revista bula
POR EM 11/03/2012 ÀS 08:22 PM

Sylvia Plath lendo um de seus poemas mais famosos, Ariel

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Estancamento no escuro
E então o fluir azul e insubstancial
De montanha e distância.

Leoa do Senhor como nos unimos
Eixo de calcanhares e joelhos!... O sulco

Afunda e passa, irmão
Do arco tenso
Do pescoço que não consigo dobrar.

Sementes
De olhos negros lançam escuros
Anzóis...

Negro, doce sangue na boca,
Sombra,
Um outro voo

Me arrasta pelo ar...
Coxas, pelos;
Escamas e calcanhares.


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POR EM 08/03/2012 ÀS 10:31 AM

Nossa homenagem às mulheres

publicado em

Pio Vargas

Eu quero uma mulher de aço

que seja leve como a pena,
cujo sorriso seja um laço
a me prender como um poema.

Eu quero uma mulher madura
a me guiar durante o dia,
quando for noite ser vadia
a me domar sem armadura
e a me tomar como num sonho,
uma mulher que seja a lua
dentro do sol em que me ponho.

Eu quero uma mulher de ferro
com um aplauso pra quando acerto
e um perdão pra quando erro,
como alguém que seja o brilho
dentro do escuro em que me encerro.

Uma mulher que seja plena
uma amante de verdade
que seja motivo de lembrança
e um intervalo na saudade
que, diurna, me cuida,
mas que, noturna me invade.



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POR EM 01/03/2012 ÀS 06:27 PM

1 milhão de livros para download legal

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Open Library é um dos projetos mais ambiciosos da internet: pretende catalogar e digitalizar todos os livros já publicados, em todas as línguas. Desenvolvido sem fins lucrativos pelo Internet Archive e pela Fundação Austin, o projeto consiste na disponibilização crescente de livros para catalogação histórica, download legal ou leitura on-line. Atualmente, dos 20 milhões de livros catalogados, mais de 1 milhão de títulos estão disponíveis para download ou leitura on-line nos formatos PDF, ePub, Plain text, DAISY, ePub, MOBI e DjVu. Embora a língua predominante seja a inglesa, podem ser encontrados livros em cerca de 50 idiomas. O acervo, que reúne obras dos maiores museus, universidades e instituições religiosas do mundo, disponibiliza preciosidades históricas dos séculos 10, 11, 12, 13, 14 15, 16, 17 e 18, entre elas, tesouros literários como “O Códice de Leningrado”, considerado o mais antigo e completo manuscrito do mundo, base do texto da “Bíblia” hebraica, escrito em pergaminho e datado de 1008; a primeira edição impressa da obra capital de Agostinho de Hipona, “A Cidade de Deus”; além de cópias das primeiras edições da obra integral de William Shakespeare. O projeto também disponibiliza aproximadamente 200 mil títulos, juridicamente protegidos, pertencentes a 350 bibliotecas de 80 países, para empréstimo. Para participar e pegar um livro emprestado, basta se cadastrar. Os livros ficam disponíveis por duas semanas. No caso de download ou leitura on-line, não há necessidade de cadastro.


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POR EM 15/02/2012 ÀS 10:43 AM

100 links para clicar antes de morrer (parte 2)

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Uma segunda seleção reunindo os 100 melhores links publicados na coluna Web Stuff, do suplemento Opção Cultural, do Jornal Opção. A lista faz uma espécie de inventário do que teve de melhor na internet, no segmento cultural, nos últimos anos. Os links que compõem a lista contemplam os mais díspares perfis e abrange os mais diferentes segmentos e tendências: música, livros, cinema, fotografia, ciência, tecnologia, jornalismo, mídias sociais, artes e humanidades. Entre os “100 links  para se clicar antes de morrer” destacam-se: Toda a obra poética de Fernando Pessoa para download gratuito; 3 mil filmes para ver no YouTube; As 100 obras-primas da música clássica para ouvir on-line; 20 mil fotos de 40 fotógrafos premiados; O maior acervo on-line de música brasileira; O acervo do grupo Folha; 100 alternativas à Wikipédia; 3 milhões de lições de pronúncia em 60 idiomas; A obra completa de Paul Cézanne; 60 obras sobre os principais pensadores da educação;  As bibliotecas mais impressionantes do mundo; O vocabulário de Machado de Assis; Toda a obra de Charlie Chaplin como ator disponível on-line; 100 clássicos literários para download;  A obra completa de Ezra Pound em áudio; Fotografias panorâmicas da cidade de Veneza; O caderno secreto de Leonardo da Vinci; O maior acervo cultural e científico do mundo; Os arquivos de Steven Spielberg; 38 mil fotos do Memorial do Holocausto; Os 10 melhores começos de livros; Os 10 melhores finais de livros; Os 10 melhores poemas de todos os tempos;  A maior coleção de fotografias históricas do mundo, As cartas perdidas de Caio Fernando Abreu, A biblioteca de Julio Cortázar. 

Clique aqui para acessar a primeira parte.

     


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POR EM 12/01/2012 ÀS 08:02 PM

Um coração simples, de Gustave Flaubert

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Em dezembro de 2011, completaram-se 190 anos de nascimento do escritor francês Gustave Flaubert. Autor de clássicos como “Madame Bovary” e “A Educação Sentimental”, Flaubert é considerado um dos maiores escritores franceses de todos os tempos. Em 1877, aos 55 anos, Gustave Flaubert escreveu o livro “Trois Contes” (“Três Contos”), entre eles um que é considerado sua obra-prima e que ocupa um lugar de destaque na história da ficção universal: “Un Cœur Simple” (“Um Coração Simples”). O conto foi uma ideia da escritora George Sand, que sugeriu a Flaubert que escrevesse “uma história de homem sensível, em que, sem pregar a bondade, sem anunciar a bondade com frases de autor, fizesse com que ela aparecesse nos gestos inconscientes da criatura mais humilde e obscura”. Em comemoração a seu aniversário, publicaremos o conto, dividido em três partes. A tradução é de Clotilde Mariano Vaz, Daniel Vaz e Simia Katarina Rickmann e foi publicada em 1996 pela editora Paz e Terra. (Carlos Willian Leite).


Gustave Flaubert

Durante meio século, os burgueses de Pont-l’Évêque invejaram a Sra. Aubain por sua criada Felicidade. Por cem francos ao ano, ela cozinhava e limpava a casa, costurava, lavava, passava, sabia arrear cavalos, engordar aves, bater a manteiga; permaneceu fiel à sua patroa, que, no entanto, não era uma pessoa agradável. Ela esposara um belo rapaz sem fortuna, que falecera no começo de 1809, deixando-lhe duas crianças pequenas e uma quantidade considerável de dívidas. Então, vendeu seus imóveis, exceto as terras arrendadas de Toucques e de Geffosses, cujos rendimentos atingiam, no máximo, 5 mil francos, e deixou sua casa de Saint-Melaine para morar em outra menos dispendiosa que pertencera a seus ancestrais, localizada atrás do mercado. 


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POR EM 08/11/2011 ÀS 11:21 PM

Os 10 melhores começos de livros

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Perguntei a 35 convidados, de díspares perfis, quais eram os melhores inícios de livros que haviam lido. Cada participante poderia indicar até três começos inesquecíveis, de autores brasileiros ou estrangeiros de todas as épocas. 37 livros foram citados, mas apenas 23 obtiveram mais de uma citação. São eles “Crônica de Uma Morte Anunciada”, “Cem Anos de Solidão” e “Amor nos Tempos do Cólera”, de Gabriel García Márquez; “O Lobo da Estepe”, de Hermann Hesse; “Grandes Esperanças”, de Charles Dickens; “O Retrato de Dorian Gray”, de Oscar Wilde; “Memórias Póstumas de Brás Cubas” e “Dom Casmurro”, de Machado de Assis; “1984”, de George Orwell; “Lolita”, de Vladimir Nabokov; “O Estrangeiro”, de Albert Camus; “Um Amor de Swann”, de Marcel Proust;  “Trainspotting”, de Irvine Welsh; “Viagem ao Fim da Noite”, de Louis-Ferdinand Céline; “O Apanhador no Campo de Centeio”, de J.D. Salinger; “Notas do Subsolo”,  de Dostoiévski; “O Amanuense Belmiro”, de Cyro dos Anjos; “O Complexo de Portnoy”, de Philip Roth; “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa; “Moby Dick”, de Herman Melville; “A Metamorfose”, de Franz Kafka; “O Ventre”, de Carlos Heitor Cony, e “Pergunte ao Pó”, de John Fante. Abaixo, em ordem aleatória, a lista com os dez livros que obtiveram o maior número de citações.


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POR EM 05/10/2011 ÀS 02:28 PM

Dica da Rosana Hermann

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Publicado originalmente no Querido Leitor (portal R7). Obrigado Rosana Hermann (@rosana).


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POR EM 15/09/2011 ÀS 08:11 PM

James Joyce lendo Finnegans Wake

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Clique para ouvir:

"A grande queda desdeo altomuro arrastou em curtolance a pftjqueda de Finnegan, varão outrora mais q'estável, que a vaziamontesta lá dele prumptamente desvestiga quem lhe diga no Ocidente o acidente da perda dos dedos dos pés: e seu parcoespaçoepouso é na porta do parque, lugar de arranjos de oranges mofados sobre o verde desde que Diadublim um diamou Livividinha.

Que choques cá de querências contra carência, ostragodos versus piscigodos! Brékkek Kékkek Kékkek! Kóax Kóax Kóax! Ualu Ualu Ualu! Quaouauh! Onde bandos de botocudos inda avançam para arrasamassacrar linguarudos e verduns catapultarremessam contra kanibalísticos para fora da irlandalvosboycia de Montecaveira".


(Trecho de Finnegans Wake, tradução de Donaldo Schüler).


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POR EM 08/03/2011 ÀS 11:57 AM

A mulher que quero

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Pio Vargas


Eu quero uma mulher de aço
que seja leve como a pena,
cujo sorriso seja um laço
a me prender como um poema.

Eu quero uma mulher madura
a me guiar durante o dia,
quando for noite ser vadia
a me domar sem armadura
e a me tomar como num sonho,
uma mulher que seja a lua
dentro do sol em que me ponho.


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POR EM 15/02/2011 ÀS 07:05 PM

O adeus de um Fenômeno

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Não me esqueço, até hoje, do “Programa Hebe” de 16 de março de 1998: Já, semanas antes, Hebe Camargo havia acertado com Tim Maia a participação do cantor no programa daquele dia. Tim não compareceu: havia falecido, no dia anterior, após passar dias internado. A apresentadora deu emocionado depoimento, dizendo que “estava muito chateada com o Tim, pois esperava que ele viesse”. Hebe falou: “você nunca negou um convite que eu lhe tenha feito, mas hoje você não veio”. 

Longe de comparar minha parca escrita à oratória de Hebe, ou a aposentadoria de Ronaldo à morte de Tim Maia, também estou muito chateado com o Fenômeno. 

Quando o Corinthians foi eliminado da Libertadores, duas semanas atrás, previa-se que surgiriam tremendas cobranças, a maioria delas injusta, sobre Ronaldo – muito mais que a todos os jogadores e integrantes do clube. Escrevi um texto, intitulado “Sobre Ronaldo”, apostando que ele ainda nos surpreenderia mais uma vez. Falei que “dar mais essa volta por cima não seria nada difícil diante de tudo que ele já superou, no futebol e na vida”. Não deu. Essa nova volta por cima não houve. Mas não porque Ronaldo não fosse capaz. Ironicamente, essa nova volta por cima não aconteceu porque... outras já tinham ocorrido!


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