revista bula
POR EM 28/04/2012 ÀS 03:01 PM

O centenário de Nelson Rodrigues

publicado em
O Brasil comemora o centenário de nascimento de Nelson Rodrigues. Num tempo de onda moralista, o jornalista e dramaturgo surpreende pela genialidade de suas peças e crônicas 

 

Nos tempos de uma poderosa tsunami moralista, na crença de que uma sociedade dos puros é possível e que já existe fora do Brasil, Nelson Rodrigues é essencial. Por isso vale a pena conhecer sua obra e, mesmo, sua vida — menos insípida do que se imagina. É do balaco-escracho a biografia “O Anjo Pornográfico — A Vida de Nelson Rodrigues” (Companhia das Letras, 457 páginas), do jornalista e escritor Ruy Castro. Se outros biógrafos são “frios” e pudicos, como o brasilianista John F. W. Dulles, ao narrar a história do político, jornalista e escritor Carlos Lacerda, Ruy Castro é expansivo e nada ortodoxo ao contar a vida do maior dramaturgo brasileiro, Nelson Rodrigues, morto aos 68 anos, em 1990, de trombose e insuficiência cardíaca, respiratória e circulatória. Além da biografia, o estudioso organizou parte da obra do cronista e romancista para a Companhia das Letras. Ao ser lançada, em 1992, foi saudada por Otto Lara Resende, Paulo Francis e Carlos Heitor Cony como uma obra-prima. Sempre exagerado (como ignorar a biografia de Lima Barreto, por Francisco de Assis Barbosa, e a de Assis Chateaubriand, por Fernando Morais?) mas parcialmente verdadeiro , Francis escreveu: “A biografia moderna, sem eufemismos, nasce no Brasil com este livro”. Otto, grande amigo de Nelson, notou escorregões, mínimos, e disse que é uma biografia exemplar. 


leia mais...
POR EM 15/04/2012 ÀS 04:56 PM

A obra-prima da crítica literária de D. H. Lawrence

publicado em

D. H. LawrenceUma pequena obra-prima da crítica literária acaba de chegar ao Brasil. No livro “Estudos Sobre a Literatura Clássica Americana” (Zahar, 253 páginas, tradução de Heloísa Jahn), o inglês D. H. Lawrence analisa, às vezes de forma brilhante, a literatura de Edgar Allan Poe, Nathaniel Hawthorne, Herman Melville e a poesia de Walt Whitman (que influenciou sua poética).

Lawrence, prosador e poeta dos melhores, comparável ao próprio Whitman e mesmo ao britânico William Blake, examina também a literatura de Fenimore Cooper, de forma inventiva e independente, de Richard Henry Dana e de Hector St. John de Crèvecouer. Analisa inclusive Benjamin Franklin. É uma delícia a inteligência de Lawrence tentando justificar a literatura do segundo time, mas divertida e prazerosa, de Cooper. Este é como Jack London: excelente autor do segundo time da literatura universal. Os dois são grandes contadores de histórias, com uma prosa meio relaxada e sem o mesmo alcance de Mark Twain, que Lawrence não destaca.

O livro é da década de 1920 e Lawrence morreu em 1930, aos 44 anos. Ter informação sobre o período é importante, sobretudo porque, para escrever os textos, no geral originais, o crítico e escritor inglês não contou com ampla fortuna crítica como suporte para suas ideias e análises. Isto mostra que sua capacidade de examinar os autores americanos, com autonomia de julgamento e capacidade de entendê-los minuciosamente, era a de um crítico extremamente perceptivo. 


leia mais...
POR EM 08/04/2012 ÀS 06:11 PM

Uma carta de João Cabral de Melo Neto a Manuel Bandeira

publicado em
Numa carta ao poeta Manuel Bandeira, o poeta João Cabral de Melo Neto reflete sobre a acomodação da crítica literária, fala de uma intriga com Carlos Drummond e revela-se comprador de desenhos de Picasso e Van Gogh 

Meu caro Manuel,

Muito obrigado pelas suas palavras sobre o meu livro. E pelas do Vinícius [de Morais], transcritas por você. Ainda não recebi carta dele, nem o texto de Cordélia e o peregrino que lhe havia pedido — para imprimir.

Infelizmente muito poucos parecem ter gostado do livro. Como, aliás, dos meus anteriores. Tanto que, não fosse minha resolução de me calar em poesia, estaria disposto a fazer Odorico Tavares, Alphonsus de Guimaraens Filho, J.G. de Araújo Jorge...

Nossa crítica é um caso impressionante de “sensibilidade habituada”. Você já reparou na maneira como cada geração, no Brasil, ao se impor, traz seu crítico e abandona o anterior? O caso de Tristão de Ataíde, por exemplo, que nunca percebeu os nossos romancistas, é típico. O que vale é que esses críticos posteriores não negam a sensibilidade anterior; pelo contrário, incorporam-na a uma região nova, que eles trazem e que termina sendo hábito também. Isso, por exemplo, é que permite um Álvaro Lins  topar sua (de você) poesia. Talvez v. me pergunte o que eu chamo de sensibilidade habituada. Começo definindo negativamente: quando v. sentiu no primeiro livro do Mário de Andrade um “ruim diferente”, havia um caso de sensibilidade não-habituada; e positivamente: quando certo crítico de muitas campanillas (que é como se diz aqui dos toureiros da moda) aconselhou a Clarice Lispector que não publicasse seu primeiro livro, do qual, depois da aceitação dos não-habituados, acabou por escrever grandes elogios — se dava um caso de hábito de sensibilidade  (como podia o crítico gostar de um romance “psicológico” se não estava dentro das conhecidas maneiras de Lúcio Cardoso ou Graciliano.


leia mais...
POR EM 03/04/2012 ÀS 08:37 PM

Horowitz mostra como a esquerda destrói seus rivais

publicado em

Horowitz O comunismo foi derrotado em todos os lugares do mundo — in­clusive na China. Neste país, deu-se um fenômeno curioso: o capitalismo salvou a “nomenklatura” vermelha. En­tretanto, se o socialismo perdeu a guerra — uma derrota provisória, avalia o respeitável historiador marxista Eric Hobsbawm —, no campo da perspectiva histórica, a esquerda, pelo menos em termos editoriais, permanece vitoriosa. Sua influência permanece ativa em revistas, jornais e livros.

Parte dos livros resenhados e aprovados é de autores que comungam o credo esquerdista ou são simpatizantes. Muito disso ocorre devido à linguagem. No campo da linguagem, a direita e o centro políticos não conseguem competir com a linguagem dos reds. A linguagem geral, mesmo de quem não é adepto das ideias de Karl Marx e Lênin, está impregnada pelo pensamento dos dois autores-políticos. Daí a dominação do discurso do “social” contra ou sobre o discurso da “produção”. O liberal patropi, em seus discursos pelo menos, fala praticamente a mesma linguagem, com variações, da esquerda light. A dominação cultural é evidenciada na maioria dos livros resenhados. A Editora Peixoto Neto tem publicado livros de qualidade, como “O Terrorismo Intelectual — De 1945 Aos Nossos Dias”, de Jean Sévillia, “O Poder — História Natural do Seu Crescimento”, de Bertrand de Jouvenel, e “Radicais nas Uni­versidades — Como a Política Cor­rompeu o Ensino Superior nos Es­tados Unidos da América”, de Roger Kimball, mas, quando o leitor abre os suplementos “Prosa & Verso”, de “O Globo”, “Sabático”, de “O Estado de S. Paulo”, e “Ilustríssima”, da “Folha de S. Paulo”, e as revistas “Veja” — a mais aberta ao discurso liberal — e “Época”, percebe que os livros citados não foram e possivelmente não serão resenhados. A Peixoto Neto acaba de lançar o excelente “O Filho Radical — A Odisseia de Uma Geração” (554 páginas, tradução no geral esmerada de Camila L. Campolino), de David Horowitz. Richard Gid Powers escreveu, no “The New York Times Review”: “Um livro corajoso e franco”.  Ho­rowitz foi de esquerda durante anos e, depois, migrou para a direita. Tornou-se “o mais odiado ex-radical de sua geração”. Ao deixar a esquerda, descobriu que a esquerda “odeia” — e combate — mais seus adversários (sobretudo os “caídos”), que trata como inimigos, do que a direita. 


leia mais...
POR EM 23/03/2012 ÀS 09:31 PM

Mídia esconde homossexualidade de Pedro Nava

publicado em
Relançamento das memórias de Pedro Nava é o acontecimento literário de 2012. Mas a imprensa faz questão de continuar escondendo que o brilhante escritor mineiro matou-se porque estava sendo chantageado por um garoto de programa. Memorialista deu um tiro na cabeça, numa praça pública 

Oscar Wilde (1854-1900), autor do romance “Dorian Gray” e de frases rever­be­rativas, teve um affair com Alfred “Bosie” Douglas — o que o levou, depois de um escândalo popularesco, à prisão. Um pouco de seu drama é contado no esplêndido “De Profundis”, espécie de canto do cisne do escritor irlandês. Nesta pequena obra-prima, possivelmente tendenciosa (mas confirmada no geral pelo biógrafo mais crível, o norte-americano Richard Ellmann), o criador de “A Importância de Ser Prudente” sugere que praticamente foi seduzido pelo jovem lorde. Pode ter ocorrido isto. O fato é que a “crise”, provocada mais pelo moralismo da sociedade inglesa do que pela homossexualidade do escritor e de seu parceiro — este, estranhamente, apresentado como vítima, talvez pela influência política e social de seu pai, um nobre —, destruiu a carreira e a vida de uma mente privilegiada. Wilde, que morreu com apenas 46 anos, era casado e tinha filhos. Recentemente, a história da homossexualidade do escritor José Donoso escandalizou o Chile, sobretudo porque revelada pelo próprio escritor, que deixou diários. O Brasil também trata a homossexualidade como “escândalo”. Ninguém escreve a biografia de Mário de Andrade, exceto o jornalista Jason Tércio, porque teme-se tocar na sua evidente homossexualidade. O escritor Lúcio Cardoso ganhou uma biografia reveladora — que retrata sua homossexualidade não protegida por parentes e críticos zelosos. A escritora Clarice Lispector, apaixonada, foi desprezada pelo autor do romance “Crônica da Casa Assassinada”. Depois de Mário de Andrade, a história da homossexualidade mais camuflada é a do memorialista mineiro Pedro Nava, que, chantageado por um garoto de programa, matou-se em 13 de maio de 1984, aos 80 anos. Agora, no relançamento de suas memórias — em edições caprichadas da Companhia das Letras, configurando, ao lado da obra do poeta Carlos Drummond de Andrade, também pela mesma editora, a maior publicação literária de 2012 —, os jornais novamente pisaram em ovos ao tratar a homossexualidade ou, mais precisamente, a bissexualidade de Nava, como se isto, a homossexualidade, fosse crime ou afronta à Humanidade. 

leia mais...
POR EM 12/03/2012 ÀS 07:43 PM

A hipocrisia nossa de cada dia

publicado em

A história da acumulação primitiva do capital é uma história do coração das trevas — o horror, o horror, o horror. Tanto do ponto de vista humano — vidas são sacrificadas — quanto da corrupção e da violência.

O banqueiro J. P. Morgan acertou quando disse que poderia justificar sua fortuna, mas não seu primeiro milhão. A acumulação primeva é quase sempre brutal.

A fortuna de um poderoso empresário brasileiro, praticamente visto como aristocrata, tem origem na venda de escravos. Naturalmente, sua biografia, hoje exemplar, omite a “mancha” dos negócios do avô.

No filme “O Poderoso Chefão 3”, de F. Ford Coppola, o mafioso Michael Corleone tenta “limpar” seus negócios buscando alianças com empresários e banqueiros legais — inclusive financistas do Banco do Vaticano.

Entretanto, ao se envolver com os homens dos negócios “limpos”, Corleone descobre que seus negócios são tão “limpos” quanto os das organizações criminosas ítalo-americanas. O mafioso tinha uma ideia equivocada do mundo real. O que “mata” Corleone não é apenas uma doença, mas sobretudo a percepção de que sua inteligência prática, o pragmatismo herdado do pai, rico em frases de efeito, o enganara no confronto com o mundo dos homens “normais”. O filme sugere um elogio da máfia, por causa de certa glamourização. Na verdade, Coppola anuncia, no terceiro filme, a morte da máfia que tentou ser inteiramente “legal”. Devolve, por assim dizer, a máfia ao crime mais banal, à violência. A máfia de smoking não funciona — é o recado dos “mafiólogos” Mario Puzo e Coppola.


leia mais...
POR EM 08/03/2012 ÀS 02:13 PM

O segredo de Karl Marx

publicado em

O alemão Karl Marx, que viveu como po­bre e sustentado pelo amigo Friedrich En­gels, um industrial rico, amava sua mulher, Jenny Marx, que, embora sem posses, era de origem aristocrática. Numa carta de 1856, o filósofo e economista escreveu: “Meu querido amor, tenho a imagem viva de você em minha frente, tomo você em meus braços, beijo você da cabeça aos pés, ajoelho-me diante de você e suspiro ‘Madame, eu a amo’. E eu de fato amo você mais do que o Mouro de Veneza jamais amou. (...) Mas o amor de uma querida, isto é, você, torna um homem novamente homem. De fato há muitas mulheres no mundo, e algumas delas são belas. Mas onde encontrarei outro rosto no qual cada traço, até cada ruga relembra as maiores e mais doces memórias de minha vida”. As biografias estão de acordo: Marx e Jenny viveram num am­biente de extrema penúria, às vezes sem dinheiro para comer, pagar aluguel e enterrar um filho, Edgar, de 8 anos, mas se adoravam. Eram cúmplices. Sobre a morte do filho, Marx escreveu a Ferdinand Lassalle: “Bacon diz que os ho­mens realmente importantes têm tantas relações com a natureza e o mundo que eles se recuperam facilmente de qualquer perda. Eu não pertenço a estes homens importantes. A morte de meu filho abalou profundamente meu coração e minha mente e ainda sinto a perda tão vivamente como no primeiro dia. Minha pobre esposa também está completamente abatida”. A carta é de 1855 e mostra um pai amoroso lamentando a morte de seu “único” filho homem. Mas o autor de “O Ca­pital” matou simbolicamente outro filho, Henry Frederick Demuth, o Freddy, e não se conhece algum lamento escrito de sua autoria. 


leia mais...
POR EM 01/12/2011 ÀS 06:07 PM

Vida e Obra do Plagiário Paulo Francis

publicado em

Livro de Fernando Jorge diz que, além de copiar textos alheios, o jornalista cometeu vários erros de informação tanto nos jornais quanto ao participar da elaboração da Delta Larousse

Desperdício. É palavra mais precisa para definir a biografia (se é mesmo possível defini-la como biografia) “Vida e Obra do Plagiário Paulo Francis — O Mergulho da Ignorância no Poço da Estupidez”, do indefectível Fernando Jorge, que já passou a limpo a vida de Getúlio Vargas e Olavo Bilac (um estudo bem-feito). Fernando Jorge não escreve mal, mas a revisão do livro poderia ser um pouco mais cuidadosa, sobretudo porque o autor se diz tão exigente em relação ao jornalista-escritor criticado. Exemplo de desleixo: “diconário” (dicionário). Um problema, ainda que menor — numa obra de crítica tão acerba, de uma virulência implacável, Fernando Jorge mostra-se indulgente: chama dom Pedro II de “bondoso” e o Estado do Maranhão de “terra fértil sob todos os aspectos”. Só faltou chamar o senador-escritor José Sarney de Shakespeare do Nordeste. 

Este texto começa com a palavra desperdício porque, em 501 páginas (putz!), Fernando Jorge não cumpre o que promete e, assim, não desconstrói o jornalista e o escritor Paulo Francis (1930-1997). A agressividade irracional (redundância) de Fernando Jorge impede que conheçamos mais o célebre jornalista que escreveu na “Senhor”, no “Correio da Manhã”, na “Folha de S. Paulo” e em “O Estado de S. Paulo” e foi comentarista da TV Globo e debatedor do “Manhattan Connection”. O sr. Massacre perdeu uma grande oportunidade. Poderia ter provado, ou pelo menos tentado, o fracasso literário de Paulo Francis. Não mostrou nada convincente. Bastava consultar pelo menos uma crítica arrasadora de José Guilherme Merquior — infelizmente, apenas esboçada. Antes de se tornar “amigo” do jornalista, Merquior disse que, depois de “Cabeça de Negro”, o jornalista certamente publicaria o romance “Cabeça de Vento”. Paulo Francis tentou ser o Thomas Mann do Brasil, ao publicar romances de ideias, mas não chegou aos pés de Heinrich Mann. Toda a obra literária do brasileiro, descendente de alemães, não chega aos pés do menor romance de Thomas Mann. Paulo Francis tinha informação, escrevia bem, mas faltava-lhe imaginação literária. 


leia mais...
POR EM 17/11/2011 ÀS 11:56 AM

Nelson Motta “mata” Glauber Rocha pela segunda vez

publicado em

O mentirógrafo Nelson Motta parece acreditar em tudo que lhe contam, desde que contenha exageros capazes de escandalizar e, possivelmente, vender livros

A excelente biografia “Darwin — A Vida de um Evolucionista Atormentado”, de Adrian Desmond e James Moore, saiu com erros e a Geração Editorial encomendou uma revisão técnica, relançou o livro e fez as trocas com os leitores. Bastava levar a edição antiga às livrarias e proceder à troca. Infelizmente, a Editora Objetiva mostra-se menos responsável e decidiu, mesmo depois de dezenas de erros apontados por intelectuais baianos — e certamente há outros equívocos —, manter em circulação o livro “A Primavera do Dragão — A Juventude de Glauber Rocha”, do escritor e produtor musical Nelson Motta. A Objetiva informa que vai lançar nova edição corrigida, mas a primeira edição, verdadeiro lixo de triste figura, vai continuar nas livrarias. Quem comprou a edição eivada de falhas terá de jogá-la fora ou vendê-la em algum sebo desavisado. Os erros foram anotados e divulgados pelo repórter Claudio Leal, da “Terra Magazine”.

Depois dos problemas apontados pelo magnífico levantamento de Claudio Leal, verdadeiro serviço de utilidade pública, um leitor entrou em contato com a “Terra Magazine” e apontou mais um, diria o biógrafo Motta, probleminha. O Teatro Castro Alves, no Campo Grande, “foi construído pelo governo Antonio Balbino e, antes da inauguração, destruído por um incêndio”, corrige Claudio Leal. Motta diz que o TCA foi construído pelo reitor da Universidade da Bahia, Edgard Santos. Uma leitura mais criteriosa certamente apontará mais erros, pois há indícios de que, como pesquisador, Motta é desleixado. Ao contrário dos jornalistas Fernando Morais e Ruy Castro, autores de biografias celebradas pela precisão, Motta parece não checar as histórias que recolhe ou, quem sabe, inventa — às vezes atribuindo-as a fontes que, mortas, não podem desmenti-lo. 


leia mais...
POR EM 21/10/2011 ÀS 12:13 PM

Livro diz que Lee Oswald não matou John Kennedy

publicado em

O livro “A Maldição de Edgar” (Record, 396 páginas), de Marc Dugain, apresenta a versão de que o presidente americano John Kennedy foi assassinado por um complô que envolveu a CIA, exilados anticastristas e a Máfia. “Lee Harvey Oswald, preso e executado em Dallas, nunca matou Kennedy. Nunca participou ativamente de sua eliminação física. Esse cara estava sendo preparado como cobertura há longos meses”, escreve Dugain, baseado em supostos documentos deixados por Clyde Tolson, o segundo homem do FBI e amante de J. Edgar Hoover (o escritor Truman Capote a dupla de “Johnny and Clyde”). O FBI sabia que havia uma conspirata para matar Kennedy, mas nada fez, porque Hoover, além de considerar o presidente degenerado e fraco, não o tolerava porque tentou retirá-lo do comando da polícia federal norte-americana. Dugain afirma que o objetivo maior era reduzir a força de Bob Kennedy, o secretário (ministro) de Justiça de John, depois, em 1968, também assassinado.

Dugain, seguindo a exposição de Tolson, diz que, quando voltou da União Soviética, Lee Oswald estava careca e, surpreendentemente, parecia menor. O escritor frisa que a União Soviética não tinha interesse em matar Kennedy, que, sempre que pressionado, atendia os líderes soviéticos. Relata que a CIA mantinha um programa de hipnose e que o trabalho de limpeza do crime contra Kennedy foi feito pela agência de espionagem. A Máfia não saberia fazer esse trabalho, avalia o Tolson de Dugain. 


leia mais...
 < 1 2 3 4 5 6 7 8 >  Último ›
É permitida a reprodução total ou parcial sem autorização prévia dos editores, desde que citada a fonte.
© Copyright 2018 — Revista Bula — Literatura e Jornalismo Cultural — seutexto@uol.com.br
wilder morais
renovatio