revista bula
POR EM 25/01/2011 ÀS 12:14 PM

Réplica: Senna não é Pelé (Ainda bem!)

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 Ayrton Senna Todos os mitos — sejam eles religiosos, culturais, esportivos, históricos ou de outra ordem — podem e devem ser questionados. É preciso esmiuçá-los, investigá-los, analisá-los, para que se chegue à razão da mitificação. Porém, ao mesmo tempo em que se fazem questionamentos ao objeto mitificado, não se pode negá-lo: fazer isso seria como negar o próprio ser humano e suas evoluções. 

Guardadas as devidas proporções (tanto de alcance quanto de permanência), no Brasil existem poucas personalidades que merecem essa alcunha: Pelé, Roberto Carlos, Ayrton Senna, Silvio Santos e Lula compõe o grupo daqueles que foram além dos seus limites e se tornaram uma espécie de inconsciente coletivo. 

E o que fez mitificar todos esses nomes? Uma conjunção de pelo menos três fatores: 1) o carisma natural, o dom de comunicação e expressão de cada um; 2) a boa imagem pública cultivada — até mesmo Lula, nos grandes escândalos, sempre escapou 'ileso' —, obviamente impulsionada pela televisão; 3) os êxitos e as capacidades em suas áreas profissionais. É possível afirmar que os dois primeiros tópicos não teriam qualquer efeito, e talvez nem existissem, não fosse o último: pessoas públicas só alcançam tão elevado patamar de popularidade e admiração se realmente forem além daquilo que se espera (e se pode esperar) delas. O que não, necessariamente, os torna seres acima de qualquer suspeita, inquestionavelmente superiores a todos os outros que tenham se aventurado na mesma área. 

Pensando no esporte, é indiscutível que Pelé e Senna foram e são os dois maiores nomes brasileiros, por mais que se considere o peso de Garrincha, Piquet, Ronaldo ou Emerson, ou que se faça louvor a gente do porte de Gustavo Kuerten, Adhemar Ferreira da Silva e Oscar Schmidt. Senna e Pelé se tornaram ícones do esporte brasileiro e verdadeiras referências mundiais do país.  Por isso, é normal que aconteçam exageros em torno de ambos, não somente com relação aos profissionais mas também para com os seres humanos. 


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POR EM 14/12/2010 ÀS 11:11 AM

Marco Antonini: o show do ano que não aconteceu

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Já faz algum tempo que recebo e-mails afirmando que o "cantor" Marco Antonini copiava críticas e elogios feitos para outros cantores, como se tivessem sido feitos para ele. Resolvi checar. Quando acessei o endereço marcoantonini.blogspot.com, agora deletado, havia um texto publicado com o título “Marco Antonini: o demolidor de almas, show do ano”. Numa rápida pesquisa no Google, constatei que o texto era uma cópia idêntica, com trechos acrescidos, de uma crítica sobre o cantor  londrino Seal, publicada no blog “Uma Pitada a Mais” (http://tiny.cc/dqz0l)  em fevereiro de 2010, com o título  “Seal, o demolidor”. A cópia publicada pelo semi-desconhecido Marco Antonini em seu blog teria sido assinada pelo crítico de música e jornalista Tom Leão, já este bastante conhecido no meio. Quando constatei que o texto era uma cópia, entrei em contato com Tom Leão, o jornalista negou a autoria do texto e disse não conhecer Marco Antonini. Postei a história no Twitter, mas fiz um print screen antes, pois já supunha que quando fosse revelado a farsa Marco Antonini deletaria o blog. Dito e feito. Algumas horas depois Antonini apagou o blog. 

Compare a crítica original (http://tiny.cc/dqz0l) e o print que fiz do blog deletado ontem (http://bit.ly/fqkmcP). As conclusões ficam por sua conta, caro leitor.


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POR EM 23/11/2010 ÀS 10:29 AM

Esquerda ou Direita?

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POR EM 09/11/2010 ÀS 01:33 PM

A inteligência de Lobato versus a patrulha do PC

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Monteiro LobatoNa minha infância, nada deleitava-me tanto quanto jogar futebol, durante o dia, e ler, durante a noite, iluminado pela luz tênue e bruxuleante da lamparina, que guardava, contra as orientações de minha mãe, a professora normalista Zinha Fagundes, debaixo da cama. De manhã, muitas vezes meus cabelos estavam sapecados, como se dizia, e cheirando querosene. Lia qualquer coisa: literatura, fotonovela (algumas traduzidas pelo poeta concretista Décio Pignatari), livros de faroeste (Marcial Lafuente Estefânia era um espetáculo), livretos de cordel (deliciava-me com as artimanhas de Cancão de Fogo e Pedro Malazartes), revistas (como “Placar”, “Demolidor”, “Tio Patinhas”, “Homem-Aranha”. Como o lutador Anderson Silva, tenho a coleção do “Homem-Aranha”, incompleta, pois deixei de ampliá-la). Mesmo pequeno, andava quilômetros à caça de livros. Ruins ou bons, lia com sofreguidão e, como havia poucas obras, lia-as repetidas vezes. Curiosamente, havia um grande intercâmbio de livros entre garotos e adultos. Porque livros, no interior, eram escassos, sobretudo histórias de boa qualidade.

Fiz o primário na Escola Dona Gercina Borges Teixeira, em Porangatu, na região Norte de Goiás. Sua biblioteca era pequena e só as professoras podiam tomar livros emprestados. Assim, fazia o possível para agradar minha mãe, ajudando-a em alguma coisa, com o objetivo de conseguir alguns livros. Li as histórias de Rapunzel, do Lobo Mau e Chapeuzinho Vermelho, dos Três Porquinhos, de Cinderela, da Gata Borralheira, do Rei Arthur (pelo qual tinha uma admiração mágica), Peter Pan (achava as histórias encantadoras), “As Aventuras de Huckleberry Finn” (o primeiro livro que me fez gargalhar, talvez porque a personagem tinha a ver comigo e com os garotos de minha geração), “Mowgli, o Menino Lobo” (não sabia que era uma história de Rudyard Kipling).


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POR EM 27/07/2010 ÀS 07:21 PM

O transviado Dennis Hopper

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Dennis Hopper O nome de Dennis Hopper estará sempre associado ao filme “Sem Destino”, que ele dirigiu e protagonizou ao lado de Peter Fonda. Seu papel no filme, como um drogado agressivo e provocador, tem semelhança com seu jeito de ser na realidade. Essa confusão entre criador e criatura se repete em vários outros filmes. Ele quase sempre esteve envolvido com drogas, legais e ilegais. Na velhice, sem arrependimento, admitiu que poderia ter morrido umas dez vezes e que sobreviveu por milagre.

Sua estreia no cinema se deu em “Juventude Transviada” (1955), cujo título original, “Rebel Without a Cause”, significa “rebelde sem causa”. Já começou do lado do mal, integrando uma gangue de delinquentes. O título do filme não poderia ser mais adequado, porque, tanto no cinema quanto na vida, ele foi um rebelde sem causa.

Devido ao temperamento difícil, sua carreira no cinema quase nem principiou. Quando pedia emprego na MGM, o magnata Louis B. Mayer menosprezou seu interesse por papéis shakespearianos. Ele retrucou no mesmo tom e foi despachado na hora. Por sorte, a Warner Bros lhe deu uma oportunidade e ele não a desperdiçou. No clássico de George Stevens “Assim Caminha a Humanidade” (1956), ele faz o filho do casal Rock Hudson e Elizabeth Taylor. Não é do mal, uma exceção rara, aliás, mas se rebela contra o projeto do pai de tê-lo como seu sucessor na criação de gado. Prefere ser médico, casar-se com a filha de imigrantes mexicanos e brigar para defendê-la das ofensas de brancos preconceituosos. No cinema, foi a sua única causa nobre.


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POR EM 06/03/2010 ÀS 09:57 AM

Ennio Morricone: once upon a time in the west

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POR EM 17/02/2010 ÀS 03:51 PM

Em busca de um jornalismo para o século 21

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Tomás Eloy MartínezO jornalista e escritor argentino Tomás Eloy Martínez morreu no dia 31 de janeiro, aos 75 anos, de câncer. Martínez foi colunista dos jornais “El País”, “La Nación” e “New York Times”. Reconhecido por renovar o jornalismo, combinando a crônica com recursos literários, é autor de “Santa Evita”, o romance argentino mais traduzido na história. Também atuou como crítico e escreveu roteiros para cinema e televisão. A obra literária de Martínez inclui 18 títulos, entre os quais se destacam “Lugar Comum a Morte”, “O Voo da Rainha”, “Purgatório”, e “O Romance de Perón”. Em 2009, recebeu o prêmio Ortega y Gasset de Jornalismo. Nesta edição republicamos um texto de sua autoria sobre o papel da imprensa escrita na era da notícia em tempo real. Jornais impressos convivendo e concorrendo com a internet, TVs e rádios, que, além de anteciparem o fato, agregam mecanismos como imagem e som. O texto é o resultado de uma palestra proferida na conferência da Sociedade Interamericana de Imprensa em 1999. No Brasil foi traduzido por José Meirelles Passos para o livro “Profissão: Repórter”.


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POR EM 29/01/2010 ÀS 05:42 PM

Martin Amis critica o Nobel J.M. Coetzee “por não ter talento algum”

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Martin Amis Depois [da última pérola] de pedir por estandes de eutanásia para velhinhos [na Inglaterra] semana passada, [Martin Amis] se virou contra seus colegas escritores, criticando a premissa de que livros sombrios [é que] seriam de alguma forma sérios.

“É o sombrio [pesado] que é [considerado] sério”, disse ele numa entrevista a ser publicada no site Prospect. “Coetzee, por exemplo, todo seu estilo se baseia em não transmitir absolutamente prazer algum”.

“Eu li um e pensei, ele não tem qualquer talento. Mas o princípio da negação do prazer tem bastante seguidores.”

Coetzee, autor sul-africano talvez mais conhecido por seu romance de 1999 ‘Disgrace’ [Desonra], ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 2003 e duas vezes o Booker Prize.

Amis, 60 anos, autor de ‘The Rachel Papers’, ‘Money’ e ‘London Fields’, não ganhou nenhum desses prêmios, mas já atraiu sua parcela de crítica. Tibor Fischer, o escritor, descreveu seu romance de 2003, ‘Yellow Dog’ como “horrível” e [um outro livro seu] de 2006, ‘House of Meetings’, sobre a Rússia stalinista, só foi elogiado por sua brevidade.


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POR EM 17/12/2009 ÀS 10:49 AM

Vou-me Embora pra Brasília

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Vou-me embora pra BrasíliaJosé Roberto Arruda

Lá sou amigo do Arruda

Lá tenho a muamba que eu quero

Na meia na pasta na sunga

 

Vou-me embora pra Brasília

Vou-me embora pra Brasília

Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconsequente

Que a Justiça cega surda fanha

Rainha e falsa demente

Vem a ser conivente

Da esbórnia que nunca tive

 


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POR EM 12/12/2009 ÀS 02:05 PM

Eu sei que vou te amar - Bebo & Cigala

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