revista bula
POR EM 02/06/2011 ÀS 08:34 PM

Livro diz que Bergman foi trocado na maternidade

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Ingmar Bergman O jornal espanhol “El Mundo” revelou, na semana passada, que “o cineasta sueco Ingmar Bergman não é filho biológico de sua mãe, Karin Bergman”. Ele “foi trocado ao nascer por outro bebê”. A informação está num livro recém-publicado de Veronica Ralstron, sobrinha do falecido diretor.

“Ralston assegura que pediu ao Instituto de Medicina Forense de Estocolmo uma análise comparativa de DNA a partir da saliva dos selos de cartas enviadas pelo diretor a família e da sua própria saliva, e não coincidem, o que demonstraria, segundo ela, que Karin Bergman não era a mãe natural do famoso diretor”, revela “El Mundo”.

“No livro ‘O Filho Natural e a Troca de Bebê’ (‘Kärleksbarnet och Bortbytingen’), Ralston sustenta que a verdadeira mãe do cineasta, falecida em 2007, é Hedvig Sjöberg, com quem Erik Bergman, pai de Ingmar, teve uma relação extraconjungal”, diz o jornal espanhol. “Segundo a teoria de Ralston, o bebê de sua avô pode ter nascido morto e Erik Bergman aproveitou-se da ocasião para trocá-lo por aquele que supostamente havia tido com Sjöberg. A família do diretor de ‘O Sétimo Selo’ e “Persona’ não deu demasiada importância às informações.”

Um dos filhos de Bergman, Daniel Bergman, disse aos jornais suecos: “Não muda nada se minha avó chama-se Hedvig em vez de Karin”. Ele destaca a relação afetuosa do cineasta com Karin Bergman, o que transparece “em vários de seus filmes”. “Por sua parte”, assinala “El Mundo”, “o famoso escritor sueco Henning Mankell, casado com uma filha de Ingmar Bergman, mostrou-se cético”. Ele defende que a história precisa ser mais bem explicada. 

O que isso muda na obra de Bergman? Nada, possivelmente. Bergman talvez seja um dos poucos cineastas que merecem o rótulo de genial. O sueco é uma espécie rara de diretor de cinema-filósofo. Suas discussões sobre a morte, para ficar num exemplo, são dignas dos grandes mestres da filosofia. 

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