Os 10 maiores álbuns de jazz da história — a lista das listas

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Depois da polêmica sobre os Filmes Para Morrer Antes de Ler, convidei os mesmos leitores que participaram da a enquete a responderem a pergunta inversa: Se aqueles eram os piores filmes (Para Morrer Antes de Ver), quais seriam os melhores (Para Ver Antes de Morrer)? Cada participante pôde indicar até cinco filmes, de todas as épocas, nacionais ou estrangeiros, tendo como critério principal o gosto pessoal, não importando se um determinado filme era oscarizado ou desconhecido, cultuado ou blockbuster. Discutível como todas as listas de melhores, esta também não pretende ser abrangente e provavelmente se tivesse sido, ou for feita com outros participantes, o resultado será diferente. 72 convidados responderam a enquete. Francis Ford Coppola e Stanley Kubrick foram os diretores mais citados, com três filmes cada. Dois filmes brasileiros aparecem na lista, “Cidade de Deus, de Fernando Meirelles”, e “Nós que Aqui Estamos Por Vós Esperamos”, de Marcelo Masagão.


Para se chegar ao resultado fiz uma compilação de listas publicadas por sites especializados em listas sobre cinema e personalidades iconográficas. O objetivo de minha pesquisa era identificar, baseado nestas listas, quais eram as mulheres mais bonitas da história do cinema em todos os tempos. Participaram do levantamento as publicações: “Premiere”, “Empire”, “Men’s Health”, “Los Angeles Times” e “IMDb”. Em ordem classificatória, as 10 atrizes selecionadas baseadas no número de citações das publicações pesquisadas.
Entrevista concedida ao escritor Marcos Rey, na semana que antecedeu a sua morte, em outubro de 1954
Oswald não sorriu, mas ficou satisfeito. Ergueu-se um pouco na cadeira da qual se levantava com dores e problemas. Talvez quisesse provar-se que ainda lhe restavam energia e agressividade. O que o plano exigia, para pegar, era um Oswald irônico, destruidor e com muito recheio, igual ao dos primeiros retratos. Balançou a cabeça, aprovando. A oportunidade de escrever mais um livro, sem muito esforço, entusiasmava-o. Bastaria respondendo às perguntas. Em sua portátil, eu funcionaria como repórter e secretário. Mas logo a princípio, tornou-se evidente que a longa reportagem não poderia obedecer a um esquema rígido. Nada de ordem cronológica. Oswald não lembrava mais datas e nomes. Às perguntas mais complexas, ficava mudo ou mandava as crianças se calarem. Como andava nervoso e quase sem nenhuma capacidade de concentração! E esperava ansiosamente por telefonemas de seu filho mais velho. Problemas de dinheiro, com toda certeza. Falei do plano com mais detalhes: três entrevistas por semana, no período da manhã. Duas horas no máximo. Se se sentisse indisposto, não precisaria responder nada. Um projeto de livro sob medida para um homem que ia morrer. Dias antes eu fizera uma longa com Oswald, publicada no suplemento literário do jornal “O Tempo”. Essa e mais outra, que apareceu simultaneamente no jornal “Quincas Borba”, foram as últimas que concederia. Mas ele queria falar mais. Podia, ainda, mas era necessário que lhe arrancassem as palavras. Sua esposa Maria Antonieta D'Alckmin, sempre ao lado, naqueles dias, ajudaria a fazer as perguntas e ainda mais a formular as respostas. Era a sua memória, além de tudo. Muita coisa que Oswald contou ou respondeu, nada tinha de inédito. Já estava em outras entrevistas e também no “Um Homem Sem Profissão”, sua autobiografia inacabada.
Depois da polêmica sobre os Livros Para Morrer Antes de Ler, convidei leitores, amigos do Facebook, e seguidores do Twitter — escritores, jornalistas, publicitários, professores — a responder quais eram os piores filmes que haviam visto ou pelo menos tentado ver. Cada participante poderia indicar entre um e dez filmes, brasileiros ou estrangeiros, tendo como critério principal o gosto pessoal, não importando se um determinado filme era oscarizado ou desconhecido, cultuado ou blockbuster. O objetivo da lista não é zombar ou ofender o gosto alheio, é, sobretudo, uma diversão e reflete apenas a opinião dos participantes consultados. Se podemos ter a lista de nossas preferências, por que não podemos ter a lista daquilo que não gostamos? Na lista, aparecem nomes de diretores consagrados como Guy Ritchie, Glauber Rocha, Andrei Tarkovski, Woody Allen, James Cameron, Michelangelo Antonioni, Robert Bresson, Roman Polanski e Brian de Palma.

A Coleção Aplauso, projeto da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, disponibiliza 222 livros sobre a vida e a obra de grandes nomes da cultura brasileira para download ou leitura on-line. Os livros podem ser baixados nos formatos TXT ou PDF ou lidos no próprio site. Biografias e depoimentos de artistas, cineastas, músicos, dramaturgos, além de roteiros de cinema, peças de teatro e a história de algumas emissoras de televisão como TV Tupi, TV Excelsior e Rede Manchete, estão disponíveis. Fazem parte do acervo nomes como Zezé Motta, Walmor Chagas, Wagner Tiso, Tonico Pereira, Teresa Aguiar, Stênio Garcia, Sônia Oiticica, Sergio Viotti, Sergio Cardoso, Rubens Corrêa, Rogério Duprat, Rosamaria Murtinho, Renato Consorte, Pedro Paulo Rangel, Raul Cortez, Ozualdo Candeias, Paulo Betti, Paulo Hesse, Paulo José, Pedro Jorge de Castro, José Vicente, Marici Salomão, Noemi Marinho, Rodolfo Garcia Vázquez e Samir Yazbek.
O conto Chac Mool é considerado uma das obras-primas da ficção moderna

Carlos Fuentes
Faz pouco tempo, Filiberto morreu afogado em Acapulco. Aconteceu na Semana Santa. Apesar de ter sido mandado embora do emprego na Secretaria, Filiberto não pôde resistir à tentação burocrática de ir, como todos os anos, à pensão alemã, comer o chucrute adocicado pelos suores da cozinha tropical, dançar o Sábado de Aleluia no La Quebrada e se sentir “gente conhecida” no escuro anonimato vespertino da praia de Hornos. Claro, já sabíamos que na sua juventude tinha nadado bem; mas agora, aos quarenta, e tão abatido como se encontrava, tentar atravessar, à meia-noite, o extenso trecho entre Caleta e a ilha da Roqueta!... Frau Müller não deixou que fosse velado, apesar de ser um freguês antigo, na pensão; pelo contrário, essa noite organizou um baile no terraço sufocado, enquanto Filiberto esperava, muito pálido dentro de sua caixa, que saísse o caminhão matutino do terminal, e passou lá, acompanhado de caixas e fardos, a primeira noite da sua nova vida. Quando cheguei, muito cedo, para cuidar do embarque do féretro, Filiberto estava embaixo de um túmulo de cocos: o motorista disse que o colocássemos rapidamente sob o toldo e o cobríssemos com lonas, para não espantar os passageiros, e que por favor não trouxéssemos azar à viagem.

Pedi aos leitores, seguidores do Twitter e fãs da página da revista no Facebook que indicassem quais eram as melhores falas da história do cinema. Das centenas de frases recebidas, selecionei as 20 que tiveram o maior número de citações. A lista traz desde clássicos absolutos como “Casablanca”, até blockbusters famosos como a franquia o “Exterminador do Futuro”. Dois filmes foram citados com mais de uma frase: “E o Vento Levou”, dirigido por Victor Fleming, em 1939; e “Apocalypse Now”, dirigido por Francis Ford Coppola, em 1979. Coppola também é o diretor que aparece o maior número de vezes na lista, com três filmes. Eis o resultado, em ordem classificatória, baseado no numero de citações.
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Antecipando o mês de outubro, que vai marcar os 110 anos de nascimento de Carlos Drummond de Andrade, pedimos a dez convidados que escolhessem os seus dez melhores poemas. Coincidentemente, não houve votos repetidos, o que só evidencia a grandeza e a vastidão da obra do poeta mineiro. Em 2011, Carlos Drummond de Andrade ganhou o Dia D, inspirado no Bloomsday, o dia dedicado ao escritor irlandês James Joyce. A data, 31 de outubro, aniversário do poeta, foi comemorada em várias cidades brasileiras, entre elas Rio de janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre, e em Portugal. Em 2012, Drummond será o homenageado da Festa Literária Internacional de Paraty.