revista bula
POR EM 12/11/2012 ÀS 06:19 PM

Os melhores livros ficcionais de 2012

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Perguntamos a 20 convidados — escritores, jornalistas, professores — quais foram os melhores livros ficcionais publicados no Brasil em 2012. Os convidados poderiam escolher livros de autores brasileiros ou estrangeiros, publicados entre o meses de janeiro e outubro. “Os Ena­moramentos”, do escritor madrilenho Javier Marías foi o livro que obteve mais indicações, seguido por “Ar de Dylan”, do também espanhol Enrique Vila-Matas; e “A Borra do Café”, do uruguaio Mario Benedetti. Com­pletam a lista, “Serena”, do britânico Ian McEwan; “Chamadas Te­lefônicas”, do chileno Roberto Bolaño; “O Torreão”, da norte-americana Jennifer Egan. 


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POR EM 10/11/2012 ÀS 07:35 PM

Os melhores filmes de gângsters da história

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Bons filmes de gângster primam por volúpia. Toda lista ou reunião minimamente sensata passa por uma sequência bem enredada de frases e roteiros pomposos, uma violência quase estética e uma verborragia de gestos latinos e cabelos emplastados de gel. Todos eles são misturados com macheza galanteadora e com armas de todo calibre que fazem o espectador ter vontade de adentrar na­quele mundo secreto permeado de códigos e condutas másculas.


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POR EM 09/11/2012 ÀS 07:26 PM

A quem interessar possa, estou colocando o meu na reta

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Nestes tempos bicudos em que quase ninguém mais envia e recebe cartas, e que as únicas visitas que recebemos em casa são de oficiais de justiça e das equipes de combate à dengue, chegou-me pelo correio eletrônico uma longa e impressionante mensagem, uma espécie de manifesto redigido por um meu leitor desconhecido.

Ele clama que a mensagem seja replicada aos meus contatos, que é exatamente o que eu faço agora. Aliás, aqueles que não se sentirem de forma nenhuma feridos nos brios, bem que poderiam colaborar também com a divulgação do tal texto, o qual poderá representar uma baita oportunidade de negócio para muitos. Eis o texto, queridos leitores. Abre aspas:

Não. Não vou negar. Não farei como Pedro que, por três vezes, a despeito das advertências futurísticas do Nazareno, negou que o conhecesse aos truculentos soldados de Roma. Também não me arvorarei no cinismo populista de se negar mensalões: “Eu não sabia de nada...”, quá! Da mesma forma, não recorrerei à covardia de um caubói Bush, ao insistir que, sim, havia sim armas de destruição em massa mocosadas por Saddam Hussein no Iraque.


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POR EM 08/11/2012 ÀS 09:25 PM

10 sonetos inspiradores

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Dando sequência a série de poemas inspiradores, publico nesta edição uma seleção de 10 sonetos sugeridos por leitores. Embora o critério para a escolha tenha sido meramente pessoal e sem qualquer preocupação formal, os poemas selecionados contemplam períodos, movimentos e autores distintos, cobrindo um itinerário poético de cinco séculos. Seja pelos viés filosófico, pelo lirismo comedido ou acentuado, pelo grito de paz ou de protesto, pela crença ou pela descrença — os poemas selecionados conseguiram falar diretamente aos leitores. E bons ou ruins, trazem em comum o fato de tê-los inspirado.

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POR EM 07/11/2012 ÀS 09:37 PM

Exercícios para devorar um carvalho

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Para não continuar morrendo de inveja das conferências fictícias de T. S. Eliot no livro de perfeição incontestável de Gonçalo M. Tavares, isolo uma frase do romance “As Vidas de Dubin”, do norte-americano Bernard Ma­lamud, para uma análise também fictícia, pois tudo que gira na esfera do teórico é imaterial. “Às vezes sentia-se como uma formiga pronta para devorar um carvalho.”

Bernard Malamud é mestre na inserção de silogismos poéticos de extrema sabedoria em suas narrativas. No entanto, nem tudo que é sábio carrega praticidade no mo­mento de aplicação nos atos de enfrentamento da realidade. A poesia e a sabedoria não existem para serem postas em execução na práxis. A poesia e a sabedoria existem para enlevar, engrandecer, deixar evidente que em algum mo­mento o indivíduo pode agir heroica e belamente.

Em minha análise, não vou ter em mente o personagem romanesco a que ela se refere, mas o homem enquanto ser presente na realidade, materializado, que atua, constrói e destrói, pois, o ato de devorar exige materialidade tanto do devorador quanto do elemento a ser consumido — exige presença e resistência corporal um frente ao outro. As águas devoram as margens. O mar devora o barco. O convidado devorou a galinha caipira. A mó tritura o grão. Avalio que é no mínimo estranho dizer — devorou o romance em três dias. Devorar é comer, é destroçar com ligeireza. E para comer um livro não são necessários três dias. Pode-se muito bem comê-lo em dez minutos; admitamos, então, que um livro possa ser devorado em meia-hora para não perder a elegância das boas maneiras à mesa e também para não prejudicar a digestão.


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POR EM 06/11/2012 ÀS 11:52 PM

Os melhores começos de livros (2ª parte)

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Dando sequência a série de melhores começos de livros, perguntei colaboradores, leitores e seguidores do Twitter e Facebook, quais eram os melhores inícios de livros, excetuando aqueles que apareceram no primeiro levantamento. Os livros relacionados na primeira parte foram: “Notas do Subsolo”, de Dostoiévski; “O Complexo de Portnoy”, de Philip Roth; “O Apanhador no Campo de Centeio”, de J.D. Salinger; “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa; “A Metamorfose”, de Franz Kafka; “Anna Kariênina”, de Liev Tolstói; “O Ventre”, de Carlos Heitor Cony; “O Amanuense Belmiro”, de Cyro dos Anjos; e “Cem Anos de Solidão”, Gabriel García Márquez. Cada participante poderia indicar até três começos inesquecíveis, de autores brasileiros ou estrangeiros de todas as épocas. 


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POR EM 02/11/2012 ÀS 05:22 PM

Segredos jamais revelados da minha intimidade com as gêmeas siamesas Lucy e Sky

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Fotografia: Rui Aguiar / Umbigo Magazine“Jamais pensei que isto pudesse acontecer comigo, até que um dia...”. Conto erótico que se preze tem que ter esta frase como preâmbulo, o qual prepara os leitores punheteiros para uma estória picante, incrível que, sinceramente, pode acontecer a qualquer um, a qualquer hora do dia ou da noite, em qualquer recôndito lugar deste planeta onde haja, ao menos, dois seres humanos presentes no recinto.

Vocês sabem: as oportunidades para o sexo casual se nos apresentam desta forma, conforme descrito com propriedade nos episódios reais ou inventados, a respeito de experiências sexuais impressionantes, inusitadas e inesquecíveis, ainda que nenhum protagonista jamais se submeta a um “mea culpa”, uma reflexão sincera do pós-love.

Muito menos são revelados os vacilos das incontáveis enfermidades sexualmente adquiridas, que vão desde um simples piolho sugando a genitália infecta até o vírus da AIDS e, pior que tudo, quase ninguém se gaba pelas gravidezes indesejadas. No fundo, no fundo, todos se julgam um bocado desejáveis (e espertos também). Mas o texto a seguir não se trata de um conto e, muito menos, é erótico. Lamento, profundamente (como a uma garganta), se decepcionei alguns tantos leitores ao criar falsas expectativas com o título espalhafatoso. Na verdade, eu prefiro as crônicas empata-fodas.


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POR EM 31/10/2012 ÀS 04:16 PM

A última entrevista de Jorge Luis Borges

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“Não criei personagens. Tudo o que escrevo é autobiográfico. Porém, não expresso minhas emoções diretamente, mas por meio de fábulas e símbolos. Nunca fiz confissões. Mas cada página que escrevi teve origem em minha emoção.”

Jorge Luis Borges nasceu em 1899 na cidade de Buenos Aires, Argentina, e morreu em Genebra, Suíça, em 1986. Entrelaçando ficção e fatos reais, Borges concentrou-se em temas universais, o que lhe garantiu reconhecimento mundial. É considerado o maior escritor argentino de todos os tempos e um dos mais importantes nomes da história da literatura.

Na entrevista, que foi concedida em julho de 1985 ao jornalista Roberto D’Ávila, Jorge Luis Borges fala sobre a infância, a cegueira, a morte. Afirma que o fracasso e o sucesso são impostores. E traduz o seu amor pela literatura em uma frase: “Se recuperasse a visão eu não sairia de casa. Ficaria lendo os muito livros que estão aqui, tão perto e tão longe de mim”. Borges morreria menos de um ano depois de ter concedido a entrevista.


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POR EM 30/10/2012 ÀS 04:00 PM

O crime, as teorias e o sivirol

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Márcio Thomaz BastosQuem vem assistindo a essas audiências de julgamento do Mensalão (ou big monthly allowance, na versão livre do “New York Times”), no Supremo Tribunal Federal (STF), já terá constatado que os criminalistas medalhões desta pátria mãe gentil, data vênia, dormiram no ponto. E, tendo dormido feio, não criaram em tempo hábil uma teoria adequada para impedir que seus lustrosos clientes fossem passar uma temporada no inferno de uma colônia penal.

Teoria, sim. Pois pelo que parece, crime, mais do que uma questão de prática, é uma questão de teoria. Só depois da constituição de 1988, ou seja, após o retorno da normalidade democrática, quantos crimes já não foram praticados por figurões da república, envolvendo desvios de enormes somas de recursos públicos, por meios de formação de quadrilhas, subornos, peculatos, lavagem de dinheiro, evasão de divisas? Sem contar os crimes mais toscos como de falsidade ideológica ou pistolagem. E até agora, salvo raríssimas exceções, e neste momento a exceção que me ocorre é só a do caso Lalau, a justiça jamais conseguiu botar a mão nos malversadores de nossos recursos que, diga-se de passagem, seriam suficientes para a construção de um país prestável, se o erário não fosse dia após dia assaltado impunemente.


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POR EM 26/10/2012 ÀS 02:15 PM

Pergunte ao Poe

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Se viemos do pó, a ele haveremos de retornar, ainda que na forma de lama? Quem aspira a algo mais: os Homens ou o velho aspirador de pó Electrolux? Deus Misericordioso aprovaria um tiro de misericórdia com uma pistola de uso exclusivo das Forças Armadas? As cidades são mais que concreto armado? É possível ser amado até os dentes?

Com quantos pregos se crucifica um sonho? Por que os pesadelos só nos afligem à noite? Sonhar acordado é sintoma de loucura? Há mesmo que se chorar por um Mar Morto? O que se esperar de um carrasco que aprecia poesia? Teria Hitler beijado de língua?

O que, afinal de contas, existe por trás da grande mulher de um grande homem? Pode-se, com toda segurança, despachar o sexo frágil através de empresas aéreas? Seria muito arriscado voar no céu da sua boca? É lícito cobrar uma boquinha no governo? Habeas corpus é bom para prisão de ventre?

Eram os deuses autodidatas? São permitidas diarreias dentro de uma cápsula espacial? Como os astronautas batem punheta na gravidade zero? Num momento de pura distração, seria arriscado que mulheres astronautas engravidassem pelos poros? Pílulas do dia seguinte previnem também arrependimentos do dia seguinte? Por que dizer a verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade, pode parecer tão cruel? Há varizes em mentiras de pernas curtas? Há dúvida depois da morte? Há vida inteligente neste e noutros planetas? Por que não se tem um orgasmo sorrindo?


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