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FILIPE QUINTANS
EM 04/08/2012 ÀS 07:20 PM
Com “O Cavaleiro das Trevas Ressurge”, Christopher Nolan encerra o tríptico iniciado em 2005 com “Batman Begins”, seguido de “O Cavaleiro das Trevas”, em 2008. A saga do personagem criado por Bob Kane, do trauma dos anos de infância à apoteose final, cavalgando vitorioso em direção ao pôr do sol, está completa e, talvez, conclusa. O tratamento mais maduro, em oposição ao estilo fabulista de Tim Burton e ao andrógino-cafona de Joel Schumacher, outros dois diretores da “franquia”, está diretamente ligado à forma como trabalha o diretor. O resultado é um filme que herdou dos clássicos (“Lawrence da Arábia”, “A Batalha de Argel”, para citar dois) a qualidade mesmerizante que só o cinema tem.
Longe do confete de Hollywood, em silêncio, com o mesmo diretor de fotografia (o genial Wally Pfister) e o mesmo montador (Lee Smith), a esposa como produtora e o irmão como co-roteirista, Nolan não replica nenhum artifício visual ou narrativo que tenhamos visto em quaisquer outros longas de super-heróis, a começar pelo 3D, o qual recusa com veemência, preferindo o formato Imax, em gloriosos 70 milímetros. Pouco do que está na tela é gerado por computador: o Batman no alto da ponte, vigiando a cidade, é um homem real, a caráter, no alto da maldita ponte.
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FILIPE QUINTANS
EM 29/08/2011 ÀS 11:19 AM
Corre sério risco aquele que ousa mexer em tradições cinematográficas, refilmando-as, por exemplo; corre igual risco, mesmo que munido das melhores intenções, aquele que decide explicar, num filme caro e claramente trabalhoso e permeado de efeitos visuais, a gênese de uma “série” como “Planeta dos Macacos”.
A duvidosa eficácia das “prequel” (horroroso neologismo hollywoodiano para filmes que explicam as origens de outros filmes) não parece ter assustado os produtores e roteiristas Rick Jaffa e Amanda Silver (nem a Fox, dona do projeto). “Planeta dos Macacos: A Origem” joga com referências aos outros cinco longas (sobretudo o primeiro de 1968, com Charlton Heston), um roteiro simples, embora falho e claramente remendado na montagem, e direção esforçada para realizar uma competente ficção científica.
Como explicar que símios falantes dominaram o mundo e escravizaram os humanos sobreviventes? Jaffa e Silver oferecem cardápio variado: amor, ganância, obstinação, curiosidade e, pasmem, instinto de sobrevivência. O cientista (mal) interpretado por James Franco, trabalha para um gigante da indústria farmacêutica e testa em chimpanzés substância que imagina ser a cura para o Mal de Alzheimer. Sua descoberta pode ajudar muita gente, a começar pelo próprio pai, um professor de música senil (John Lithgow), além de potencialmente encher os cofres da indústria. Mal sabe ele que esta mesma descoberta arruinará a espécie humana e a povoará a terra de símios falantes e durões.
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