revista bula
POR EM 21/05/2012 ÀS 12:16 PM

Os 80 maiores clássicos do blues para ouvir on-line

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Os sites Legend Blues e Blues Museum fizeram uma lista daqueles que seriam os maiores clássicos da história do blues. Um usuário do YouTube disponibilizou uma parte da lista, reunindo 80 clássicos da compilação feita pelos sites. A lista, que está em ordem aleatória, cobre o período de 1912 a 1980.

O blues é forma musical caracterizada pela utilização de notas tocadas ou cantadas numa frequência baixa, com fins expressivos e estrutura repetitiva. Embora tenha sua origem na África, o blues se popularizou em algumas regiões do sul dos Estados Unidos como Alabama, Mississippi, Loui­siana e Geórgia, nas primeiras décadas do século 20. Nos Estados Unidos sua origem é ligada à cultura afro-americana dos escravos das plantações de algodão que utilizavam o canto para embalar suas jornadas de trabalho. O conceito de blues, porém, só se tornou conhecido após o término da Guerra Civil Americana quando sua essência passou a ser como um meio de descrever o estado de espírito da população negra.

O músico W. C. Handy é considerado o pai do blues, ou pelo menos seu aprimorador. Conta a lenda que ele teria ouvido o ritmo pela primeira vez em 1903, quando viajava clandestinamente em um vagão de trem e observou um homem que tocava violão com um canivete. No final dos anos 1930 surgiram as primeiras grandes bandas de blues. Em 1942 o estilo sofreu sua primeira grande revolução com o surgimento da guitarra elétrica do lendário T-Bone Walker. Com a explosão do blu­es em Chicago e o surgimento da eletricidade na música, o blues atingiu um novo patamar, deixando de ser restrito a um pe­queno grupo.


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POR EM 17/05/2012 ÀS 06:26 PM

Os 10 melhores poemas de João Cabral de Melo Neto

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Pedimos a 25 convidados — escritores, críticos, professores, jornalistas — que escolhessem os poemas mais significativos de João Cabral de Melo Neto. Cada participante poderia indicar entre um e dez poemas. Poeta e diplomata, João Cabral de Melo Neto inaugurou uma nova forma de fazer poesia no Brasil. Guiado pelo raciocínio e avesso a confessionalismos sua obra é caracterizada pelo rigor estético e pelo uso de rimas toantes. Divide com Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira o título de maior poeta brasileiro pós-1940.  Os poemas citados pelos participantes convidados fazem parte do livro “João Cabral de Melo Neto, Obra Completa”, editora Nova Aguilar, publicado em 1999. Abaixo, a lista baseada no número de citações obtidas. Por motivo de direitos autorais, foram publicados apenas trechos dos poemas.


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POR EM 17/05/2012 ÀS 05:54 PM

Nietzsche e as consequências

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Em ensaio publicado no livro “A Cinza do Purgatório”, Otto Maria Carpeaux afirma que Nietzsche foi vítima do símbolo terrestre do infinito: a tolice humana
 

Otto Maria Carpeaux

A nenhum homem sério poderia deixar de preocupar a grave discrepância entre os valores da civilização alemã e as forças destruidoras no seio do mesmo povo que os criou. A civilização, a nossa e a universal, seria incompleta, se lhe faltassem a austeridade de consciência de Lutero, a catedral invisível de Bach, o céu olímpico de Goethe, a visão histórica de Hegel, e a lição espiritual de tantos outros; e o que importa não são as obras de alguns gênios, é o espírito que os criou, o espírito alemão. Mas a força alemã pretende destruir a nossa civilização, e empreende a cruzada em nome desse mesmo espírito alemão. Estamos em face de um dilema gravíssimo.

Oferecem-se-nos três soluções: os valores da civilização alemã seriam a justificação espiritual bastante da obra material que aqueles empreendem; ou os próprios valores da civilização alemã seriam os criadores espiritualmente responsáveis daquela força destruidora; enfim, haveria duas Alemanhas, uma divina, outra do diabo, ocupadas numa milenária luta interior, a que assistimos, espectadores compassivos e vítimas passivas.


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POR EM 15/05/2012 ÀS 07:58 PM

Os mandamentos do escritor, segundo Machado de Assis, Proust, Flaubert, Henry Miller e Borges

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Os mandamentos do escritor, segundo Machado de Assis, Proust, Flaubert, Henry Miller e Jorge Luis Borges
 


Dando sequência à série de conselhos literários (ou mandamentos literários), publico nesta edição os ensinamentos de outros cinco escritores seminais: Machado de Assis, Marcel Proust, Gustave Flaubert, Henry Miller e Jorge Luis Borges. A compilação reúne excertos de textos publicados nos livros “Pensamentos e Reflexões de Machado de Assis”, “Contra Sainte-Beuve: Notas Sobre Crítica e Literatura”, de Marcel Proust, “Cartas Exemplares”, de Gustave Flaubert, “Henry Miller on Writing”. Os conselhos de Jorge Luis Borges foram publicados numa edição especial da revista L’Herne. A primeira parte dos mandamentos literários pode ser visto aqui


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POR EM 13/05/2012 ÀS 06:18 PM

A última entrevista de Nelson Rodrigues

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Entrevista de Nelson Rodrigues, concedida em outubro de 1980, ao jornalista Tom Murphy, do jornal “Latin American Daily Post”. O dramaturgo morreria dois meses depois

 Nel­son Rodrigues

Tom Murphy

Fui recebido por um homem pálido, até mais alto do que eu imaginava, de calça azul mal ajustada pelos largos e famosos suspensórios; um homem lento no andar e na fala. Lento de dar pena. Anos depois conheci Alfredo Machado, dono e cabeça da Editora Record, a quem relatei a experiência daquele dia: “Entrevistei o Nel­son Rodrigues dois meses antes da morte dele; ele já estava doente, muito mal mesmo”. O grande mentor de tantos escritores brasileiros riu: “Nelson estava muito mal sempre”. Naquele ensolarado outubro de 1980, tive o privilégio de conversar durante uma hora e pouco — sentado, como tantos de seus personagens, diante da simples mesa de cozinha — com Nelson Rodrigues. O cenário era bem Nelson: um apartamento escuro e assombroso na beira da alegre praia carioca do Leme, um cheiro leve, não do mar, mas de desinfetante. Na época eu trabalhava para o “Latin American Daily Post”, jornal de língua inglesa, que publicou a entrevista dias depois. Foi só em dezembro que eu soube da real dimensão da doença de Nelson, quando ele deu entrada num hospital. No mesmo mês, dia 21, ele morreu, aos 68 anos. 


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POR EM 09/05/2012 ÀS 09:47 PM

Eveline, de James Joyce

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Publicado no livro “Dublinenses”, usando a técnica conhecida como fluxo de consciência, o conto “Eveline” é considerado uma das obras-primas de James Joyce

James Joyce

Ela sentou-se à janela para ver a noite invadir a avenida. Encostou a cabeça na cortina e o odor de cretone empoeirado encheu-lhe as narinas. Sentia-se cansada.

Poucas pessoas por ali passavam. O sujeito que morava no fim da rua passou a caminho de casa; ela ouviu seus passos estalando na calçada de concreto e em seguida rangendo sobre o caminho coberto com cascalho em frente às casas vermelhas. Tempos atrás havia ali um terreno baldio onde eles brincavam toda noite com os filhos dos vizinhos. Mais tarde um indivíduo de Belfast comprara o terreno e construíra casas — mas não eram casas pequenas e escuras como aquelas em que eles moravam; eram casas vistosas de tijolo e com telhados luzidios. As crianças que moravam na avenida costumavam reunir-se para brincar naquele terreno — crianças das famílias Devine, Water, Dunns, o pequeno Keogh, que era manco, ela e seus irmãos e irmãs. Ernest, no entanto, nunca brincava: já estava crescido. O pai dela muitas vezes enxotava-os do terreno com sua bengala de madeira preta; mas geralmente o pequeno Keogh montava guarda e dava o alarme quando avistava o homem se aproximando. Apesar de tudo consideravam-se bastante felizes naquela época. Seu pai ainda não estava tão mal e, além disso, a mãe ainda estava viva. Isso tudo acontecera há muito tempo; ela, seus irmãos e irmãs tinham crescido; a mãe estava morta. Tizzie Dunn também morrera e a família Water havia retornado à Inglaterra. Tudo se modifica. Agora era a vez dela ir embora, como os outros, ia sair de casa.


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POR EM 09/05/2012 ÀS 09:30 PM

300 livros de ciências humanas para download legal

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Liderado pelas Editoras da Fio cruz (Fundação Oswaldo Cruz), UFBA (Uni­versidade Federal da Bahia), Unesp (Universidade Es­tadual Paulista), e Fapesp (Fundação de Apoio à Universidade Federal de São Paulo) o projeto “SciELO Livros”, lançado no mês de março, disponibilizou aproximadamente 300 livros, científicos e técnicos, para download. O projeto visa à publicação on-line de coleções de livros de caráter científico, editados, prioritariamente, por instituições acadêmicas. A previsão para 2012 é que o acervo ultrapasse 500 títulos. Os livros, que estão disponíveis nos formatos ePUB e PDF, são formatados de acordo com padrões internacionais e podem ser lidos no próprio site ou baixados integralmente sem nenhum custo.

Para integrar o projeto SciELO Livros, editoras e obras são selecionadas de acordo com padrões de controle de qualidade aplicados por um comitê científico. “Uma porcentagem significativa de citações que os periódicos SciELO fazem, principalmente na área de humanas, está em livros. E como um dos objetivos da coleção SciELO é interligar as citações entre periódicos, a ideia é também fazer isso com livros”, disse Abel Packer, membro da coordenação do programa SciELO, à Agência Fapesp “A ideia é contribuir para desenvolver infraestrutura e capacidade nacional na produção de livros em formato digital e on-line”, acrescenta.


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POR EM 03/05/2012 ÀS 09:08 PM

As 10 fotografias mais famosas da história

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Para se chegar ao resultado fiz uma compilação de listas publicadas por sites especializados em fotografia, cultura pop e história. O objetivo de minha pesquisa era identificar quais eram as 10 fotografias mais famosas de todos os tempos. Participaram do levantamento as publicações: Photographium, World's Famous Photos, Life, Digital History, Listverse, Al Fotto, Tripwire Magazine, Photo Net, Photography Schools Online, The Pulitzer Prizes e World Press Photo. Abaixo, em ordem classificatória, as 10 fotografias selecionadas baseadas no número de citações das publicações pesquisadas.


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POR EM 26/04/2012 ÀS 10:33 PM

40 livros para ler antes de morrer

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Depois da polêmica sobre os Livros Para Morrer Antes de Ler, convidei leitores, amigos do Fa­cebook, e seguidores do Twitter — escritores, jornalistas e professores — à responder a pergunta inversa. Se aqueles eram os piores livros (Para Morrer Antes de Ler), quais seriam os melhores (Para Ler Antes de Morrer)? Cada participante poderia indicar entre um e dez livros de autores, de todas as épocas, brasileiros ou estrangeiros, tendo como critério principal o gosto pessoal, não importando se um determinado livro era canonizado ou desconhecido, descartável ou duradouro. Discutível como todas as listas de melhores, esta também não pretende ser abrangente e provavelmente se tivesse sido, ou for feita em outra ocasião,  o resultado seria diferente. Ela apenas reflete a opinião, do momento, dos participantes convidados. E os livros citados por eles, bons ou ruins, trazem em comum o fato de tê-los inspirado. E como escreveu Harold Bloom: “Todo mundo tem ou deveria ter uma lista de obras que lhe serviriam de companhia numa ilha deserta.” Abaixo, em ordem de aleatória, os 40 livros escolhidos, sem repetir autores.


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POR EM 23/04/2012 ÀS 10:01 PM

Por que é que os revolucionários foram reacionários

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Anthony Burgess

As revoluções levam a açoites de aço, trabalhos forçados e ao encarceramento de grandes escritores. No entanto, o termo “re­vo­lucionário” continua a gozar das mais nobres conotações, enquanto que o termo “reacionário” detém, tanto na arte quanto na política, o monopólio do mau. Já se disse que os revolucionários na literatura foram em geral reacionários em matéria de política. Minhas recentes reflexões sobre o centenário de T.S. Eliot me levam a perguntar a mim mesmo se esta afirmação é valida, e se for, se ela deva afetar nossa atitude diante de sua obra como poeta.

Por trás da revolução literária iniciada em Londres por T.S. Eliot e Ezra Pound, encontra-se uma eminência parda cuja carreira filosófica e poética foi cortada por uma bala em Flandres, durante a Primeira Guerra Mun­dial. Esta eminência parda era T.E. Hulme, que nos ensinou que “a crença humanista na perfeição do homem é falsa... e a razão da falsidade é o erro de não se reconhecer o pecado original. A vida é essencialmente trágica e fútil...”. Certamente existiram outros pessimistas mais antigos e mais ilustres que Hulme — Santo Agostinho e Scho­penhauer, por exemplo — mas o mentor dos humanistas foi Hulme. Na Inglaterra, a grande visão progressista havia sido difundida por H.G. Wells e Bernard Shaw e pelos socialistas, mas Eliot e Pound, assim como W.B. Yeats, rechaçaram-na. Ao rechaça-la, pareciam dispostos a abraçar doutrinas tão vis como o fascismo, e a aceitar práticas tão vis como o genocídio. T.S. Eliot, que como o generalíssimo Franco, foi um cavalheiro cristão, esteve do lado errado na Guerra Civil Es­panhola. Ezra Pound, que adorava Mus­solini, esteve do lado errado na guerra mundial que se seguiu àquela e este foi um crime muito mais grave. 


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