  "Wait a minute, you ain't heard nothin' yet!"
Tradução: Aguardem, vocês ainda não ouviram nada!
Filme: O cantor de jazz (The Jazz Singer, 1927)
Quem diz: Jack Robin (Al Jolson).


56 — "Yeah, I was in the shit."
Tradução: Sim, eu estava na merda.
Filme: Três é demais (Rushmore, 1998), de Wes Anderson
Quem diz: Herman Blume (Bill Murray).


55 —  "I have had it with these motherfucking snakes on this motherfucking plane!"
Tradução: Compreendi isso com a porra dessas cobras nessa porra de avião!
Filme: Serpentes a bordo (Snakes on a Plane, 2006)
Quem diz: Neville Flynn (Samuel L. Jackson).


54 — "Michael, we're bigger than U. S. Steel."
Tradução: Michael, somos mais poderosos do que a indústria siderúrgica norte-americana.
Filme: O poderoso chefão II (The Godfather: Part II, 1974)
Quem diz: Hyman Roth (Lee Strasberg).


53 — "All of a sudden she's playing Hamlet's mother."
Tradução: De repente, ela está representando a mãe de Hamlet.
Filme: A malvada (All About Eve, 1950)
Quem diz: Birdie Coonan (Thelma Ritter).


52 —  "Hello, everybody. This is Mrs. Norman Maine."
Tradução: Olá, todo mundo. Aqui fala a Sra. Norman Maine.
Filme: Nasce uma estrela (A Star Is Born, 1937)
Quem diz: Vicki Lester (Janet Gaynor).


51 —  "Bond. James Bond."
Filme: O santânico Dr. No (Dr. No, 1962)
Quem diz: James Bond (Sean Connery).


50 — "Get away from her, you bitch!"
Tradução: Saia de perto dela, sua cadela!
Filme: Aliens — O resgate (Aliens, 1986)
Quem diz: Ellen Ripley (Sigourney Weaver).


49 —  "So I got that goin' for me, which is nice."
Tradução: Assim, peguei pra mim essa saída, que é legal.
Filme: Clube dos pilantras (Caddyshack, 1980)
Quem diz: Carl Spackler (Bill Murray).


48 — "E. T. phone home."
Tradução: E. T. telefonar casa.
Filme: E. T. — O extraterrestre (E. T. the Extra-Terrestrial, 1982)
Quem diz: E. T. (voz de Pat Welsh).


47 —  "Oh, Jerry, don't let's ask for the moon. We have the stars."
Tradução: Oh, Jerry, não vamos pedir a lua. Temos as estrelas.
Filme: A estranha passageira (Now, Voyager, 1942)
Quem diz: Charlotte Vale (Bette Davis).


46 —  "You shouldn't ask me for advice. When it comes to relationship with woman, I'm the winner of the August Strindberg award."
Tradução: Você não deveria me pedir conselho. Em termos de relacionamento com mulheres, sou o vencedor do prêmio August Strindberg.
Filme: Manhattan (Idem, 1979)
Quem diz: Isaac Davis (Woody Allen), aludindo ao fato de Strindberg ser reconhecidamente um autor misógino.


45 — "I love the smell of napalm in the morning."
Tradução: Adoro o cheiro de napalm pela manhã.
Filme: Apocalipse (Apocalypse Now, 1979)
Quem diz: Tenente-coronel Bill Kilgore (Robert Duvall).


44 — "That is one nutty hospital."
Tradução: Esse é um hospital de loucos.
Filme: Tootsie (Idem, 1982)
Quem diz: Jeff Slater (Bill Murray).


43 —  "You know, you haven't stopped talking since I came here. You must have been vaccinated with a phonograph needle."
Tradução: Sabe, você não parou de falar desde que cheguei. Deve ter sido vacinada com agulha de vitrola.
Filme: O diabo a quatro (Duck Soup, 1933)
Quem diz: Rufus Firefly (Groucho Marx).


42 —  "I stick my neck out for nobody."
Tradução: Não me arrisco por ninguém.
Filme: Casablanca (Idem, 1942)
Quem diz: Rick Blaine (Humphrey Bogart).


41 —  "You're gonna need a bigger boat."
Tradução: Você vai precisar de um barco maior.
Filme: Tubarão (Jaws, 1975)
Quem diz: Martin Brody (Roy Scheider), após ver o tubarão.


40 —  "Lovely... Lovely..."
Tradução: Deliciosa... Deliciosa...
Filme: Frenezi (Frenzy, 1972)
Quem diz: Robert Rusk (Barry Foster), para uma mulher, antes de estrangulá-la.


39 — "I just want to say one word to you. Just one word. (...) Plastics. There's a great future in plastics."
Tradução: Só quero lhe dizer uma palavra. Uma única palavra. (...) Plásticos. Há um grande futuro nos plásticos.
Filme: A Primeira Noite de um Homem (The Graduate, 1967)
Quem diz: Sr. McGuire (Walter Brooke).


38 —  "We are all interested in the future, for that is where you and I are going to spend the rest of our lives."
Tradução: Estamos todos interessados no futuro, pelo qual você e eu passaremos o resto de nossas vidas.
Filme: Plano 9 do Espaço Sideral (Plan 9 from Outer Space, 1959)
Quem diz: Criswell (O próprio)
Obs.: É considerado o pior filme de todos os tempos.


37 — "A census taker once tried to test me. I ate his liver with some fava beans and a nice chianti."
Tradução: Certa vez, um recenseador tentou me pôr à prova. Comi o fígado dele com fava e um bom vinho.
Filme: O Silêncio dos Inocentes (The Silence of the Lambs, 1991)
Quem diz: Dr. Hannibal Lecter (Anthony Hopkins).


36 — "Here's Johnny!"
Tradução: O Johnny está aqui!
Filme: O Iluminado (The Shining, 1980)
Quem diz: Jack Torrance (Jack Nicholson).


35 — "Gentlemen, you can't fight here! This is the war room!"
Tradução: Cavalheiros, não podem brigar aqui! Esta é a sala da guerra!
Filme: Dr. Fantástico (Dr. Strangelove, 1964)
Quem diz: Presidente Merkin Muffley (Peter Sellers)
Obs.: Fala classificada também em 59ª lugar.


34 —  "Made it, Ma! Top of the world!"
Tradução: Consegui, mãe! O topo do mundo!
Filme: Fúria Sanguinária (White Heat, 1949)
Quem diz: Arthur 'Cody' Jarrett (James Cagney).


33 —  "I'll have what she's having."
Tradução: Quero o mesmo que ela está comendo.
Filme: Harry e Sally — Feitos Um para o Outro (When Harry Met Sally, 1989)
Quem diz: Uma senhora idosa, no restaurante Katz's Deli, após ouvir Meg Ryan fingir um orgasmo.


32 —  "Mother of mercy! Is this the end of Rico?"
Tradução: Mãe de misericórdia! Este é o fim de Rico?
Filme: Alma no Lodo (Little Caeser, 1931)
Quem diz: Rico (Edward G. Robinson).



31 —  Other soldier, pointing to a dead soldier: "He was the village idiot."
Boris Grushenko: "Yeah, what did you do, place?"
Tradução:
Outro soldado, apontando para um soldado morto: Ele era o bobo da aldeia.
Boris Grushenko (Woody Allen): Sim, o que fazia você, fingia?
Filme: A Última Noite de Boris Grushenko (Love and Death, 1975).


30 —  "Of all the gin joints in all the towns in all the world, she walks into mine."
Tradução: Com tanto boteco no mundo, ela entra logo no meu.
Filme: Casablanca (Idem, 1942)
Quem diz: Rick Blaine (Humphrey Bogart)
Obs.: Fala classificada também em 84º lugar.


29 —  "You owe me money!"
Tradução: Você me deve dinheiro!
Filme: Desafio à corrupção (The Hustler, 1961)
Quem diz: Bert Gordon (George C. Scott).


28 —  "I don't know nothin' 'bout birthin' babies!"
Tradução: Não sei nada sobre partos!
Filme: E o vento levou (Gone with the Wind, 1939)
Quem diz: Prissy (Butterfly McQueen).


27 —  "The first rule of Fight Club is you don't talk about Fight Clube."
Tradução: A primeira regra do Clube da Luta é não falar sobre o Clube da Luta.
Filme: Clube da Luta (Fight Club, 1999)
Quem diz: Tyler Durden (Brad Pitt).


26 —  "Mein Führer! I can walk!"
Tradução: Meu Führer! Eu posso andar!
Filme: Dr. Fantástico (Dr. Strangelove, 1964).
Quem diz: Dr. Strangelove (Peter Sellers).


25 — "You won't bore him, honey. You won't even get a chance to talk."
Tradução: Você não vai entediá-lo, querida. Não vai nem conseguir abrir a boca.
Filme: A malvada (All About Eve, 1950)
Quem diz: Claudia Caswell (Marilyn Monroe).


24 —  "Pay no attention to that man behind the curtain."
Tradução: Ignorem esse homem atrás da cortina.
Filme: O mágico de Oz (The Wizard of Oz, 1939)
Quem diz: O mágico de Oz (Frank Morgan).


23 —  "Go ahead. Make my day."
Tradução: Coninue. Alegre o meu dia.
Filme: Impacto Fulminante (Sudden Impact, 1983)
Quem diz: Harry Callahan (Clint Eastwood).



22 —  "May the Force be with you."
Tradução: A Força esteja com você.
Filme: Guerra nas estrelas (Star Wars, 1977)
Quem diz: Han Solo (Harrison Ford).
Obs.: No filme, a frase é: "The Force will be with you... always.".


21 —  "Get in my belly."
Tradução: Entre na minha barriga.
Filme: Austin Powers — O agente Bond Cama (Austin Powers: The Spy Who Shagged Me, 1999)
Quem diz: Fat Bastard (Mike Myers).


20 — "As far back as I can remember, I always wanted to be a gangster."
Tradução: Até onde me lembro, eu sempre quis ser um gângster.
Filme: Os bons companheiros (Goodfellas, 1990)
Quem diz: Henry Hill (Ray Liotta).


19 —  "Well, there's something you don't see every day."
Tradução: Bem, tem coisa que não se vê todo dia.
Filme: Os caça-fantasmas (Ghost Busters, 1984)
Quem diz: Dr. Peter Venkman (Bill Murray).


18 —  "I wish I knew how to quit you."
Tradução: Queria saber como me livrar de você.
Filme: O segredo de Brokeback Mountain (Brokeback Mountain, 2005)
Quem diz: Jack Twist (Jake Gyllenhaal).


17 —  "I know it was you, Fredo. You broke my heart. You broke my heart."
Tradução: Sei que foi você, Fredo. Você partiu meu coração. Você partiu meu coração.
Filme: O poderoso chefão II (The Godfather: Part II, 1974)
Quem diz: Don Michael Corleone (Al Pacino).


16 —  "Hello, Clarice."
Tradução: Olá, Clarice.
Filme: O silêncio dos inocentes (The Silence of the Lambs, 1991)
Quem diz: Dr. Hannibal Lecter (Anthony Hopkins)
Obs.: Fala não encontrada no filme. Ao telefone, Lecter diz "Well, Clarice..."


15 — "You sly dog! You got me monologuing!"
Tradução: Seu cão traiçoeiro! Me deixou falando sozinho!
Filme: Os incríveis (The Incredibles, 2004)
Quem diz: Syndrome (voz de Jason Lee).


14 —  "You are the audience. I am the author. I outrank you!"
Tradução: Você é o público. Eu sou o autor. Sou mais importante que você!
Filme: Primavera para Hitler (The Producers, 1968)
Quem diz: Franz Liebkind (Kenneth Mars)
Obs.: Respeitou-se a ordem em que as frases são ditas no filme, embora a revista "Premiere" tenha invertido as duas primeiras: "I am the author. You are the audience."


13 — "We didn't need dialogue. We had faces!"
Tradução: Não precisávamos de diálogo. Tínhamos rostos! [expressivos]
Filme: Crepúsculo dos deuses (Sunset Boulevard, 1950)
Quem diz: Norma Desmond (Gloria Swanson).


12 —  "Fasten your seatbelts, it's going to be a bumpy night!"
Tradução: Apertem os cintos, vai ser uma noite turbulenta!
Filme: A malvada (All About Eve, 1950)
Quem diz: Margo Channing (Bette Davis).


11 —  "There's no place like home."
Tradução: Não há lugar melhor que a nossa casa.
Filme: O mágico de Oz (The Wizard of Oz, 1939)
Quem diz: Dorothy Gale (Judy Garland).


10 —  "I'm gonna make him an offer he can't refuse."
Tradução: Vou fazer uma oferta que ele não pode recusar.
Filme: O poderoso chefão (The Godfather, 1972)
Quem diz: Don Vito Corleone (Marlon Brando).


9 —  "Adrian!"
Filme: Rocky, um lutador (Rocky, 1976)
Quem diz: Rocky Balboa (Sylvester Stallone).


8 — "You talkin' to me?"
Tradução: Tá falando comigo?
Filme: Taxi Driver — Motorista de táxi (Taxi Driver, 1976)
Quem diz: Travis Bickle (Robert De Niro), mirando-se no espelho.


7 —  "I coulda been a contender."
Tradução: Eu podia ter sido um competidor [de boxe].
Filme: Sindicato de ladrões (On the Waterfront, 1954)
Quem diz: Terry Malloy (Marlon Brando).


6 —  "All right, Mr. DeMille, I'm ready for my close-up."
Tradução: Tudo certo, Sr. DeMille, estou pronta para o close-up.
Filme: Crepúsculo dos deuses (Sunset Boulevard, 1950)
Quem diz: Norma Desmond (Gloria Swanson).


5 —  "Mrs. Robinson, you're trying to seduce me, aren't you?"
Tradução: Sra. Robinson, está tentando me seduzir, não está?
Filme: A primeira noite de um homem (The Graduate, 1967)
Quem diz: Benjamin Braddock (Dustin Hoffman).


4 —  "I'm the king of the world!"
Tradução: Sou o rei do mundo!
Filme: Titanic (Idem, 1997)
Quem diz: Jack Dawson (Leonardo DiCaprio).


3 — "Rosebud."
Tradução (desnecessária): Botão de rosa.
Filme: Cidadão Kane (Citizen Kane, 1941)
Quem diz: Charles Foster Kane (Orson Welles).


2—  "Frankly, my dear, I don't give a damn."
Tradução: Francamente, querida, eu não ligo a mínima.
Filme: E o vento levou (Gone with the Wind, 1939)
Quem diz: Rhett Butler (Clark Gable).


1 —  "Here's looking at you, kid."
Tradução: Tô de olho em você, garota.
Filme: Casablanca (Idem, 1942)
Quem diz: Rick Blaine (Humphrey Bogart).


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