revista bula
POR EM 21/06/2012 ÀS 04:53 PM

O aborto e a institucionalização do homicídio

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Os Estados Unidos da América, país mais rico e desenvolvido do nosso planeta, permite a prática do aborto na maioria de seus Estados. “In God, we Trust”, o mesmo Deus que estabeleceu em seu quinto mandamento “Não Matarás. Um erro grosseiro, no entanto, é conectar a defesa ao direito à vida com a religião. A religião por si só já possui paradoxos demasiados para serem resolvidos. A questão da vida não é e não pode ser tratada como um paradoxo. Esse direito deve ser defendido em todas as instâncias do conhecimento porque ele é o único elo que nos une como seres humanos e que nos impede de recairmos nos nossos desejos mais recônditos de barbárie.

O que é a vida para você caro leitor? Como você definiria a existência de um novo ser? Presumo que você esteja em um momento de descanso ao se deparar com esse texto e não queira parar para pensar nessas coisas. O mundo anda muito corrido. Existem coisas mais importantes a fazer, ou quiçá mais prazerosas como bisbilhotar o Facebook do amigo do trabalho, assistir ao noticiário cochilando no sofá, tomar umas e outras com os amigos. Mas veja bem caro leitor, isso tudo só faz sentido, ou só é possível porque você está vivo. Será que não seria interessante parar por um instante para pensar naqueles que não terão oportunidade de fazer essas coisas tão prazerosas simplesmente porque não viverão? 


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POR EM 12/04/2012 ÀS 06:37 PM

Uma câmera na mão e outra porcaria no Youtube

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O homem mais irritado do mundo, Jack Rebney ficou conhecido assim após se tornar um dos primeiros virais — vídeos que se espalham rapidamente pela internet  de que temos notícia. Nele, Jack, um vendedor da empresa americana Winnebago Industries, aparece xingando a equipe e praguejando contra tudo e todos enquanto supostamente deveria gravar uma propaganda para a empresa.

A história virou um documentário, “Winnebago Man” (2010), no qual o jovem diretor  Ben Steinbeur sai à procura de Jack, agora já um senhor, para saber seu paradeiro e o que o levou a gravar  o vídeo tão irritado daquela forma. Quando  Jack é encontrado somos apresentados à mesma figura inconformada, mas de um carisma irresistível. Jack é aclamado por uma legião de fãs e se surpreende ao saber de sua fama, para ele repentina. A internet criava assim mais um personagem, para muitos uma lenda, mas se analisarmos mais de perto, uma pessoa comum como qualquer um de nós.

Quem frequenta as redes sociais e já tem a vida on-line tão ativa quanto à off-line, convive quase que diariamente com pessoas que aparecem no YouTube e se tornam famosas, queridas ou odiadas repentinamente. A história de Jack Rebney, porém, é um pouco diferente. Ele entrou para o roll da fama  na internet porque seu carisma o levou até lá. Hoje a maioria dos vídeos não são espontâneos. Pessoas fazem malabarismos contorcionistas para conseguirem visibilidade na rede.  Querem ser vistas, amadas ou odiadas, não importa. É como se o anonimato fosse ultrajante. A internet deixou a televisão para trás e se tornou a grande vitrine dos dias atuais. 


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POR EM 02/02/2012 ÀS 10:16 AM

Sim. Deus existe

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Crer ou não crer eis a questão? Meu amigo, até mesmo a descrença é uma forma de crença. Quando instalamos nossas bases em terrenos instáveis como o da fé, estamos enveredando por um caminho muitas vezes obscuro, que, em muitos casos, não tarda em flertar com o fundamentalismo. Esteja ele voltado ao teísmo ou ao ateísmo. 

Nasci em família espírita (não confundir com as religiões afro-brasileiras). Aos 14 anos impliquei com minha mãe que queria que eu fizesse primeira comunhão. E fiz. No catecismo, não concordava com nada do que a professora dizia, mas não a aborrecia. Chegou o dia da cerimônia e carreguei toda feliz a minha vela e confessei ao padre, muito envergonhada, os meus pecados de moça pura. Eu queria ser aceita no meu grupo social de maioria católica. Foi quando percebi que a religião era uma forma de sociabilização. 

Um pouco mais adiante, me converti ao Universalismo Estelar. Uma religião que eu mesma inventei. Sou fundadora, pastora e única fiel. Infelizmente, dileto leitor, mesmo que você se interesse por essa religião, o único dogma que ela carrega é permanecer para sempre individualizada em mim. Não haverá outros fiéis que não eu mesma. A espiritualidade é algo muito singular. 

No Universalismo Estelar não há outra compreensão do mundo que não o pensar e a lógica. Evidências empíricas são muito bem vindas, mas nunca analisadas de forma derradeira. Há sempre mais a aprender. Sentada em meu altar, envolta por livros, um dia me deparei com a causalidade. A relação entre causa e efeito e tudo o que envolve a sua inteligibilidade. Desde então, adotei certas posturas quanto às visões ateístas e teístas. 


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