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POR EM 23/08/2012 ÀS 09:37 PM

Einstein: Uma Biografia

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Biografia traz à luz uma das mais enigmáticas e importantes personalidades do século 20 e seu legado para a humanidade

Aquela seria a mais importante autópsia de toda a vida do jovem patologista americano Thomas Harvey. Ele estava absolutamente consciente disso. Valia a pena correr o risco de cometer um grave deslize ético em nome dos possíveis segredos que talvez explicassem a genialidade daquele cérebro. Não teve dúvidas ao contrariar, parcialmente, o desejo do morto, que em vida expressou o destino que deveria ser dado ao cor­po: a cremação. As cinzas deveriam ser espalhadas num lugar deserto.

O desejo do falecido era mais que justificável, pois estava ciente da sua marcante passagem pelo mundo. Não queria ser alvo do que perfeitamente poderia vir a ocorrer no futuro: o culto de sua sepultura como objeto sagrado, ponto de convergência de eternas peregrinações. Teria seu desejo integralmente respeitado, não fosse o deslize ético do patologista que, na autópsia, cortou-lhe o cérebro em duzentos fragmentos e os distribuiu em dois recipientes.

Descoberta a conduta, o patologista foi demitido, mas nada se descobriu a respeito daquele cérebro. Em vida, realizou coisas fantásticas, mas em interação com muitos outros cérebros. Fora do mundo em que ele viveu, não sobrava nada.

Em vida, as façanhas desenvolvidas por esse personagem revolucionaram não só os 200 anos que alicerçavam os princípios da física de Isaac Newton, mas também várias descobertas que impulsionaram significativamente o desenvolvimento da humanidade.

O cérebro de que falo foi retirado, no dia 18 de abril de 1955, do crânio do gênio dos gênios, que delineou quase solitariamente novos rumos para a humanidade: Albert Einstein. É de sua biografia, escrita pelo alemão Jürgen Neffe, que falaremos.

Um homem com a língua pra fora e um olhar maroto é certamente uma das imagens mais conhecidas da humanidade. Essa fotografia evidencia o espírito que por toda a vida caracterizou a maneira de ser de Einstein: uma eterna criança. Antonina Valentin, uma de suas mais célebres biógrafas, testemunha que “basta ver Albert Einstein falando com uma criança para entender o quanto ele se cerca de barreiras intransponíveis quando fala com adultos”. Ele carregou consigo ao longo de toda sua vida essa característica: uma criança alheia a convenções e ostentações, que cultivava a discrição e a simplicidade como estilo de vida. Diferenciava-se dos colegas não só pela leitura voraz, mas, sobretudo, por optar por um caminho solitário, que o levou a várias descobertas genais: era um autodidata por excelência. “Tudo o que desejei e esperei da vida, quando jovem, era sentar-me tranquilamente num canto e fazer o meu trabalho, sem ser notado pelas pessoas”, dizia. Fez brilhantemente seu trabalho. Porém, certamente, em razão dos resultados obtidos, era impossível que seu trabalho não fosse notado pelas pessoas, pois o mundo não seria mais o mesmo depois das descobertas que o gênio criador, da Escola Politécnica de Zurique, proporcionaria aos destinos da humanidade. Despertou a admiração de homens de gênio, como Max Planck e Niels Born. Mas, como tudo que faz muito sucesso, teve adversários invejosos. É como diz seu biógrafo: “Ele atraía sobre si a inveja dos colegas, que lançavam um olhar enviesado para qualquer um que saísse de seu papel como primeiro entre iguais”. O tempo mostrou que nenhum deles teve o mesmo brilho que aquele cientista com alma de menino.

Einstein e sua única irmã, Maja, eram filhos de um empresário que teve condições de custear seus primeiros estudos, mas não os seguintes, em razão de falência nos negócios. Desde cedo, notou-se no menino certa tendência ao isolamento em seu próprio mundo, característica própria de autistas. Um mundo só dele, repleto de imaginação, de muita leitura e reflexão. Não só em torno do universo físico e matemático, mas de muita literatura, em que tinha contato com o mundo imaginativo de “Dom Quixote”, do escritor espanhol Miguel de Cervantes.

Ao contrário do que se pode deduzir das alegações de muitos pais que procuram justificar o insucesso escolar de seus filhos — “Pois é, se até mesmo Einstein...”—, creiam: o pai da Teoria da Relatividade nunca foi um mau aluno. Pelo contrário, como testemunha seu biógrafo: “Ele concluiu o primeiro ano da escola como primeiro aluno da classe. Ao longo de todo o ciclo escolar, ele se mantém entre os melhores alunos”.

Desde cedo, já demonstrava um talento incomum para o entendimento de matemática e física e, como ele mesmo enfatizou, “dos 12 aos 16 anos, eu me familiarizei com elementos da matemática, inclusive com o cálculo integral e diferencial”.

O futuro professor da Universidade de Princeton estudou física na Escola Politécnica de Zurique (Suíça) e lá se doutorou com uma tese — pasme! — de somente 17 páginas. Einstein detestava não só livros volumosos, como trabalhos volumosos. A tese, muito além do entendimento da banca, foi inicialmente rejeitada. Mas, posteriormente, foi aceita para o bem da Univer­sidade de Zurique, pois “Sobre uma Nova Determinação das Dimensões Moleculares” estimava de maneira inédita o tamanho dos átomos e das moléculas, tornando-se, assim, um dos trabalhos científicos de maior citação até hoje.

Einstein optou pela carreira acadêmica para fugir do trabalho que mantinha para sobreviver no Departamento de Patentes, que era de fato um empecilho a sua verdadeira vocação de cientista. A certa altura da vida, o jovem Einstein já trazia consigo uma considerável bagagem, que muito lhe serviria para trilhar novos rumos para a física do século 20. Tinha vivência prática na indústria da família, conhecia o lado burocrático e, é lógico, era detentor de uma extraordinária formação e de muita persistência em torno de um objetivo, que muito o ajudaria no longo caminho até o ano de 1905, em que o mundo reconheceria a eterna criança como um homem de gênio, em razão da Teoria da Relatividade Restrita, que o levaria, anos mais tarde, à descoberta que mudaria os destinos da ciência. Falo da Teoria da Relatividade Geral.

Trilhar esse caminho não foi nada fácil. E ele o fez à custa daqueles ingredientes que fazem um gênio: dez por cento de inspiração, e 90% de transpiração. E Einstein trabalhou quase 30 anos para chegar lá. Para isso, contribuiu a imensa capacidade de colocar no papel o que sua mente genial engendrava. Trans­formava em equações matemáticas aquilo que sua imaginação criadora pensava sobre o universo. A Teoria da Relatividade Restrita rompeu com importantes princípios que imperavam na física por mais de 200 anos, desde Isaac Newton. A respeito dessa façanha solitária de Einstein, diz seu biógrafo que “Newton parte de enigmáticos efeitos distantes que conseguiu descrever, mas não explica em suas equações. Einstein apresenta um modelo para o cálculo dos eventos celestes e, ao mesmo tempo, para sua compreensão”. Certamente, é por essa razão que ele se encontra em um patamar mais elevado que esse outro gigante da física, que foi o inglês Isaac Newton.

Mas, como tudo nesta vida tem um preço, pelo sucesso e pela glória, a eterna criança pagou caro. Embora sua discrição procurasse escondê-lo, a notoriedade histórica alcançada, anos mais tarde, veio evidenciar o custo de suas conquistas: o sacrifício da vida privada, especificamente na sua família.

O ser humano por trás do mito

Se existiu algo que Einstein procurou de todo modo proteger foi sua vida privada. Celebridade como foi — ainda e, por certo, sempre será — é natural que o mundo inteiro desejasse conhecer o ser humano que o mito escondia. E o cientista com alma de eterna criança sabia disso.

Homem de várias amantes, pai e marido distante e, em muitas ocasiões, manipulador, Einstein foi ferrenho adversário de Hitler e do nazismo. Embora fosse detentor de enorme humildade científica, não media esforços em usar todo seu prestígio pessoal para ajudar aqueles que procuravam escapar dos horrores do nazismo, fugindo para os Estados Unidos.

Era absolutamente brilhante em tudo o que fazia, mas ao mesmo tempo incapaz de lidar com coisas comezinhas, como dinheiro. O pai da Teoria da Relatividade era, sim, um homem de extremos. Pessoas próximas que conviveram com ele atestam essa característica embutida na sua personalidade. Um deles, Leolpold Infeld, seu assistente por muitos anos, afirma que “Einstein entendia a todos perfeitamente quando se tratava de usar a lógica e o pensamento, mas tinha dificuldades em demonstrar compreensão quando se tratava de emoções”. Seu filho, Hans Albert, reforça o testemunho de seu assistente. São suas palavras a respeito da personalidade do pai: “Ele queria ser amado, mas, quase no mesmo instante em que sentia o contato, ele o repelia”. Adiante, acrescenta no seu depoimento que “ele estancava seus sentimentos como se fechasse uma torneira”.

Einstein era de fato um homem indiferente aos sentimentos alheios. Várias situações em sua vida atestam ser isso uma verdade. Quando renegou a filha bastarda, nascida de seu relacionamento com Milena, uma Sérvia, colega de faculdade, e sua futura primeira esposa; quando não hesitou em abandonar a família com dois filhos, um deles, Eduard, esquizofrênico, que veio a morrer em um sanatório; quando se casou com a prima Elsa e se mudou da Suíça para a Alemanha e, posteriormente, para os Estados Unidos para ser professor da prestigiada Universidade de Princeton; quando, en­fim, mostrou seu lado mal resolvido com a Psi­canálise, a ponto de trabalhar contra a indicação de Sigmund Freud para o Prêmio Nobel de Medi­cina. Fraquezas humanas à parte, nenhum outro cientista no mundo deixou para a posteridade o que Einstein em vida construiu.

No outro extremo, cultivava a admiração de celebridades, como o cineasta Charles Chaplin, o maior romancista alemão, Tho­mas Mann, e de uma legião de cientistas, muitos laureados, como ele, com o Prêmio Nobel. A reconciliação em vida com o filho Hans Albert, que se tornou um respeitado professor de Engenharia Hi­dráulica na Universidade de Berkeley, evidencia o outro extremo de sua personalidade. A eterna criança era consciente de sua grandeza, mas jamais cultivou a arrogância de um “deus” do conhecimento. Aliás, a­creditava no todo-poderoso não pela via da fé, mas da razão, que as relações de causa e efeito explicavam e ele.

O gênio e Princeton

Quando emigrou definitivamente para os Estados Unidos, Einstein já tinha desenvolvido todas as descobertas que o tornaram o mais importante cientista de todos os tempos. Naquela altura, o mundo já cultuava o homem que se transformara em mito.

Na terra do Tio Sam, Einstein foi recebido como uma estrela de primeiríssima grandeza. Quanto a isso, diz seu biografo que, “sem a reação efusiva que encontrou nos Estados Unidos, Einstein nunca teria se transformado na superestrela que o mundo conhece”.

O entusiasmo com sua definitiva chegada a terras americanas era tanto, que, ao passar por Manhattan, em Nova York, milhares de pessoas acenavam como se ali estivesse uma estrela de cinema ou um ídolo do esporte. Nasce aí uma nova fase até então desconhecida para homens compenetrados como os cientistas: a de ícone pop. Essa era a nova face da eterna criança na terra de Abraham Lincoln. Ele era para os americanos “o novo Colombo da ciência natural, que navega solitário pelos mares desconhecidos do pensamento”. “O homem mais inteligente do mun­do.” Sua aparência e seu modo de ser ajudaram na construção dessa imagem. Ca­belos grisalhos, longos e despenteados — além de inegável carisma — contribuíam para a imagem de ícone e vanguardista da ciência moderna.

O pai da Teoria da Relatividade se estabeleceu na Universidade de Prin­ceton e se constituiu, de longe, no nome de maior prestígio daquele centro de excelência do pensamento mundial. Lá, recebia celebridades. Cientistas do mundo inteiro, líderes mundiais, grandes escritores. Enfim: a América do Norte e o mundo morriam de amores por Einstein. O mundo reconhecia que era outro, depois de suas fantásticas descobertas.

Guerra e a bomba atômica

Mas a América que cultua é a mesma que, às vezes, se torna o algoz de seus ídolos. A Segunda Guerra Mundial e mais especificamente a construção da Bomba Atômica de certo modo contribuíram para certo abalo na relação que os americanos sempre tiveram com o cientista.

“Energia é igual à massa vezes a velocidade (da luz) ao quadrado.” Essa é, certamente, a fórmula mais conhecida do mundo. Sua aparente simplicidade esconde complexos cálculos matemáticos que conduziram à Teoria da Relatividade Restrita, de 1905, que teve, lamentavelmente, sua veracidade comprovada 40 anos mais tarde, com a implementação do Projeto Manhattan, que construiu a mais destrutiva arma de guerra de que se tem notícia: a Bomba Atômica.

Quando se explodiu a Bomba Atômica sobre a cidade japonesa de Hiroshima e, dias mais tarde, noutra cidade japonesa, Na­gasaki, a família Einstein passava férias no idílico Lago Seranac, ao norte da cidade de Nova York.

Einstein não sabia do Projeto Manhattan, mas desconfiava, em razão do sumiço repentino de muitos cientistas, inclusive daquele que era, como ele, professor da Universidade de Princeton: Robert Oppenheimer, chefe do projeto que construiu a bomba.

Ao contrário do que muitos pensam, o pai da Teoria da Relatividade não teve participação direta no projeto da construção da Bomba Atômica, um segredo a ele vedado pela sua militância política a favor dos imigrantes da guerra e por suas atividades pacifistas. O FBI e seu chefe terrível, Edgar Ho­over, não davam sossego a Einstein.

Sua participação se limitou a aconselhar o presidente dos Estados Unidos, Franklin Delano Roosevelt, a usar a explosão atômica contra os alemães. “Os alemães, como povo, são responsáveis pelos assassinatos em massa e precisam ser punidos por isso.” Com a morte de Roosevelt, assumiu Henry Truman, que deu outro rumo ao projeto.

Vale ressaltar os esforços heroicos de Einstein para que a explosão do átomo em cadeia nunca fosse usada contra alvos civis. Nessa condição, pregou não só a paz mundial, mas também envidou esforços pessoais e financeiros na ajuda à imigração das vítimas da guerra.

Infelizmente, a famosa fórmula “energia é igual à massa vezes a velocidade da luz ao quadrado” evidenciou da forma política mais cruel possível sua validade. A força de um cientista é, por certo, limitada, quando existem decisões políticas em torno de suas descobertas, que, em princípio, se destinariam ao bem da humanidade.

O legado de Einstein

É difícil, muito difícil tentar definir num espaço tão reduzido como este o legado de Albert Einstein para humanidade. Fora da ciência, seu pensamento e a ideia de espaço-tempo influenciaram diretamente escritores seminais, como Marcel Proust, Thomas Mann e William Faulkner. Na pintura, Pablo Picasso foi outro a ser influenciado por ele. No cinema, Charles Chaplin.

No campo científico, sua genialidade — um misto de instinto, intuição e muito trabalho —, foi decisiva para a construção do mundo moderno. Revolucionou a teoria gravitacional, foi decisivo na determinação econômico-geométrica do universo, constatou, na constância da luz, o pilar da Teoria da Relatividade, na qual exerceu um papel único na ciência: foi seu antecessor e sucessor, pois nada ainda nesse sentido existia. Ele erigiu os pilares desse novo conhecimento.

Explicou porque o céu é azul. No cam­po prático, seus estudos contribuíram para o avanço das telecomunicações, da corrida aeroespacial, da mecânica quântica, do eletromagnetismo como faces de uma mesma moeda (eletricidade e magnetismo), do raio laser, do GPS. Praticamente todos os progressos do mundo moderno são devedores dos estudos teóricos absolutamente originais da “eterna criança”. Tudo saía de sua imaginação e intuição, conversando ele mesmo com as estrelas e deduzindo complexas equações matemáticas no papel. Quem foi maior que Einstein? Difícil dizer neste mundo.

Leia trechos de “Einstein: Uma Biografia”

“Resumindo, podemos dizer que dentre os grandes problemas que superabundam na física moderna, quase não existe algum em relação ao qual Einstein não tenha se posicionado de maneira notável.” (Parecer favorável da Academia Prussiana de Ciências a respeito da inclusão de Albert Einstein em seus quadros).

“Ele não é um professor para senhores com preguiça de pensar, que só querem encher um caderno com anotações e decorá-las para os exames; ele não é um adulador. Mas, quem quiser aprender a construir honesta e profundamente suas ideias sobre física, a testar com cuidado todas as premissas, a enxergar todos os empecilhos e problemas, a passar por cima dos limites confiáveis da sua reflexão, en­contrará em Einstein um professor de primeira classe, pois tudo no seu discurso alcança uma expressão sugestiva, que obriga a pensar junto com ele, e expõe a amplitude do problema.” (Pare­cer do rígido professor suíço Heinrich Zanger, favorável à contratação de Albert Einstein para professor da Escola Poli­técnica de Zurique)

“No dia 9 de no­vembro de 1922, é-lhe conferido o Prêmio Nobel de Física referente ao ano de 1921. No seu atrasado discurso pelo prêmio, em julho de 1923, diante da reunião dos pesquisadores nórdicos, em Götenburg, repete-se o padrão da sua palestra de apresentação em Berlim. Einstein não fala sobre Teoria Quântica, pela qual recebeu o prêmio por sua contribuição, mas sobre as ideias básicas e os problemas da Teoria da Relatividade.” (Por ocasião do recebimento do Prêmio Nobel de Física).

“Geralmente, os jovens pesquisadores da geração seguinte buscam solucionar os problemas levantados pela obra de seus antecessores. Kepler segue-se a Co­pérnico, Newton a Galileu, Maxwell a Fa­raday. No caso da Teoria da Relatividade, Einstein é seu próprio antecessor e sucessor. Ele age como um maratonista que, chegando à reta final, resolve correr novamente.” (Porque Einstein seguiu um caminho único e solitário).

“Depois dos anos de aprendizagem e de viagens, e da sua ascensão ao número um da Física, ele agora inicia sua terceira carreira com uma estrela politicamente ativa da ciência, uma prova de fogo permanente, en­tre a veneração e a hostilidade, contribuições produtivas e deslizes contraprodutivos. Como judeu, esquerdista, pacifista e pensador extravagante, ele representa tudo o que seus adversários o­de­iam.” (Einstein, no pa­pel de político).

“Durante mais de 200 anos, as pessoas puderam confiar que o cosmos funcionava como o mecanismo de um relógio, segundo as regras de Newton. De repente, esse tal de Einstein afirma que a imagem se baseia numa ilusão. Não se sabe nada sobre uma relação compreensiva de Einstein com aqueles preocupados em preservar o que já está consolidado. Isso faz parte da natureza do revolucionário.” (Einstein derruba o pilar newtoniano de mais de 200 anos).

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