revista bula
POR EM 24/10/2011 ÀS 04:39 PM

Geração zero à esquerda

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Nova coletânea de contos realça o sabor estragado da criação literária brasileira, onde a forma é o clérigo e o conteúdo, o coroinha molestado sob a batina de uma literatura superficial. Pai, perdoai-os, eles não sabem o que fazem

Bonitinha, mas ordinária. A expressão criada por Nelson Rodrigues nunca me soou tão sensata. No país da virilha que cobre a roupa, esse mero acessório, ou tapa-sexo, ou tapa-hipocrisia, a literatura segue o mesmo caminho: expõe-se até o último pelo pubiano, perturba a atenção do leitor com sua casca porque o miolo é podre ou, pior, oco. Naturalmente, esse campo dilemático do que é bom ou ruim, o quanto de consciência e inconsciência de si existe numa criação artística, não se encerra na literatura brasileira; ele é tão minado, perigoso, decisivo como a escolha de uma palavra, quanto a superestima de alguns escritores sobre seu próprio trabalho e se espalha insidiosamente como uma erva daninha pela literatura mundial. Todos podem escrever, alguns talentosos e/ou afortunados podem ser publicados, mas quantos são realmente bons? E como encontrá-los, quando são diamantes miúdos perdidos em pedras de carvão do tamanho da inépcia cultural de quem se considera escritor porque (acha que) sabe contar uma história? De quem se considera escritor porque monta uma cadeia de frases mal-escritas publicadas tão somente pela condescendência de um amigo influente?

Depois de organizar e publicar duas controversas coletâneas de contos da chamada “Geração 90”, o mesmo grupo que surgiu fazendo “a nova literatura brasileira” na última década do século XX, o escritor (ou agitador de opiniões) Nelson de Oliveira acaba de fechar a trilogia de ficcionistas nacionais com o recente volume “Geração Zero Zero” (Língua Geral, 408 páginas). O zero duplicado faz referência à chegada do século XXI e os escritores que estrearam no mercado editorial em sua primeira década — também 21 após uma seleção que envolveu cerca de 150 ficcionistas. Neste novo século, desabrochado violentamente como uma flor de íons e bytes, houve a explosão dos escritores virtuais, apoiados na internet e em seu suporte aparentemente simples de exploração e divulgação de textos. Uma grande parte escreveu muito mais do que pensou o ato da escrita, escreveu muito mais do que leu para extrair da leitura sua base técnica, com os dedos voltados para o artista egoico dentro de si e este com um umbigo enorme entalado na garganta; outra pequena parte escreveu muito menos, mas amadureceu, estudou, leu, aprimorou suas técnicas e seus enredos, voltou os dedos para a literatura-coisa e o ego para outros escorregarem onde a casca da banana também foi engolida pelo buraco negro da megalomania.

Dificilmente a psicanálise se envolve com a estética. Quando isso acontece, as teorias criadas podem ser instigantes, mas nunca absolutamente conclusivas. Durante uma troca de cartas, Freud escreveu um ensaio sobre o sentimento de estranhamento criado pelo escritor sobre o leitor. “Das unheimlich”, ou numa tradução mais próxima, “O estranho”, busca a razão da literatura fantástica, ou mesmo bizarra, para causar angústia e inquietação no leitor. De acordo com o psicanalista, o estranho reside no familiar, na paradoxal sensação de que o que nos toca, mesmo terrivelmente, mesmo estrangeiro, nos é familiar, a partir de um longo estudo sobre a palavra alemã “unheimlich” que significa tanto “familiar”, como “não familiar”. O mesmo termo foi cunhado pelos formalistas russos no início do século XX como “ostranenie”, ou “tornar estranho”, e seu objetivo na literatura é mexer com o leitor na apresentação de fatos e personagens familiares de um modo estranho. Voltando à psicanálise, o texto nos inquieta porque o inconsciente se identifica com o objeto inquietante. Um sentimento que não atinge a todos igualmente, uma vez que cada leitor tem seu próprio nível de sensibilidade. “Geração Zero Zero” é uma coletânea onde, nas palavras do organizador, “há pelo menos um forte ponto de contato entre os autores: o bizarro”. O bizarro, o estranho, o maluco, o inquietante: não importa o adjetivo, mas sua causa, o motivo pelo qual ele está em todo o livro como uma marca registrada (e orgulhosa?) da literatura brasileira contemporânea. É como se ela, essa coisa disforme chamada “literatura brasileira”, só pudesse existir a partir do estranho, porque na simplicidade, num caos mais realista, seus “escritores” sentir-se-iam inseguros, indefesos como crianças perdidas no átrio de uma escola em seu primeiro dia de aula.

A grande maioria dos autores, através dos trabalhos apresentados, parece se apoiar no isomorfismo de uma escrita enfadonha, arrastada, repetitiva e preguiçosa. Paralelamente vemos outro tipo de escrita: rebuscada, entupida de adjetivos e palavras incomuns, apoiando-se na forma de um falso hermetismo que negligencia o conteúdo simplesmente porque ele não existe ou é risível. Nos contos de Marcelo Benvenutti, um homem tem tara por mulheres gordas e feias, outro sua ratos, mas nada disso seria ruim se a narrativa não fosse ruim, quase colegial, beirando a imaturidade de um adolescente. Tomemos como exemplo o início do conto “O homem que mostrava a língua”:

“Saiu do trabalho cansado. Cansado como sempre estava. Um homem como qualquer outro, trabalhando em um trabalho que não me cabe aqui dizer. Era realmente um trabalhinho medíocre, de nada. Uma droga de trabalho. Como qualquer outro homem comum que trabalhava em um trabalho qualquer, um nada, dirigiu-se pra casa envolvido em sua própria mediocridade. Desceu do ônibus e caminhando até seu apartamento deparou-se com um velho amigo sentado dentro de um pé-sujo. Um desses que não trabalham. Que pensam. Um desses que vivem sabe-se lá como. Um inútil. E vivia. Bebia uma cerveja, e me desculpem por incluir álcool logo no primeiro parágrafo, dizem que não é de bom tom, mas perdoem-me, eu não sei o que é tom, muito menos se é bom ou não, portanto, o nosso homem entrou e falou com seu amigo:

― Mas, e aí?

O outro, o que bebia, olhou, virou os olhos para o lado, pensou de novo, e sorriu:

― Marcelo! Quanto tempo, meu! E aí? Que fazes da vida?

― Trabalho de auxiliar de escritório no centro.

― Capaz! E aquela facul de propaganda que tu ia fazer? E aqueles planos de morar na Argentina? Viajar pela América do Sul? Dar uma de Che Guevara?

― Ãhn, poisé, depois que minha mãe ficou doente desisti de tudo, meu.”

Uma pausa na agressão que faço à inteligência do leitor — ou um corte profundo na atenção que alguém pode ter dado a isso. Logo no começo a narração se mostra repetitiva, uma metralhada de versões da palavra “trabalho”, medíocre como o personagem narrado. Mas é com assombro que descobrimos a partir do diálogo (que mais lembra uma troca de recados no Orkut) que ele se chama Marcelo, nome do autor. Mais para frente as vozes em primeira e terceira pessoa se misturam, o Marcelo que narra também se torna alvo da própria narração. E se as vozes narrativas se misturam, pode-se concluir que o “trabalhinho medíocre” do personagem é o mesmo que seu criador nos apresenta em forma de conto? O conceito de mediocridade, aqui tão ambíguo, tão metafísico, às vezes me confunde. Ãhn, poisé, meu.

No conto “Ela nos meus sonhos”, de Maria Alzira Brum Lemos, os repetitivos depoimentos de um homem que matou a mulher enquanto dormia estraga o ritmo de uma história que passaria por curiosa, se fosse bem escrita. Também no prato dos contos soporíferos, com fraco vocabulário e ideias mornas, estão “Sob o sol de lugar nenhum”, de João Filho, em que a confusão narrativa cobre a falta de criatividade; e dois contos do premiado Daniel Galera, nos quais a narração em primeira pessoa mais parece autobiográfica e jornalística do que literária. Galera tem mais talento do que o trabalho apresentado neste livro. Em “O velho branco”, a repetição aparece outra vez:

“Quero ser como o Velho Branco. Não sei quase nada sobre o Velho Branco, mas o pouco que sei é tudo que é necessário saber para ter certeza de que quero ser como ele. O Velho Branco não é muito velho. Tem cinquenta e dois ou cinquenta e quatro anos. Sua barba e bigode ainda volumosos e os cabelos parcialmente ceifados pela calvície são brancos e lhe fazem aparentar uma idade maior que a verdadeira. Sei o nome dele, mas não vou contar. Ele é de origem alemã. Para mim ele foi desde o primeiro momento o Velho Branco. É complicado descrever o pouco que sei sobre o Velho Branco e por que esse pouco me dá vontade de ser como ele. O Velho Branco nada na mesma academia de natação em que nadei durante dois dos três anos que acabei de passar em São Paulo. Na verdade, passei a interagir com o Velho Branco só nos últimos seis ou sete meses da vida paulistana, até que minha mudança voluntária para uma praia de Santa Catarina me afastou da academia em questão. E acho que foi apenas no último ou nos dois últimos desses seis ou sete meses que percebi com clareza tudo que o Velho Branco significava e que é tão complicado de descrever.”

A repetição em si não é de todo burra, é uma técnica literária que enfatiza um arranjo dentro da narrativa e alguns escritores clássicos, como Hemingway e Dickens, a utilizaram. Aqui ela parece mais enfadonha do que estrutural. E além disso, o narrador não é confiável, conforme a quantidade de dúvidas temporais: “cinquenta e dois ou cinquenta e quatro anos”, “últimos seis ou sete meses”, “no último ou nos dois últimos meses desses seis ou sete meses”. Tudo bem, outra técnica que pode ser consciente, mas que não torna o texto mais rico, mais literário, mais experiente. O que encontramos é uma sequência de “assertivas confusas” que intencionam algum suspense, alguma revelação final — que não acontece. O Velho Branco passa em branco pela (des)atenção dada à leitura e o todo é tão chato e óbvio (“... os cabelos parcialmente ceifados pela calvície são brancos e lhe fazem aparentar uma idade maior que a verdadeira” — que pessoa não aparentaria mais idade com essa descrição?) que se torna desnecessário e brinca com a capacidade cognitiva do leitor.

Ainda nesse grupo, “Eu sou a menina deste navio”, longo e maçante conto de Santiago Nazarian, possível de ser melhor caso o suspense fosse maior que sua falta de ritmo; os contos de Carola Saavedra, chilena também premiada nacionalmente, com uma participação fraquíssima; e José Rezende Jr., tão fraco quanto o sinal de transmissão de sua narrativa. No outro prato da balança estão os contos enfunados, cobertos de palatinas, dispostos num imaginário tapete vermelho onde a figura do parecer é muito mais importante do que a do ser — que pessoa, ainda que ligeiramente intelectual, no Brasil, não é assim? São os contos de Flávio Viegas de Amoreira, em que o caráter sexual dos personagens divide seus reais significados com um vocabulário rico, porém pesado; bonitinho, mas ordinário. Seu conto “Apaixonado pelo mar” é de uma boa ideia, uma dinâmica interessante, mas peca afrontosamente com seu verniz de Clarice Lispector paraguaia:

“Minha nudez esperara tocar o âmago da verdade absoluta: o eu dissolvido no todo das águas. Uma grota, uma ravina, um promontório, gávea, atol: eu ruminava que acidente marinho me acolheria: chuva de luz de estrelas abissais: a terra já me sufoca, quero o afagamento: todo o diálogo que o mar ecoa a partir da gênese. Vou para meu reconhecimento supremo como quem identifica no cadafalso a compreensão absoluta: norteamento de quem já desistiu de supor a vida entendível. Serei um uivo na rebentação, modulado pelo sonido de mergulhões e atobás em voo rasante saudando minha forma de ser, elemento que retine ejaculado pelo capricho das marés. Jogo lógico do desvario: os fatos não me tutelam mais... A suscetibilidade factual rompeu-se num rochedo na barra côncava de nossa sinfonia de poemas soltos como membros dum corpo eviscerado de gomos do destino: agora me toco pelo não-fato que as esperas langorosas impõem. A angústia objetual evaporara-se: a razão que representa a criação de absurdidades consentidas como verossimilhança e realidades. Tomarei um egonáutico fluxo de consciência: ela, a consciência vertida em êxtase marulhando em outros golfos de tormentas.”

Lendo uma segunda vez, talvez nem Clarice fosse gostar de ser comparada a isso. É bonito? Sim, pode ser bonito para quem entende essa verborragia — ou sobretudo para quem não a entende. É pretensioso? Muito, mas existe pecado na pretensão literária? Sim quando o texto empresta da linguagem sua razão de existência, ou seja, quando ele só está ali existindo diante dos nossos olhos porque foi moldado sobre um pretexto unicamente estético, e por isso fechado, tacanho, em última instância, sem propósito. A literatura precisa ter um propósito? Quem responde “não” quer poetizar a leitura e consequentemente estraçalhar a função do escritor. Sem propósito, não haveria livros. É segundo um propósito, anímico ou acadêmico, financeiro ou cultural, que um escritor escreve. Palavrórios não constroem grandes obras, só discursos vazios e monólogos facilmente dissolvidos pela memória.

Também nesse mesmo grupo de textos entupidos de imagens, está o trabalho de Whisner Fraga: criativo, mas muito forçado. Outros dois escritores não fazem parte dos pratos, ficando fora da balança: Lima Trindade, que fecha a coletânea e teria sido melhor ficar fora dela antes que se fechasse; e Lourenço Mutarelli, que sequer escreveu contos inéditos, mas participa com crônicas publicadas num antigo blog enquanto morou nos Estados Unidos — talvez a grande vergonha dessa seleta de “melhores ficcionistas brasileiros surgidos no início do século 21”. Ao invés do equilíbrio, a balança pendeu para o lado onde a saturação linguística ou imagética é do tamanho da falta de criatividade do outro.

Infelizmente, são poucos os autores que se sobressaem, sintática, literária e estruturalmente falando. Eles não equilibraram o que na outra balança ficou sobrecarregado, apenas foram eles mesmos: escritores que fazem a forma acompanhar o conteúdo, escolhas feitas na medida certa e um verdadeiro respeito à ficção e ao seu ofício. Andréa del Fuego participa com dois contos: “Um milhão de vezes” e “Francisco não se dá conta”. O primeiro é mais simples, retorna à literatura dos minicontos acompanhados por fotos em branco e preto que eram e ainda são marca da escritora em seus blogs; não tem nada de novo, mas bom desfecho, enredo seguro; enquanto o segundo vai fundo onde se pode ser criativo com um fato curioso: uma síndrome em que a pessoa só se vê pela metade. Marne Lúcio Guedes também bombeia o coração bizarro do livro, escreve com o sangue do estranhamento, mas nem por isso se esconde. Mesmo contando sobre a mão de um que afaga os escrotos do filho, os transtornos obsessivos compulsivos de outro, há literariedade, há estrutura, concisão e domínio sobre o que se revela para o leitor. Outra escritora dos seletos diamantes da coletânea é Ana Paula Maia. “Javalis no quintal” descreve com precisão assustadora o pânico de um homem que precisa caçar um javali para ser aceito na região em que mora; outro exemplo que esbarra no estranho, sem esmorecer, mantendo seu caráter instigante do começo ao fim. Em oito contos curtos, Sidney Rocha também impressiona pelo vocabulário mesclado ao enredo, sem se empanturrar com a aparência estilística que a língua pode sugerir do criador. O mesmo acontece com Walther Moreira Santos e Tony Monti. Além da prosa bem construída, de contos com verdadeiras histórias, nostalgia, sentimentos cinza e até a dose certa de poesia, os escritores fugiram da estrutura urbana, banal, na qual o livro se sustenta. Em “O Rei era assim”, Paulo Sandrini conta a história de uma família real que vai morar na periferia de uma cidade. Apesar de um desenvolvimento basicamente simples e da ótica atual, em que o Rei retoma sua fortuna ao entrar para a política, o conto é polifônico, narrado pelas vozes de vários personagens que conheceram o protagonista. Carlos Henrique Schroeder também escreve com enredos simples, mas benfeitos e seguros. Cada parte de “Apontamentos sobre o olhar” revela uma face criativa do autor, do pop ao moderno, lembrando Cortázar em algumas passagens mais ousadas. Nos contos “Sanduíche recheado de anzóis” e “Clichê policial”, Paulo Scott parece não cortar nada, a edição parece não existir, mas está ali. Ambos com uma grande diversidade de imagens, personagens perdidos com nenhuma certeza, são contos que agradam pela falta de pretensão. Único conto em forma de roteiro, “Mancha”, de Veronica Stigger, abusa desse universo bizarro, tão característico da autora. Duas mulheres de nome Carol discutindo sobre as manchas de sangue que se espalham pelo apartamento de uma delas enquanto quem se machucou toma banho há mais de uma hora. Nenhuma das duas faz nada; uma se interessa, se assusta, a outra, totalmente blasé, parece não se importar com o fato de que o homem envolvido naquele sangue tem um enorme furúnculo na bunda. Nada se explica, a conversa é ouvida/lida numa fresta pela qual o leitor se permite enxergar um pouco do nojo, do estranho, do “unheimlich”.

Os diamantes brilham solitários no vazio da escuridão bruta dos carvões. É preciso lembrar que “Geração Zero Zero” é uma coletânea organizada por uma pessoa que admira os escritores nela publicados. Nelson de Oliveira disse em uma entrevista que escolheu 21 escritores e não seus contos, encomendados após a seleção, o que mostra sua indiferença pelo leitor, pela receptividade crítica e editorial, um demasiado interesse em realçar a panelinha que deu origem à coletânea. Também é preciso lembrar que uma geração não é construída com 21 escritores. Também que eu sou um leitor crítico e que por isso não aceito que se encerre num único livro a ideia de “melhores ficcionistas brasileiros” deste novo século. Carol Bensimon, Eduardo Baszczyn, Raimundo Neto, Marcia Tiburi e Rafael Bán Jacobsen são alguns dos nomes que poderiam estar neste livro, mas que não estão porque sua literatura não se resume a uma seleção, não se carimba pelo gosto daquele ou deste — felizmente, por enquanto. O livro é uma boa forma de conhecer esta ínfima parte da criação literária brasileira, mas não única, porque falta criatividade e sobram bizarrices para encobrir essa ausência. Ser criativo não é jogar qualquer coisa no papel, mas atingir o centro do leitor sem afunilar sua capacidade de interpretação, o que sem dúvida nenhuma acontece nessa estreita seleção. Que bom que entramos noutra década, que bom que o século 21 é vasto como são suas ricas possibilidades. O carvão permite o churrasco, mas se desfaz em fumaça, polui o ambiente e some. Já o diamante, lapidado ou não, reluz sua matéria dura — e dura, por mais de uma geração.

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