revista bula
POR EM 03/04/2008 ÀS 12:32 PM

Óperas sacanas

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O texto abaixo é minha última crônica publicada no jornal O Popular, de Goiânia. Publico-a novamente aqui, pois pretendo disponibilizar aqui o que não posso fazer lá (seria –justamente, diga-se – censurado, como vocês terão oportunidade de constatar). Ao final dessa crônica faço referência a uma sugestão de títulos novos a duas óperas. Uma delas eu colocarei aqui nas semanas seguintes.

Tem muita gente boa que acha que ópera é que nem filme pornô: dane-se a estória, vamos direto ao ponto (não faça essa cara de quem não sabe do que estou falando). Como se belas árias fossem só o que importa, desprezam o resto. Deveríamos fazer com esses que nem fazemos com criança que raspa o recheio da bolacha e joga o resto fora, proibimos de comer bolacha recheada até aprender a não desperdiçar.

Desprezar o todo de uma ópera e ouvir apenas as árias mais famosas é um pecado a ser punido com rigor. Por dois motivos. Embora alguns libretos (a estorinha por trás da ópera) sejam mesmo estúpidos, outros há sublimes. Além disso, há também árias menos conhecidas, mas, nem por isso, menos belas.

Para tanto, a tecnologia está do nosso lado. Ópera é preciso ver, além de ouvir. O que, evidentemente, seria impraticável, não fosse a popularização dos DVDs. Não dá pra desprezar a legenda, ainda que a ópera seja falada em língua que a gente entende.

Certamente você já teve oportunidade de ouvir a ária “Nessun dorma!”, de Turandot, de Puccini. Séria candidata a mais bela melodia já criada por alguém, está logo no início do terceiro ato, e é cantada por Calaf, o príncipe que desafia a princesa chinesa Turandot (Plácido Domingo e Eva Marton, respectivamente, na versão que tenho). Dura três minutos, e é impossível ouvi-la sem chorar copiosamente (podem me chamar de mulherzinha). Três míseros minutos! E o que diz Calaf? Comenta a ordem da princesa para ninguém em Pequim dormir enquanto não descobrirem seu (dele) nome. Isoladamente, estúpido. Mas pra quem teve a pachorra de acompanhar a estória toda, faz sentido.

Turandot
é uma ópera sacana. É a estória de uma princesa que não queria casar de jeito nenhum, pra não ser obrigada a fazer bobaginha. Queria morrer pura. Daí ela propõe três charadas pra quem ousar desejá-la. Se o cara errar, uma que seja, morre. Antes de Calaf todos erraram, é claro, senão não daria uma ópera. Calaf acerta. Ela não se conforma. Ele, então, propõe uma saída. Se ela descobrisse seu nome até a aurora do dia seguinte, ele morreria. Turandot não mede esforços, e pretende sacrificar toda Pequim pra descobrir a porcaria do nome. Então: “Nessun dorma!”.

Outra ópera das mais sacanas é Idomeneo, de Mozart. Embora não tenha nenhuma ária famosa, a abertura e a primeira cena são belíssimas (“Pietà, Numi, Pietà”). Mas o que Idomeneo tem de mais fascinante é a comprovação de minha teoria da cebola moral (o outro nos importa mais, quanto mais próximo nos for).

Idomeneo é rei de Creta e está voltando da vitoriosa guerra contra os troianos. Netuno, deus do mar, naufraga seus navios porque torcia pra Tróia. Todos morrem. Menos Idomeneo. Sob uma condição: teria de matar a primeira pessoa que encontrasse na praia. Nem vamos falar aqui da falta de dignidade de um rei que topa esse trato. A tragédia ainda estava por vir. Quem é a pessoa que ele encontra primeiro? O próprio filho, claro. Vejam só: se ele tivesse encontrado um qualquer na praia não teria a menor graça. Não seria tragédia. Não haveria ópera. É a cebola moral dramatizada.

Proponho novos títulos a essas duas óperas: “Turandot, a frígida” e “Fudeu, Idomeneo!”. E espero tê-los convencido a parar de raspar o recheio da bolacha. Mas quanto aos filmes pornô, podem continuar indo direto ao que interessa.

Nota aos leitores da Bula: A partir da semana que vem: Fudeu, Idomeneo! 

 


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POR EM 31/03/2008 ÀS 04:50 PM

A língua oficial do cinema

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O signo da cidade (2008)
               
Embora a idéia não seja propriamente original (penso aqui em “Talk Radio”, de 1988, dirigido por Oliver Stone, com Eric Bogosian no papel do radialista), é boa. Um programa de rádio em que o(a) apresentador(a) conversa com seus ouvintes e acaba de alguma forma interferindo (e “interferido”) na vida deles, seria, em uma frase, o assunto d’ O signo da cidade, dirigido por Carlos Alberto Ricelli, com roteiro de Bruna Lombardi, atualmente em cartaz. A direção, as atuações, a fotografia, está tudo muito bom, tudo muito bem... mas realmente, mas realmente, eu preferia que Bruna estivesse... menos ansiosa por prender a atenção do espectador. Acontece coisa demais. Tragédia demais. Desnecessariamente. Pesa. Bruna errou um pouco a mão. Bastaria uma ou duas (tragédias). O resto poderia ficar no tédio. Na falta de comunicação. No isolamento. São todos pequenas tragédias que retratariam São Paulo melhor do que os dois suicídios, os assaltos, o homcídio, a auto-flagelação, as traições e trapaças... Ufa! São Paulo não é tão animada assim. Mas o filme é bom. Vá ver.             

O casamento de Muriel (1994)
               
Comprei esse DVD na banca baratinho (no mesmo dia comprei também Miller’s crossing, dos irmãos Coen) e não dava nada por ele. Mas há vários pontos que o fazem merecedor de nossa atenção. A atuação de Toni Collette está acima da média (gordinha, pré-fama). Aliás, essa é uma atriz que vale a pena acompanhar (em “Jantar entre amigos” e “As horas”, por exemplo). O sotaque australiano, engraçado inicialmente, charmoso, à medida que nos acostumamos. A crueldade do personagem do pai, a pasqualice da mãe e a inércia dos irmãos. A música do Abba (sim, eu gosto do Abba. Por quê?! Vai encarar?). Ok, o tema é batidíssimo em filmes de língua inglesa - “bullying” (encheção de saco de jovens “vencedores” pra cima de “perdedores”) - só que o abordaram com uma mordacidade mais eficiente do que a forma mais moralista, quando a origem é norte-americana.               

A língua do cinema
               
Também disponível nas bancas (embora não tão baratinho), uma coleção de óperas excepcional, com gravadoras de primeira linha (Deutsche Grammophon, etc). O penúltimo fascículo foi “O Príncipe Igor”, do Borodin (que era da mesma turma do Rimsky-Korsakov e do Mussorgsky, esse último autor de “Boris Godunov”, baseado num drama histórico do Pushkin, uma das óperas mais belas já realizadas por alguém). Um experimento interessante é assistir a algum Tarkovski (qualquer um, exceto “Nostalgia”, que é falado em italiano, e “Sacrifício”, em sueco) logo depois. Note como o russo é uma bela língua. Depois do sueco, que qualquer primata sabe que é a língua oficial do cinema, o russo é sério candidato a um honroso segundo lugar. Seguido do inglês e do italiano, obviamente. Espanhol, alemão e português vêm a seguir. Daí chinês, coreano, árabe e japonês. Depois romeno, húngaro, tcheco, búlgaro, os 20 dialetos suíços, os 114 dialetos africanos subsaarianos. Os 225 dialetos aborígenes. Etc, etc, etc. Por último, como qualquer neanderthal está cansado de saber, vem o francês. 


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POR EM 24/03/2008 ÀS 02:26 PM

Grau

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O solitário homem do parque estava feliz. Finalmente atenderam seu pedido e lhe trouxeram um animal para cuidar. Um ganso.
- Sabia que você fede um bocado? Deve ser algum tipo de glândula, sei lá.
- Grau - respondeu apenas o ganso.
- Como grau? O que é que você quer dizer com isso?
 - Grau - repetiu o ganso.
- Sei. Quer dizer que sou obrigado a entendê-lo, por circunstâncias?
- Grau, grau.
- E o que quer dizer isso duas vezes? Sim? Ou não? Quer dizer que sim, que você concorda que eu devo entendê-lo, dadas as circunstâncias, ou não, que não passa de uma bobagem? Diga alguma coisa.
- Grau.
- Sei. E isso quer dizer “sim”.
- Grau, grau.
- Eu não perguntei se queria dizer “sim”. Eu afirmei.
- Grau.
- E você está se lixando?
- Grau, grau.
- Agora eu perguntei.
Nesse momento, o ganso voltou sua atenção para uma criança que passeava pelas proximidades do lago, segurando distraidamente um saco de pipocas doces. Seguiu-a por uns momentos, mas logo desistiu, voltando para onde estava o homem do parque.
- O que é, não gosta de pipocas doces? - perguntou o homem, sentindo a decepção do animal.
O ganso abaixou a cabeça. Mas não estava triste; vira um pedaço de pipoca - desta vez salgada - no gramado onde estava, e o apanhou com o bico.
- Gosta mesmo disso, hein?
- Grau, grau.
“Mas que coisa”, pensou o homem, e, irritado, perguntou:
- Que diabo é isso de grau?
- Grau.
- Já sei. Grau e grau, grau. Você é um ganso, não uma gralha. Por que grau?
O ganso não deu atenção ao homem. Achara outro pedaço de pipoca salgada na grama.
- Estou falando com você.
- Grau - disse o ganso, distraidamente, talvez para tranqüilizar o homem.
- Grau, ou grau, grau?
- Grau - respondeu o ganso.
- Ah. E isso quer dizer o quê, exatamente? - perguntou o homem, confuso.
O ganso, aparentemente, não considerou a confusão do homem relevante, pois nada disse.
Levantando-se para sacudir um pouco as folhinhas de grama que haviam grudado em seu joelho, o homem do parque olhou em volta, se espreguiçou e voltou a se abaixar, desta vez sentando-se de frente para o ganso, que continuava a bicar pontos na grama à procura de pipocas salgadas. Depois de uns minutos, parou, olhou para o homem e disse:
- Grau.
- Escute aqui, como é que quer que eu responda, se não me ajuda? Poderia ao menos indicar para que lado é esse grau. E o grau, grau.
- Grau, grau - repetiu o ganso.
- Está parecendo um papagaio agora.
- Grau.
Em busca de mais pipoca e - seria o caso? - enfadado com a conversa, o ganso dirigiu-se até um casal de namorados. Constatando que nada comiam, seguiu até mais próximo do lago e caminhou ao longo de sua margem.
O homem do parque observou o animal se afastar com certa tristeza. Não conseguia entendê-lo. Por mais insólita que fosse a circunstância, sentia uma grande necessidade de se comunicar com o ganso, que era um animal do parque. Ele era o homem do parque. Zelador, talvez fosse o termo mais adequado, mas preferia como as crianças o chamavam: o homem do parque, com um misto de respeito e medo. Era ele que não as permitia brincar em determinados locais, ou pisar na grama de que ele cuidava com tanto zelo. Era zelador.
- Grau - gritou o ganso, já na margem oposta do lago, percebendo que o homem devaneava, chamando-lhe a atenção.
- Sei, sei - concordou o homem, sem saber ao certo com o quê, abanando a mão para o ganso.
- Grau, grau - gritou de lá o ganso, animadamente.
No dia seguinte, topou com seu amigo logo cedo.
- Grau – cumprimentou-o o ganso.
- Grau - respondeu o homem, dando-se conta em seguida do que fizera, e desatando a rir.
- Grau, grau - O ganso até pareceu se divertir também, mas continuou seu caminhar desajeitado, passando direto pelo homem, sem parar.
- Ei, aonde você vai, com tanta pressa?
Chegando ao seu destino, um grupo de crianças, o animal se deteve por alguns minutos, o bastante para se certificar de que nenhuma se alimentava no momento e voltou para onde estava o homem.
- Viagem perdida, hein?
- Grau...
- Deixe estar. Daqui a pouco sirvo sua ração.
- Grau, grau – protestou o ganso.
- Agora parece que você disse “não”. Grau, grau significa “não”?
- Grau.
- Se é assim, grau significa...
- Grau, grau, grau. - O ganso interrompeu o homem do parque, correndo desajeitadamente ao encontro do homem do carrinho de pipoca.
- E mais essa agora? O que significa grau, grau, grau?
- Grau – o ganso respondeu, voltando decepcionado. Só tinha pipoca doce.
Mais tarde, após terminar suas tarefas, o homem foi procurar seu amigo. Trazia pipocas salgadas. Em pouco tempo o ganso apareceu, todo serelepe:
- Grau, grau, grau.
- É exatamente sobre isso que quero conversar.
- Grau.
- Acho que já sei o que significa grau e grau, grau. Mas e grau, grau, grau?
- Grau.
- Bem, grau deve ser “sim” e grau, grau é “não”, certo?
- Grau - O ganso distraía-se com as próprias penas.
- Vejamos. Três graus só podem significar algo de que você goste muito... - Parou de falar por uns instantes, meditando. - Já sei! – exclamou, concluindo triunfante: - Três graus significam “pipoca salgada”!
- Grau - disse o ganso, e o homem, interpretando isso como um “sim”, já ia comemorar, quando o animal continuou: - Grau, grau. - Depois: Grau, grau, grau. – Por fim: - Grau, grau, grau, grau. – E pulou no lago, deixando o homem do parque desconsolado.

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POR EM 14/03/2008 ÀS 04:06 PM

Morte aos espanhóis boçais!

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Em 1994-95, quando eu era bolsista do CNPq em Boston, lembro-me de ter tido uma pequena discussão com um dono de churrascaria, que era português, na cidade de Sommerville, nos arredores de Boston (por motivos óbvios evitarei dizer “na grande Boston”). Naquela época a cidade (mais um bairro de Boston do que propriamente uma cidade, algo assim como Aparecida de Goiânia) era um nicho de imigração portuguesa, o que, conseqüentemente, a credenciou a se tornar, gradativamente, também brasileira. Já ouvi dizer até que, atualmente, há mais imigrantes brasileiros ali do que portugueses.
           
Nossa pequena discussão dizia respeito a um outro fenômeno, então relativamente novo, da migração de brasileiros a Portugal e como estavam sendo mal recebidos por lá. De minha parte, eu dizia que era um contra-senso, um mau-caratismo de Portugal recusar e/ou maltratar brasileiros, não só por sermos ex-colônia, mas, principalmente, porque as correntes migratórias de lá pra cá continuaram ainda por muito tempo depois da independência, entrando pelo século XX (eu, por exemplo, sou bisneto de portugueses, meus bisavós vieram ao Brasil no início do século XX).
           
O dono da churrascaria me desarmou com o óbvio argumento (que só a raiva não deixa enxergar) do tamanho de cada país. Portugal é um cuzinho. Por essa escala, então, poderíamos dizer que o Brasil é, geográfica e historicamente falando, uma xoxota arrombada, com o perdão do meu francês. Ok, vamos conceder. Não dá pra comparar. Se a gente decidisse invadir a praia de Portugal pra valer ia ser um Deus nos acuda. Não justifica, porém, a animosidade, o preconceito, os maus tratos.
           
É mais ou menos assim que estou enxergando o que está acontecendo na Espanha. (Aliás, esse assunto tem rendido bons filmes sul-americanos, particularmente argentinos). Eles não têm opção. Têm de fechar as portas. Senão a gente arromba mesmo. Além do mais, sinceramente, o que temos mandado pra lá? Putas. Estamos exportando putas, veja só! E saídas em grande parte daqui mesmo, Goiás. Puta que pariu, se me perdoam o péssimo francês novamente.
           
 Por outro lado, assim como no caso de Portugal nada justificava os maus-tratos, também agora nesse caso. No meio da putada tem gente (muita!) bem-intencionada (não que a putada seja má, “bem-intencionada” aqui tem o sentido de “não pretende migrar”). Estudantes, profissionais, turistas, todos planejando gastar seu rico dinheirinho na península, caramba! Merecem respeito. Merecem melhores chances de provarem que não estão lá para se tornarem “lixeiros”, como os boçais da Imigração Espanhola no aeroporto chamaram os brasileiros. São do tipo que transformam um banquinho de poder em trono. Portanto, morte (lenta e dolorosa) aos espanhóis boçais (só aos boçais)!!


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POR EM 02/03/2008 ÀS 12:46 PM

Medíocres

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A mediocridade é um dos piores males. Há dois tipos. A mediocridade-lobo e a mediocridade-cordeirinho. O medíocre-cordeirinho é aquele brilhantemente retratado no filme Zelig, de Woody Allen. Leonard Zelig, o personagem, fica famoso pela impressionante capacidade de se camuflar para se parecer com quem está do lado. Entre duas pessoas gordas, Zelig fica gordo. Entre negros, negro. Entre rabinos ortodoxos, um rabino ortodoxo (com roupa e tudo). Se alguém diz que gostou de um livro, ele também gostou. Se seguem um líder, ele também. Perguntado por que fazia isso, Zelig responde: “Queria ser aceito e amado por todo mundo”. Woody, por vez, quando perguntado sobre a mensagem do filme (como se não fosse óbvia o suficiente), menciona a fraqueza de espírito das pessoas que tentam “se encaixar” o que, no limite, pode levar ao fascismo.
 
O medíocre-cordeirinho, ao contrário do que o nome sugere, é extremamente perigoso. Sua existência inautêntica (está dissolvido no impessoal, diria Heidegger) é moldável ao sabor dos ventos da maioria que, como já nos mostraram os sábios Nelson Rodrigues e Henrik Ibsen, é estúpida. Inércia é a palavra-chave. O medíocre-cordeirinho senta-se todo dia em frente à TV e se deixa contaminar por toda a sorte de lixo. Depois levanta-se, dorme, no dia seguinte acorda, vai ao trabalho, que executa maquinalmente, como numa Metrópolis de Fritz Lang. Aceita tudo placidamente, como vontade divina, vontade essa que lhe foi transmitida por um porta-voz auto-proclamado de Deus. Acrítico, detesta pensar, não considera que compense o esforço.
 
O medíocre-lobo não é muito diferente. Leva mais ou menos a mesma vidinha. Só que, por ironia do destino ou carisma (medíocres-lobos não raramente são extremamente carismáticos), assumem posições de maior ou menor poder. Esses são particularmente perigosos. Têm poder, mas não sabem usá-lo. Como são medíocres, não acham necessário justificar seus atos convenientemente. Se confrontados com a razão, teimarão, contra todas as evidências, ainda que tenham um lampejo de consciência da própria mediocridade. Parafraseando Dostoiévski, se tiverem de escolher entre a verdade e sua própria teimosia, ficarão com a última.
 
Há exemplos históricos de sobra. Hitler foi um típico medíocre-lobo (tudo bem, vá lá que ele não tenha levado uma vidinha mais-ou-menos, mas era um baita dum medíocre). Os alemães da época foram seus cordeirinhos. Há exemplos de sobra também aqui mesmo e agora. Mas esses eu deixo pra vocês refletirem a respeito.

 


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